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O Uso Retórico do Antigo Testamento na Carta aos Colossenses

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A Carta aos Colossenses, além da questão se de fato é ou não deuteropaulina, entrou no centro do debate sobre a Metodologia do uso da Antigo Testamento pelo Novo Testamento. Se durante muitos anos foi considerada uma das poucas cartas do corpus paulinum a não possuir nenhuma citação do Antigo Testamento, Beale conseguiu encontrar várias alusões. Foster criticou a metodologia utilizada em Colossenses, o que mereceu uma resposta por parte de Beale. Entretanto, Beetham confirmou o uso detectado por Beale, especificando a diferenciação entre alusão e eco – embora analisando menos passagens do Antigo Testamento. Este artigo propõe dar um passo além, ao analisar como essas alusões e ecos estão inseridas na disposição da carta segundo a Análise Retórica Bíblica Semítica. Os comentadores paulinos têm indicado, cada vez mais, que em Paulo a retórica e a teologia caminham juntas. Aliás, nas cartas paulinas, a retórica, de fato, não é apenas uma moldura, mas um grande instrumento para se transmitir a mensagem do ressuscitado. Segundo Meynet, a contribuição da Análise Retórica Bíblica Semítica permite ver como o paralelismo dos membros, o quiasmo e os diversos níveis de um texto bíblico têm sua função na estruturação e mensagem do texto. Isso se torna mais eficiente quando se procura analisar a presença de citações, alusões e ecos do Antigo Testamento no Novo Testamento, a partir do método do Uso do Antigo Testamento no Novo Testamento integrado com a Análise Retórica Bíblica Semítica, como aqui em Colossenses. São duas metodologias distintas, mas que podem colaborar muito nas investigações bíblicas para demonstrar que a ausência de citações do Antigo Testamento nesta carta foi um recurso retórico utilizado por Paulo para oferecer ao leitor um magnífico texto capaz de unir cristologia, eclesiologia e a presença do Antigo Testamento, ainda que por meio de alusões e ecos, e não de citações explícitas.
Editorial Pontificia Universidad Javeriana
Title: O Uso Retórico do Antigo Testamento na Carta aos Colossenses
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A Carta aos Colossenses, além da questão se de fato é ou não deuteropaulina, entrou no centro do debate sobre a Metodologia do uso da Antigo Testamento pelo Novo Testamento.
Se durante muitos anos foi considerada uma das poucas cartas do corpus paulinum a não possuir nenhuma citação do Antigo Testamento, Beale conseguiu encontrar várias alusões.
Foster criticou a metodologia utilizada em Colossenses, o que mereceu uma resposta por parte de Beale.
Entretanto, Beetham confirmou o uso detectado por Beale, especificando a diferenciação entre alusão e eco – embora analisando menos passagens do Antigo Testamento.
Este artigo propõe dar um passo além, ao analisar como essas alusões e ecos estão inseridas na disposição da carta segundo a Análise Retórica Bíblica Semítica.
Os comentadores paulinos têm indicado, cada vez mais, que em Paulo a retórica e a teologia caminham juntas.
Aliás, nas cartas paulinas, a retórica, de fato, não é apenas uma moldura, mas um grande instrumento para se transmitir a mensagem do ressuscitado.
Segundo Meynet, a contribuição da Análise Retórica Bíblica Semítica permite ver como o paralelismo dos membros, o quiasmo e os diversos níveis de um texto bíblico têm sua função na estruturação e mensagem do texto.
Isso se torna mais eficiente quando se procura analisar a presença de citações, alusões e ecos do Antigo Testamento no Novo Testamento, a partir do método do Uso do Antigo Testamento no Novo Testamento integrado com a Análise Retórica Bíblica Semítica, como aqui em Colossenses.
São duas metodologias distintas, mas que podem colaborar muito nas investigações bíblicas para demonstrar que a ausência de citações do Antigo Testamento nesta carta foi um recurso retórico utilizado por Paulo para oferecer ao leitor um magnífico texto capaz de unir cristologia, eclesiologia e a presença do Antigo Testamento, ainda que por meio de alusões e ecos, e não de citações explícitas.

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