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João Cabral de Melo Neto: O lirismo de um “Poeta sem Alma”
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João Cabral de Melo Neto, poeta modernista da Geração de 45, é considerado um antilírico por excelência. Seu projeto poético é orientado por uma estética baseada na objetividade, na concretude e na racionalidade, de modo que sua poesia é essencialmente enraizada na realidade exterior. Porém, contestando a crítica e as análises convencionais sobre ele, este trabalho, baseado na análise do poema Forte de Orange, Itamaracá, pretende lê-lo sob outro prisma, talvez insuspeito, mas, sem dúvida, surpreendente: pela via simbólica de análise e interpretação, visa-se revelar (desvendar, desvelar) o lirismo singular do poeta recifense, um lirismo sui generis na poesia brasileira. Para isso, a análise é suportada teoricamente por Antonio Carlos Secchin (2007), Marta Peixoto (1983), Tzvetan Todorov (1979), Mario Ferreira dos Santos (1959; 2000), e outros. No limiar entre o lírico e o antilírico, sua poesia é plurivalente: carregada de tensões e sentidos, ela transita por esses dois planos da linguagem poética.
Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA)
Title: João Cabral de Melo Neto: O lirismo de um “Poeta sem Alma”
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João Cabral de Melo Neto, poeta modernista da Geração de 45, é considerado um antilírico por excelência.
Seu projeto poético é orientado por uma estética baseada na objetividade, na concretude e na racionalidade, de modo que sua poesia é essencialmente enraizada na realidade exterior.
Porém, contestando a crítica e as análises convencionais sobre ele, este trabalho, baseado na análise do poema Forte de Orange, Itamaracá, pretende lê-lo sob outro prisma, talvez insuspeito, mas, sem dúvida, surpreendente: pela via simbólica de análise e interpretação, visa-se revelar (desvendar, desvelar) o lirismo singular do poeta recifense, um lirismo sui generis na poesia brasileira.
Para isso, a análise é suportada teoricamente por Antonio Carlos Secchin (2007), Marta Peixoto (1983), Tzvetan Todorov (1979), Mario Ferreira dos Santos (1959; 2000), e outros.
No limiar entre o lírico e o antilírico, sua poesia é plurivalente: carregada de tensões e sentidos, ela transita por esses dois planos da linguagem poética.
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