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LIRISMO E MEMÓRIA NA POESIA DE ROLLO DE RESENDE
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O artigo analisa a poesia de Rollo de Resende, poeta curitibano ativo nos anos 1980 e 1990, destacando seu lirismo fragmentado, subjetividade autobiográfica e relação com a memória. A poesia de Rollo insere-se em um contexto pós-moderno de multiplicidade estética, mesclando influências da tradição modernista com experimentações formais contemporâneas. Seus versos curtos e densos exploram temas como infância, cidade, sexualidade, cotidiano e morte, marcados por um tom íntimo e filosófico. A homoafetividade é abordada de forma sensível e reflexiva, em contraste com abordagens mais agressivas ou eróticas comuns à época. A linguagem poética de Rollo é híbrida, frequentemente prosaica, mas profundamente lírica. A cidade – em especial Curitiba – e objetos cotidianos tornam-se elementos simbólicos de sua vivência poética. Influenciado por autores como Leminski, Ana Cristina Cesar e Adélia Prado, Rollo funde biografia e estética, criando uma poética que valoriza a memória, o fragmento e o dizer sincero. Sua obra propõe uma poesia que ultrapassa classificações rígidas, abrindo espaço para novas formas de sensibilidade. O artigo conclui que a poética de Rollo é uma "arma-zen", um constante cantar da existência, que convida o leitor a refletir sobre o efêmero e a trilhar, com sua própria bagagem, os caminhos da linguagem e da vida.
Title: LIRISMO E MEMÓRIA NA POESIA DE ROLLO DE RESENDE
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O artigo analisa a poesia de Rollo de Resende, poeta curitibano ativo nos anos 1980 e 1990, destacando seu lirismo fragmentado, subjetividade autobiográfica e relação com a memória.
A poesia de Rollo insere-se em um contexto pós-moderno de multiplicidade estética, mesclando influências da tradição modernista com experimentações formais contemporâneas.
Seus versos curtos e densos exploram temas como infância, cidade, sexualidade, cotidiano e morte, marcados por um tom íntimo e filosófico.
A homoafetividade é abordada de forma sensível e reflexiva, em contraste com abordagens mais agressivas ou eróticas comuns à época.
A linguagem poética de Rollo é híbrida, frequentemente prosaica, mas profundamente lírica.
A cidade – em especial Curitiba – e objetos cotidianos tornam-se elementos simbólicos de sua vivência poética.
Influenciado por autores como Leminski, Ana Cristina Cesar e Adélia Prado, Rollo funde biografia e estética, criando uma poética que valoriza a memória, o fragmento e o dizer sincero.
Sua obra propõe uma poesia que ultrapassa classificações rígidas, abrindo espaço para novas formas de sensibilidade.
O artigo conclui que a poética de Rollo é uma "arma-zen", um constante cantar da existência, que convida o leitor a refletir sobre o efêmero e a trilhar, com sua própria bagagem, os caminhos da linguagem e da vida.
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