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DEPRESSÃO E RISCO DE VIOLÊNCIA EM PESSOAS ADULTAS E IDOSAS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO
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O tratamento hemodialítico, os diversos problemas clínicos e limitações associadas levam a um processo de readaptação biopsicossocial, na qual o paciente redimensiona tudo o que era vivido anteriormente, revisando questões sobre si e suas relações. A gravidade da doença, as novas rotinas cotidianas, os efeitos do tratamento e as restrições alimentares e na vida social afetam a saúde emocional com medos, insegurança e perspectivas de vida. A depressão é altamente prevalente em pessoas idosas em hemodiálise, impactando na qualidade de vida. O tratamento afeta a saúde psicológica, o autocuidado e a adesão à terapêutica. A relação de dependência com cuidadores associada à presença de problemas de saúde e doenças crônicas apontam para uma maior exposição ao abuso, negligência e violência. O objetivo do estudo foi analisar a existência de relações entre depressão e o nível de violência em pessoas adultas e idosas, em tratamento hemodialítico. Tratou-se de um estudo transversal e descritivo, desenvolvido numa Unidade de Terapia Renal Substitutiva de um município de grande porte da região central do estado de São Paulo. Todos os preceitos éticos foram respeitados. A amostra de conveniência contou com 75 participantes de 40 e mais anos, com mais de seis meses de tratamento e com capacidade de compreensão e comunicação, de acordo com o resultado indicado pelo Mini- Exame do Estado Mental. Na coleta de dados aplicou-se entrevista sociodemográfica e avaliações para rastreio de depressão (Patient Health Questionnaire-PHQ-9) e de risco de violência (Vulnerability Abuse Screening Scale-VASS). A média de idade dos entrevistados foi de 62,8 anos, 50,7% eram homens, 52% declararam-se não brancos, 50,7% não tinham companheiro(a) e 69,3% conta com 5 anos ou mais de escolaridade. Encontrou-se maior prevalência de depressão Leve a Grave, sendo 24% para leve, 12% para moderada, 18,7% para moderadamente grave e 8% para grave. A análise dos dados indicou correlação moderada entre depressão e risco de violência (r=0,454; p= < 0,001). Na comparação entre grupos encontrou-se diferença entre as categorias “sem depressão” (Média VASS=1,14) e “moderadamente grave” (Média VASS= 4,29), sendo o p= < 0,001 e diferença estatística entre os níveis “leve” (Média VASS=1,28) e “moderadamente grave” (Média VASS= 4,29), sendo o p= < 0,001. Para este estudo conclui-se que existe correlação entre depressão e risco de violência e que, quanto maior o nível de depressão, maior o risco de violência.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Title: DEPRESSÃO E RISCO DE VIOLÊNCIA EM PESSOAS ADULTAS E IDOSAS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO
Description:
O tratamento hemodialítico, os diversos problemas clínicos e limitações associadas levam a um processo de readaptação biopsicossocial, na qual o paciente redimensiona tudo o que era vivido anteriormente, revisando questões sobre si e suas relações.
A gravidade da doença, as novas rotinas cotidianas, os efeitos do tratamento e as restrições alimentares e na vida social afetam a saúde emocional com medos, insegurança e perspectivas de vida.
A depressão é altamente prevalente em pessoas idosas em hemodiálise, impactando na qualidade de vida.
O tratamento afeta a saúde psicológica, o autocuidado e a adesão à terapêutica.
A relação de dependência com cuidadores associada à presença de problemas de saúde e doenças crônicas apontam para uma maior exposição ao abuso, negligência e violência.
O objetivo do estudo foi analisar a existência de relações entre depressão e o nível de violência em pessoas adultas e idosas, em tratamento hemodialítico.
Tratou-se de um estudo transversal e descritivo, desenvolvido numa Unidade de Terapia Renal Substitutiva de um município de grande porte da região central do estado de São Paulo.
Todos os preceitos éticos foram respeitados.
A amostra de conveniência contou com 75 participantes de 40 e mais anos, com mais de seis meses de tratamento e com capacidade de compreensão e comunicação, de acordo com o resultado indicado pelo Mini- Exame do Estado Mental.
Na coleta de dados aplicou-se entrevista sociodemográfica e avaliações para rastreio de depressão (Patient Health Questionnaire-PHQ-9) e de risco de violência (Vulnerability Abuse Screening Scale-VASS).
A média de idade dos entrevistados foi de 62,8 anos, 50,7% eram homens, 52% declararam-se não brancos, 50,7% não tinham companheiro(a) e 69,3% conta com 5 anos ou mais de escolaridade.
Encontrou-se maior prevalência de depressão Leve a Grave, sendo 24% para leve, 12% para moderada, 18,7% para moderadamente grave e 8% para grave.
A análise dos dados indicou correlação moderada entre depressão e risco de violência (r=0,454; p= < 0,001).
Na comparação entre grupos encontrou-se diferença entre as categorias “sem depressão” (Média VASS=1,14) e “moderadamente grave” (Média VASS= 4,29), sendo o p= < 0,001 e diferença estatística entre os níveis “leve” (Média VASS=1,28) e “moderadamente grave” (Média VASS= 4,29), sendo o p= < 0,001.
Para este estudo conclui-se que existe correlação entre depressão e risco de violência e que, quanto maior o nível de depressão, maior o risco de violência.
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