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Eficácia da estimulação hissiana e septal profunda comparada à estimulação cardíaca convencional: revisão de literatura
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Introdução: Pacientes com insuficiência cardíaca e doenças do sistema de condução necessitam de dispositivos para monitoramento dos batimentos cardíacos, como marcapassos permanentes, dispositivos de ressincronização cardíaca ou cardiodesfibriladores implantáveis. A estimulação ventricular direita é tradicionalmente o tratamento de escolha. No entanto, estudos demonstraram evidências de dissincronia ventricular, redução da função cardíaca, recorrência de fibrilação atrial e aumento da mortalidade associadas a esta abordagem. Conhecimento dos efeitos adversos das técnicas convencionais justifica a realização de pesquisas para determinar se a estimulação hissiana (EH) é uma técnica que produz maior ativação fisiológica e ventricular mais sincronizada. Objetivo: Avaliar a eficácia da estimulação hissiana comparada à EVD em relação aos parâmetros eletrocardiográficos, ecocardiográficos e clínicos. Material e Métodos: Critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS: P – pacientes com indicação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis; I – estimulação hissiana; C – estimulação ventricular direita; O – duração do complexo QRS, fração de ejeção, diâmetro ventricular ou classe funcional da New York Heart Association; S – ensaios clínicos controlados randomizados (ECR) e não randomizados. As buscas foram realizadas nas bases Medline via PubMed, Embase, LILACS e Cochrane Library, realizadas em março de 2023 por três revisores independentes. Resultados: Foram incluídos sete ensaios clínicos comparando as técnicas EH versus EVD quanto aos desfechos investigados. Para a duração do complexo QRS, três estudos encontraram resultado significativamente melhor no grupo intervenção. Para fração de ejeção e classe funcional da NYHA, dois estudos apresentaram resultados significativamente melhores no grupo EH. Quanto ao risco de viés, apenas dois apresentaram risco baixo e médio, quatro apresentaram risco alto em um, dois ou três dos itens avaliados. Conclusões: Técnica EH demonstrou superioridade à técnica convencional, entretanto são necessários ECR de maior qualidade metodológica e meta-análises para verificar a eficácia clínica da técnica, envolvendo maior número de pacientes e tempo de seguimento.
Universidade Federal de Juiz de Fora
Title: Eficácia da estimulação hissiana e septal profunda comparada à estimulação cardíaca convencional: revisão de literatura
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Introdução: Pacientes com insuficiência cardíaca e doenças do sistema de condução necessitam de dispositivos para monitoramento dos batimentos cardíacos, como marcapassos permanentes, dispositivos de ressincronização cardíaca ou cardiodesfibriladores implantáveis.
A estimulação ventricular direita é tradicionalmente o tratamento de escolha.
No entanto, estudos demonstraram evidências de dissincronia ventricular, redução da função cardíaca, recorrência de fibrilação atrial e aumento da mortalidade associadas a esta abordagem.
Conhecimento dos efeitos adversos das técnicas convencionais justifica a realização de pesquisas para determinar se a estimulação hissiana (EH) é uma técnica que produz maior ativação fisiológica e ventricular mais sincronizada.
Objetivo: Avaliar a eficácia da estimulação hissiana comparada à EVD em relação aos parâmetros eletrocardiográficos, ecocardiográficos e clínicos.
Material e Métodos: Critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS: P – pacientes com indicação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis; I – estimulação hissiana; C – estimulação ventricular direita; O – duração do complexo QRS, fração de ejeção, diâmetro ventricular ou classe funcional da New York Heart Association; S – ensaios clínicos controlados randomizados (ECR) e não randomizados.
As buscas foram realizadas nas bases Medline via PubMed, Embase, LILACS e Cochrane Library, realizadas em março de 2023 por três revisores independentes.
Resultados: Foram incluídos sete ensaios clínicos comparando as técnicas EH versus EVD quanto aos desfechos investigados.
Para a duração do complexo QRS, três estudos encontraram resultado significativamente melhor no grupo intervenção.
Para fração de ejeção e classe funcional da NYHA, dois estudos apresentaram resultados significativamente melhores no grupo EH.
Quanto ao risco de viés, apenas dois apresentaram risco baixo e médio, quatro apresentaram risco alto em um, dois ou três dos itens avaliados.
Conclusões: Técnica EH demonstrou superioridade à técnica convencional, entretanto são necessários ECR de maior qualidade metodológica e meta-análises para verificar a eficácia clínica da técnica, envolvendo maior número de pacientes e tempo de seguimento.
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