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Assimetrias de rendimentos na Região Nordeste: gênero e raça entre as desigualdades persistentes

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Os desequilíbrios regionais e de rendimentos do trabalho são problemáticas persistentes no contexto brasileiro. Este artigo analisa os diferenciais de rendimentos no mercado de trabalho na Região Nordeste nos períodos de 2012, 2016 e 2019, a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destacam-se os principais componentes que contribuíram para as distorções de rendimentos entre os grupos classificados por gênero e cor/raça, por meio da decomposição salarial proposta por Oaxaca e Blinder (1973) com a correção do viés de seleção de Heckman (1979), em conjunto com a normalização de Yun (2003). Os resultados indicam que os desequilíbrios salariais motivados por gênero se devem em maior grau ao efeito residual em todos os períodos analisados. Pelo critério racial, as diferenças salariais em detrimento dos não brancos foram ocasionadas em maior medida pelos efeitos dotacionais. Ao contrapor as estimações pelos critérios de gênero e raça, homens versus mulheres não brancas, o diferencial de rendimento recua no período final da análise. No entanto, os rendimentos dessas mulheres continuam depreciados pela maior contribuição do componente discriminatório. Esta pesquisa, portanto, contribui para identificar aspectos relacionados às assimetrias salariais ainda marcantes na sociedade brasileira e discute como amenizar tais questões que ainda hoje são persistentes. Palavras-chave: decomposição salarial; desigualdades; gênero; raça; Nordeste.
Title: Assimetrias de rendimentos na Região Nordeste: gênero e raça entre as desigualdades persistentes
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Os desequilíbrios regionais e de rendimentos do trabalho são problemáticas persistentes no contexto brasileiro.
Este artigo analisa os diferenciais de rendimentos no mercado de trabalho na Região Nordeste nos períodos de 2012, 2016 e 2019, a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Destacam-se os principais componentes que contribuíram para as distorções de rendimentos entre os grupos classificados por gênero e cor/raça, por meio da decomposição salarial proposta por Oaxaca e Blinder (1973) com a correção do viés de seleção de Heckman (1979), em conjunto com a normalização de Yun (2003).
Os resultados indicam que os desequilíbrios salariais motivados por gênero se devem em maior grau ao efeito residual em todos os períodos analisados.
Pelo critério racial, as diferenças salariais em detrimento dos não brancos foram ocasionadas em maior medida pelos efeitos dotacionais.
Ao contrapor as estimações pelos critérios de gênero e raça, homens versus mulheres não brancas, o diferencial de rendimento recua no período final da análise.
No entanto, os rendimentos dessas mulheres continuam depreciados pela maior contribuição do componente discriminatório.
Esta pesquisa, portanto, contribui para identificar aspectos relacionados às assimetrias salariais ainda marcantes na sociedade brasileira e discute como amenizar tais questões que ainda hoje são persistentes.
Palavras-chave: decomposição salarial; desigualdades; gênero; raça; Nordeste.

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