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Otohematoma Em Felino – Relato de Dois Casos

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Antecedentes: O otohematoma é uma condição comum na rotina veterinária de cães e gatos, caracterizada por acúmulo de sangue entre a cartilagem e a pele do pavilhão auricular, decorrente de trauma. Sua origem envolve lesões de vasos sanguíneos e/ou cartilagem auricular. As causas primárias não são bem definidas, mas há maior frequência em animais com otite externa, devido à movimentação de cabeça e prurido. Em felinos, o otohematoma geralmente está associado à infestação por ácaros, especialmente o Otodectes cynotis . Este artigo relata dois casos de otohematoma unilateral em felinos decorrentes de otite externa parasitária. Casos: O caso 1 se trata de um felino macho, sem raça definida, de seis anos, pesando 4,5 kg, com acesso à rua, não castrado e com vacinação, vermifugação e controle de ectoparasitas desatualizados e não testados para vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia felina (FELV). A queixa principal da tutora era de prurido bilateral e aumento de volume no pavilhão auricular direito. O caso 2 se trata de um felino, fêmea, sem raça definida, dez anos, pesando 3,30kg, com acesso a rua, castrado, com vacinação, vermifugação, controle de ectoparasitas desatualizados e não testados para FIV/FELV. A queixa principal da tutora era de prurido e aumento de volume na orelha direita do animal e presença de lesão ulcerativa em ambas as orelhas. Ambos os casos, apresentados ao exame clínico geral normal, foram encontrados exames de sangue para hemograma e exames otológicos que incluem presença de sujidade enegrecida e reflexo otopodal positivo durante a manipulação, também apresentaram lesões na parte dorsal da orelha que apresentaram o aumento de volume auricular de característica macia por todo pavilhão auricular direito. Pacientes foram diagnosticados com otite externa bilateral causada por Otodectes cynoti. Ambos os animais foram tratados com selamectina 1 [Revolution 6% ® spot on na dose de 45 mg, via tópica, dose única], limpeza auricular regular e orientadas para procedimento cirúrgico de correção de otohematoma e pós cirúrgico com meloxicam 2 [Flamavet ® na dose de 0,05mg/kg, por via oral, a cada 24 horas, por 4 dias] e dipirona monohidratada 3 [Aberalgina ® na dose de 25mg/kg, por via oral, a cada 24 horas, por 3 dias], uso de colar elizabetano e retorno com 15 dias para remoção das suturas. Os animais apresentaram boa resposta ao tratamento instituído, com resolução das anormalidades apresentadas após o procedimento cirúrgico. Discussão: O otohematoma é considerado uma afecção clínica de alta prevalência na clínica de pequenos animais, caracterizada pelo acúmulo sanguíneo na face côncava da orelha, decorrente de trauma regional da cartilagem auricular com acúmulo de sangue entre a pele e a cartilagem. Essa afecção é mais comum em cães e menos comum em gatos. O surgimento do otohematoma tende a ser decorrente de uma causa primária, sendo geralmente uma otite externa. Esta é a mais comumente descrita, possuindo uma prevalência de 5% a 20% em cães e 2% a 6% em gatos. Dentre as causas parasitárias, o ácaro O. cynotis é o principal causador de otite externa em animais de companhia. Para que ocorra uma boa resolução do otohematoma é necessária a identificação e resolução da causa primária que acarretou. Os otohematomas podem ser parciais ou totais, nos casos indicados no tratamento conservador com drenagem e bandagem compressiva não foi possível devido à conformação da orelha dos gatos, ereta, e à dificuldade de utilização do colar elizabetano. Por esses motivos, foi optado pela correção cirúrgica que possui bons resultados de resolução e baixas taxas de reincidência.
Title: Otohematoma Em Felino – Relato de Dois Casos
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Antecedentes: O otohematoma é uma condição comum na rotina veterinária de cães e gatos, caracterizada por acúmulo de sangue entre a cartilagem e a pele do pavilhão auricular, decorrente de trauma.
Sua origem envolve lesões de vasos sanguíneos e/ou cartilagem auricular.
As causas primárias não são bem definidas, mas há maior frequência em animais com otite externa, devido à movimentação de cabeça e prurido.
Em felinos, o otohematoma geralmente está associado à infestação por ácaros, especialmente o Otodectes cynotis .
Este artigo relata dois casos de otohematoma unilateral em felinos decorrentes de otite externa parasitária.
Casos: O caso 1 se trata de um felino macho, sem raça definida, de seis anos, pesando 4,5 kg, com acesso à rua, não castrado e com vacinação, vermifugação e controle de ectoparasitas desatualizados e não testados para vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia felina (FELV).
A queixa principal da tutora era de prurido bilateral e aumento de volume no pavilhão auricular direito.
O caso 2 se trata de um felino, fêmea, sem raça definida, dez anos, pesando 3,30kg, com acesso a rua, castrado, com vacinação, vermifugação, controle de ectoparasitas desatualizados e não testados para FIV/FELV.
A queixa principal da tutora era de prurido e aumento de volume na orelha direita do animal e presença de lesão ulcerativa em ambas as orelhas.
Ambos os casos, apresentados ao exame clínico geral normal, foram encontrados exames de sangue para hemograma e exames otológicos que incluem presença de sujidade enegrecida e reflexo otopodal positivo durante a manipulação, também apresentaram lesões na parte dorsal da orelha que apresentaram o aumento de volume auricular de característica macia por todo pavilhão auricular direito.
Pacientes foram diagnosticados com otite externa bilateral causada por Otodectes cynoti.
Ambos os animais foram tratados com selamectina 1 [Revolution 6% ® spot on na dose de 45 mg, via tópica, dose única], limpeza auricular regular e orientadas para procedimento cirúrgico de correção de otohematoma e pós cirúrgico com meloxicam 2 [Flamavet ® na dose de 0,05mg/kg, por via oral, a cada 24 horas, por 4 dias] e dipirona monohidratada 3 [Aberalgina ® na dose de 25mg/kg, por via oral, a cada 24 horas, por 3 dias], uso de colar elizabetano e retorno com 15 dias para remoção das suturas.
Os animais apresentaram boa resposta ao tratamento instituído, com resolução das anormalidades apresentadas após o procedimento cirúrgico.
Discussão: O otohematoma é considerado uma afecção clínica de alta prevalência na clínica de pequenos animais, caracterizada pelo acúmulo sanguíneo na face côncava da orelha, decorrente de trauma regional da cartilagem auricular com acúmulo de sangue entre a pele e a cartilagem.
Essa afecção é mais comum em cães e menos comum em gatos.
O surgimento do otohematoma tende a ser decorrente de uma causa primária, sendo geralmente uma otite externa.
Esta é a mais comumente descrita, possuindo uma prevalência de 5% a 20% em cães e 2% a 6% em gatos.
Dentre as causas parasitárias, o ácaro O.
cynotis é o principal causador de otite externa em animais de companhia.
Para que ocorra uma boa resolução do otohematoma é necessária a identificação e resolução da causa primária que acarretou.
Os otohematomas podem ser parciais ou totais, nos casos indicados no tratamento conservador com drenagem e bandagem compressiva não foi possível devido à conformação da orelha dos gatos, ereta, e à dificuldade de utilização do colar elizabetano.
Por esses motivos, foi optado pela correção cirúrgica que possui bons resultados de resolução e baixas taxas de reincidência.

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