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EFEITOS DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE MENTAL DE ADOLESCENTES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

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Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis, publicadas entre 2020 e 2025, acerca dos efeitos do uso das redes sociais digitais na saúde mental de adolescentes. A partir de uma busca sistematizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed, Scopus e Web of Science, foram selecionados estudos que abordaram, de forma empírica, as interfaces entre redes sociais e sofrimento psíquico na faixa etária de 10 a 19 anos. A análise dos estudos permitiu a identificação de quatro núcleos temáticos predominantes: o uso problemático e o aumento de sintomas como ansiedade, depressão e insônia; a distorção da autoimagem e a insatisfação corporal; a exposição a violências simbólicas, com destaque para o cyberbullying; e, em contraponto, o uso das redes como espaço de apoio emocional e pertencimento, especialmente entre adolescentes LGBTQIA+ e em contextos de exclusão social. Os achados indicam que os efeitos das redes não são homogêneos, estando fortemente condicionados por fatores como intencionalidade de uso, qualidade das interações, vínculos offline e design das plataformas. Conclui-se que a promoção da saúde mental na adolescência requer estratégias que articulem educação digital crítica, fortalecimento das redes de apoio territoriais, regulação ética das plataformas e escuta qualificada das juventudes. A pesquisa também sinaliza lacunas importantes, como a escassez de estudos interseccionais e qualitativos que deem voz aos próprios adolescentes. O cuidado em saúde mental no contexto digital demanda, assim, ações intersetoriais, inclusivas e centradas na potência criativa das juventudes.
Title: EFEITOS DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE MENTAL DE ADOLESCENTES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
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Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis, publicadas entre 2020 e 2025, acerca dos efeitos do uso das redes sociais digitais na saúde mental de adolescentes.
A partir de uma busca sistematizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed, Scopus e Web of Science, foram selecionados estudos que abordaram, de forma empírica, as interfaces entre redes sociais e sofrimento psíquico na faixa etária de 10 a 19 anos.
A análise dos estudos permitiu a identificação de quatro núcleos temáticos predominantes: o uso problemático e o aumento de sintomas como ansiedade, depressão e insônia; a distorção da autoimagem e a insatisfação corporal; a exposição a violências simbólicas, com destaque para o cyberbullying; e, em contraponto, o uso das redes como espaço de apoio emocional e pertencimento, especialmente entre adolescentes LGBTQIA+ e em contextos de exclusão social.
Os achados indicam que os efeitos das redes não são homogêneos, estando fortemente condicionados por fatores como intencionalidade de uso, qualidade das interações, vínculos offline e design das plataformas.
Conclui-se que a promoção da saúde mental na adolescência requer estratégias que articulem educação digital crítica, fortalecimento das redes de apoio territoriais, regulação ética das plataformas e escuta qualificada das juventudes.
A pesquisa também sinaliza lacunas importantes, como a escassez de estudos interseccionais e qualitativos que deem voz aos próprios adolescentes.
O cuidado em saúde mental no contexto digital demanda, assim, ações intersetoriais, inclusivas e centradas na potência criativa das juventudes.

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