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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MÉDIA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR POR DOENÇAS TÚBULO-INTERSTICIAL NA BAHIA, NO PERÍODO DE 2019 A 2023

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Introdução: A Doença Renal Tubulointersticial (DRTI) envolve uma lesão primária dos túbulos renais e do interstício, por mecanismos inflamatórios ou por lesões celulares, resultando em comprometimento da função renal. DRTI pode constituir uma parte substancial dos casos de insuficiência renal em hospitais. Logo, compreender a epidemiologia dessa doença é crucial. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das médias de permanência hospitalar e os óbitos por DRTI, na Bahia, no período de março de 2018 a março de 2024. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, acerca da média de permanência hospitalar por DRTI na Bahia entre os anos de 2019 à 2023, a partir da coleta de dados na base Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS) no DATASUS. As variáveis coletadas foram por ano de atendimento, faixa etária, sexo e raça/cor, avaliando os desfechos de média de permanência hospitalar, caráter de atendimento e óbitos. Foi utilizado o software Microsoft Excel para tabulação de planilhas e análises dos dados. Resultados: A média permanência da população preta apresenta a maior média de permanência hospitalar (6,3 dias) e teve um aumento de 94,3%, enquanto a população branca apresenta a menor média de permanência (3,8 dias) com um aumento de 33,3%. É visto que a população menor que 1 ano tem prevalência nas médias com distribuição por faixa etária (7,4 dias), com um crescimento de 3,9 dias entre 2019 e 2021, seguido de uma queda de 4,3 dias até 2023. A partir da faixa etária de 40 a 49 anos, é observado um crescimento da média de permanência, com seu pico na faixa de 70 a 79 anos (6 dias). É observado que, em ambos os sexos, houve um crescimento a partir de 2021, tendo, em 2023, aumentando em 29,78% (1,4 dia) para o masculino e 25,58% (1,1 dia) para o feminino, com prevalência do sexo masculino na média. A maior média é para os casos eletivos (5,7 dias), em comparação aos casos de urgência (4,9 dias), sendo visto um aumento de 50% (2,2 dias). Conclusão: O estudo revelou disparidades significativas na Bahia. As maiores médias de permanência se concentram na população preta, faixas etárias de menores de 1 ano e de 70 a 79 anos e homens, bem como os atendimentos eletivos. Houve um aumento significativo ao longo dos anos em todas as variáveis, apesar de uma parcela relevante dos dados não estar descrita nas bases. Identificar grupos vulneráveis pode orientar políticas públicas para reduzir internações prolongadas e melhorar os desfechos para os pacientes.
Title: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MÉDIA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR POR DOENÇAS TÚBULO-INTERSTICIAL NA BAHIA, NO PERÍODO DE 2019 A 2023
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Introdução: A Doença Renal Tubulointersticial (DRTI) envolve uma lesão primária dos túbulos renais e do interstício, por mecanismos inflamatórios ou por lesões celulares, resultando em comprometimento da função renal.
DRTI pode constituir uma parte substancial dos casos de insuficiência renal em hospitais.
Logo, compreender a epidemiologia dessa doença é crucial.
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das médias de permanência hospitalar e os óbitos por DRTI, na Bahia, no período de março de 2018 a março de 2024.
Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, acerca da média de permanência hospitalar por DRTI na Bahia entre os anos de 2019 à 2023, a partir da coleta de dados na base Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS) no DATASUS.
As variáveis coletadas foram por ano de atendimento, faixa etária, sexo e raça/cor, avaliando os desfechos de média de permanência hospitalar, caráter de atendimento e óbitos.
Foi utilizado o software Microsoft Excel para tabulação de planilhas e análises dos dados.
Resultados: A média permanência da população preta apresenta a maior média de permanência hospitalar (6,3 dias) e teve um aumento de 94,3%, enquanto a população branca apresenta a menor média de permanência (3,8 dias) com um aumento de 33,3%.
É visto que a população menor que 1 ano tem prevalência nas médias com distribuição por faixa etária (7,4 dias), com um crescimento de 3,9 dias entre 2019 e 2021, seguido de uma queda de 4,3 dias até 2023.
A partir da faixa etária de 40 a 49 anos, é observado um crescimento da média de permanência, com seu pico na faixa de 70 a 79 anos (6 dias).
É observado que, em ambos os sexos, houve um crescimento a partir de 2021, tendo, em 2023, aumentando em 29,78% (1,4 dia) para o masculino e 25,58% (1,1 dia) para o feminino, com prevalência do sexo masculino na média.
A maior média é para os casos eletivos (5,7 dias), em comparação aos casos de urgência (4,9 dias), sendo visto um aumento de 50% (2,2 dias).
Conclusão: O estudo revelou disparidades significativas na Bahia.
As maiores médias de permanência se concentram na população preta, faixas etárias de menores de 1 ano e de 70 a 79 anos e homens, bem como os atendimentos eletivos.
Houve um aumento significativo ao longo dos anos em todas as variáveis, apesar de uma parcela relevante dos dados não estar descrita nas bases.
Identificar grupos vulneráveis pode orientar políticas públicas para reduzir internações prolongadas e melhorar os desfechos para os pacientes.

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