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RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ATENDIMENTO EM SAÚDE
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As transformações ocorridas em nossa sociedade no fim do século passado, obrigou que a formação dos profissionais de saúde mudasse do modelo Flexeriano para a formação por competências, uma vez que ao contrário de estar focada na doença e no indivíduo passou a ser baseada na saúde da coletividade, considerando as diversidades que nossa sociedade atual comporta para formar profissionais com responsabilidade social. Frente a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o conceito de responsabilidade social das escolas médicas em 1995 como “a obrigação das instituições de ensino em direcionar suas atividades de educação, pesquisa e serviços para atender às necessidades em saúde com foco prioritariamente em áreas de difícil acesso”.
Ademais, para enfrentar estes desafios 130 organizações e indivíduos de todo o mundo com responsabilidade na educação em saúde, participaram de discussões que culminou em uma conferência para o desenvolvimento de um consenso ocorrida de 10 a 13 de outubro de 2010 em East London, África do Sul. O Global Consensus for Social Accountability of Medical Schools (GCSA) ou Consenso Global para Responsabilidade Social das Escolas Médicas, define uma escola médica socialmente responsável como aquela que: “responde às necessidades e desafios de saúde atuais e futuros na sociedade, reorientando sua educação, pesquisa e prioridades de serviço em conformidade com essas necessidades, fortalecendo a governabilidade e parcerias com outros partes interessadas”.
A sociedade atual, é composta por uma diversidade de pessoas com credos, gêneros, dificuldades diversificadas. A responsabilidade social na formação em saúde indica a necessidade de abordar esses aspectos a fim de garantir que o egresso tenha a visão crítica e reflexiva do mundo que o cerca. Não basta curar a doença, tem-se que diminuir o problema que causou a doença. Conhecer as causas dos problemas de saúde de populações menos favorecidas é primordial para atingir o objetivo preceituado pela OMS para as escolas médicas.
Esta obra é composta por relatos de experiências de diversos profissionais de saúde no atendimento a populações tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhos), população LGBTQIA+, pessoas com deficiências e mulheres vítimas de violência, abordando a interprofissionalidade no atendimento. Os autores são doutorandos do Programa de Pós-graduação em Ensino em Saúde na Amazônia e escreveram estes relatos, junto com seus orientadores, como requisito da disciplina Ensino em Saúde e Responsabilidade Social, sendo a obra organizada pelos docentes da disciplina. Esperamos, com isso, inspirar novas práticas e reflexões acerca da Responsabilidade Social na formação e na atuação em saúde.
Title: RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ATENDIMENTO EM SAÚDE
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As transformações ocorridas em nossa sociedade no fim do século passado, obrigou que a formação dos profissionais de saúde mudasse do modelo Flexeriano para a formação por competências, uma vez que ao contrário de estar focada na doença e no indivíduo passou a ser baseada na saúde da coletividade, considerando as diversidades que nossa sociedade atual comporta para formar profissionais com responsabilidade social.
Frente a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o conceito de responsabilidade social das escolas médicas em 1995 como “a obrigação das instituições de ensino em direcionar suas atividades de educação, pesquisa e serviços para atender às necessidades em saúde com foco prioritariamente em áreas de difícil acesso”.
Ademais, para enfrentar estes desafios 130 organizações e indivíduos de todo o mundo com responsabilidade na educação em saúde, participaram de discussões que culminou em uma conferência para o desenvolvimento de um consenso ocorrida de 10 a 13 de outubro de 2010 em East London, África do Sul.
O Global Consensus for Social Accountability of Medical Schools (GCSA) ou Consenso Global para Responsabilidade Social das Escolas Médicas, define uma escola médica socialmente responsável como aquela que: “responde às necessidades e desafios de saúde atuais e futuros na sociedade, reorientando sua educação, pesquisa e prioridades de serviço em conformidade com essas necessidades, fortalecendo a governabilidade e parcerias com outros partes interessadas”.
A sociedade atual, é composta por uma diversidade de pessoas com credos, gêneros, dificuldades diversificadas.
A responsabilidade social na formação em saúde indica a necessidade de abordar esses aspectos a fim de garantir que o egresso tenha a visão crítica e reflexiva do mundo que o cerca.
Não basta curar a doença, tem-se que diminuir o problema que causou a doença.
Conhecer as causas dos problemas de saúde de populações menos favorecidas é primordial para atingir o objetivo preceituado pela OMS para as escolas médicas.
Esta obra é composta por relatos de experiências de diversos profissionais de saúde no atendimento a populações tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhos), população LGBTQIA+, pessoas com deficiências e mulheres vítimas de violência, abordando a interprofissionalidade no atendimento.
Os autores são doutorandos do Programa de Pós-graduação em Ensino em Saúde na Amazônia e escreveram estes relatos, junto com seus orientadores, como requisito da disciplina Ensino em Saúde e Responsabilidade Social, sendo a obra organizada pelos docentes da disciplina.
Esperamos, com isso, inspirar novas práticas e reflexões acerca da Responsabilidade Social na formação e na atuação em saúde.
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