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DOENÇAS TÚBULO-INTERSTICIAIS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO DE 2019 A 2024: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO

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Introdução: doenças túbulo-intersticiais são as que afetam o interstício e os túbulos renais, mas poupam os glomérulos. A principal causa da nefrite intersticial aguda é medicamentosa (75%), seguida por etiologia idiopática, genética e infecciosa. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e dados sobre hospitalização dos pacientes internados por doenças túbulo-intersticiais no Brasil no período de março de 2019 a março de 2024. Métodos: estudo epidemiológico descritivo retrospectivo. A coleta dos dados foi realizada no Sistema de Informações Hospitalares do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS/SIH-SUS). Foram incluídos todos os casos de internações de pacientes com doenças túbulo-intersticiais no Brasil no período de março de 2019 a março de 2024. As variáveis utilizadas foram internações por região, faixa etária, óbitos e custos. A prevalência e a letalidade foram calculadas com base nos dados obtidos. Resultados: foram registrados 300.430 casos de internação por doenças túbulo-intersticiais no Brasil nesse período, com o maior número 100.347 (33,4% do total) na região Sudeste e o menor 24.738 (8,23%) na Centro-Oeste. A prevalência varia de 0,11% na região Sudeste a 0,22% na Sul. Dentre as faixas etárias, o maior número de internações ocorreu nos pacientes entre 20 e 29 anos, correspondendo a 16,51% do total (N = 49.603), com o custo de R$ 6.401.264.427,24 ao longo do período. A faixa etária que gerou o maior custo foi entre 60 e 69 anos (R$ 14.470.949.946,71), em que as internações são 11,26% do total (N = 33.833). A letalidade da doença no Brasil foi de 2,52%, com 7581 óbitos, variando de 1,32% na região Norte a 3,15% na Sudeste. Conclusão: a análise dos dados possibilitou concluir que, no período, houve maior número de internações no Sudeste. No entanto, ao comparar a população de cada região, o Sudeste possui a menor prevalência. Quanto ao custo, a faixa etária de adultos jovens entre 20 e 29 anos, embora represente o maior número de internações, não configura o maior custo para o Estado. Os pacientes entre 60 e 69 anos equivalem a 68,2% das hospitalizações dos adultos jovens entre 20 e 29 anos e representam um gasto maior que duas vezes, comparativamente. A letalidade das doenças túbulo-intersticiais é significativa, fato que deve trazer a importância devida do cuidado aos pacientes acometidos. Há espaço para estudar as causas que levam a letalidade nas regiões Norte e Sudeste serem muito distintas, por exemplo.
Title: DOENÇAS TÚBULO-INTERSTICIAIS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO DE 2019 A 2024: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
Description:
Introdução: doenças túbulo-intersticiais são as que afetam o interstício e os túbulos renais, mas poupam os glomérulos.
A principal causa da nefrite intersticial aguda é medicamentosa (75%), seguida por etiologia idiopática, genética e infecciosa.
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e dados sobre hospitalização dos pacientes internados por doenças túbulo-intersticiais no Brasil no período de março de 2019 a março de 2024.
Métodos: estudo epidemiológico descritivo retrospectivo.
A coleta dos dados foi realizada no Sistema de Informações Hospitalares do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS/SIH-SUS).
Foram incluídos todos os casos de internações de pacientes com doenças túbulo-intersticiais no Brasil no período de março de 2019 a março de 2024.
As variáveis utilizadas foram internações por região, faixa etária, óbitos e custos.
A prevalência e a letalidade foram calculadas com base nos dados obtidos.
Resultados: foram registrados 300.
430 casos de internação por doenças túbulo-intersticiais no Brasil nesse período, com o maior número 100.
347 (33,4% do total) na região Sudeste e o menor 24.
738 (8,23%) na Centro-Oeste.
A prevalência varia de 0,11% na região Sudeste a 0,22% na Sul.
Dentre as faixas etárias, o maior número de internações ocorreu nos pacientes entre 20 e 29 anos, correspondendo a 16,51% do total (N = 49.
603), com o custo de R$ 6.
401.
264.
427,24 ao longo do período.
A faixa etária que gerou o maior custo foi entre 60 e 69 anos (R$ 14.
470.
949.
946,71), em que as internações são 11,26% do total (N = 33.
833).
A letalidade da doença no Brasil foi de 2,52%, com 7581 óbitos, variando de 1,32% na região Norte a 3,15% na Sudeste.
Conclusão: a análise dos dados possibilitou concluir que, no período, houve maior número de internações no Sudeste.
No entanto, ao comparar a população de cada região, o Sudeste possui a menor prevalência.
Quanto ao custo, a faixa etária de adultos jovens entre 20 e 29 anos, embora represente o maior número de internações, não configura o maior custo para o Estado.
Os pacientes entre 60 e 69 anos equivalem a 68,2% das hospitalizações dos adultos jovens entre 20 e 29 anos e representam um gasto maior que duas vezes, comparativamente.
A letalidade das doenças túbulo-intersticiais é significativa, fato que deve trazer a importância devida do cuidado aos pacientes acometidos.
Há espaço para estudar as causas que levam a letalidade nas regiões Norte e Sudeste serem muito distintas, por exemplo.

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