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Geotecnologia como ferramenta de análise para a conservação de Callithrix aurita É. Geoffroy, 1812 (primates: Callitrichidae)
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Os primatas estão entre os grupos de mamíferos mais ameaçados no mundo, com mais da metade de suas espécies em risco de extinção, sendo o Callithrix aurita (sagui-da-serra-escuro ou macaco aurita) uma delas. A perda de habitat, fragmentação da floresta, competição e hibridação com outras espécies de saguis são as principais causas para seu atual estado de conservação. A compreensão da paisagem e a definição de corredores ecológicos são estratégias eficazes para a conservação da biodiversidade. O trabalho teve como objetivo avaliar a estrutura da paisagem e realizar uma pré-seleção de fragmentos mais adequados para a reintrodução de Callithrix aurita no município de Viçosa – MG e definir corredores ecológicos entre estes fragmentos selecionados serem ambiente SIG. Foi realizada a classificação de uso e cobertura de solo (UCS) para o município pelo método de segmentação. A partir da UCS, foram calculadas 10 métricas de ecologia de paisagem para os fragmentos nativos, discriminando em três classes de tamanho: menor que 11 ha; entre 11 e 40 ha; e maior que 40 ha, conforme a área de vida dos auritas. Posteriormente, foram selecionados fragmentos florestais com uma distância maior de 3 km dos fragmentos com presença de híbridos, e área entre 11 e 40 ha. Em seguida, foram realizadas visitas a campo nos fragmentos selecionados a fim de se verificar a presença ou ausência de auritas ou híbridos a partir do método adaptado de transectos lineares combinados com playback. A área de estudo apresentou uma predominância de áreas de pastagem e florestas nativas. Os fragmentos de 11 a 40 hectares representaram 13,09% da área florestal, e somente 4,36% do número de fragmentos nativos. Além disso, apresentaram menores valores nas métricas de borda, e um valor intermediário na métrica de forma, se comparado às demais classes. Também apresentou uma área nuclear de 30,24% e uma distância média do vizinho mais próximo de 511,35 m, entretanto, se avaliada a fisionomia florestal como um todo, o índice reduziu para 52,96 metros. Foram selecionados quatro fragmentos, sendo encontrados saguis híbridos em três destes. e nenhum indivíduo de aurita. Para a definição dos corredores ecológicos, foram utilizadas as variáveis UCS, Áreas de Preservação Permanente (APP), Estradas e Declividade. Foram calculados os custos para cada uma das classes a partir do método Processo Analítico Hierárquico, para a definição do caminho de menor custo. Foi definida uma largura de 60 m para os corredores ecológicos. Os corredores ecológicos definidos apresentaram um comprimento de 2292,15 metros, e área de 13,95 hectares, com predominância de florestas nativas e pastagens. O estudo apresentou uma área fragmentada com poucos fragmentos mostrando-se adequados para a reintrodução de auritas, das considerando métricas de paisagem. Devido à proximidade dos fragmentos, a elaboração de corredores ecológicos interligando os mesmos se torna uma opção viável para auxiliar na dispersão dos indivíduos. Ademais, é importante ressaltar que a reintrodução de auritas está condicionada ao controle de híbridos na região, enquanto que para a implantação dos corredores é importante que haja uma recuperação da vegetação nativa e adaptação à paisagem local. Palavras-chave: Ecologia. Floresta Atlântica. Geoprocessamento. Primatas. Saguis.
Title: Geotecnologia como ferramenta de análise para a conservação de Callithrix aurita É. Geoffroy, 1812 (primates: Callitrichidae)
Description:
Os primatas estão entre os grupos de mamíferos mais ameaçados no mundo, com mais da metade de suas espécies em risco de extinção, sendo o Callithrix aurita (sagui-da-serra-escuro ou macaco aurita) uma delas.
A perda de habitat, fragmentação da floresta, competição e hibridação com outras espécies de saguis são as principais causas para seu atual estado de conservação.
A compreensão da paisagem e a definição de corredores ecológicos são estratégias eficazes para a conservação da biodiversidade.
O trabalho teve como objetivo avaliar a estrutura da paisagem e realizar uma pré-seleção de fragmentos mais adequados para a reintrodução de Callithrix aurita no município de Viçosa – MG e definir corredores ecológicos entre estes fragmentos selecionados serem ambiente SIG.
Foi realizada a classificação de uso e cobertura de solo (UCS) para o município pelo método de segmentação.
A partir da UCS, foram calculadas 10 métricas de ecologia de paisagem para os fragmentos nativos, discriminando em três classes de tamanho: menor que 11 ha; entre 11 e 40 ha; e maior que 40 ha, conforme a área de vida dos auritas.
Posteriormente, foram selecionados fragmentos florestais com uma distância maior de 3 km dos fragmentos com presença de híbridos, e área entre 11 e 40 ha.
Em seguida, foram realizadas visitas a campo nos fragmentos selecionados a fim de se verificar a presença ou ausência de auritas ou híbridos a partir do método adaptado de transectos lineares combinados com playback.
A área de estudo apresentou uma predominância de áreas de pastagem e florestas nativas.
Os fragmentos de 11 a 40 hectares representaram 13,09% da área florestal, e somente 4,36% do número de fragmentos nativos.
Além disso, apresentaram menores valores nas métricas de borda, e um valor intermediário na métrica de forma, se comparado às demais classes.
Também apresentou uma área nuclear de 30,24% e uma distância média do vizinho mais próximo de 511,35 m, entretanto, se avaliada a fisionomia florestal como um todo, o índice reduziu para 52,96 metros.
Foram selecionados quatro fragmentos, sendo encontrados saguis híbridos em três destes.
e nenhum indivíduo de aurita.
Para a definição dos corredores ecológicos, foram utilizadas as variáveis UCS, Áreas de Preservação Permanente (APP), Estradas e Declividade.
Foram calculados os custos para cada uma das classes a partir do método Processo Analítico Hierárquico, para a definição do caminho de menor custo.
Foi definida uma largura de 60 m para os corredores ecológicos.
Os corredores ecológicos definidos apresentaram um comprimento de 2292,15 metros, e área de 13,95 hectares, com predominância de florestas nativas e pastagens.
O estudo apresentou uma área fragmentada com poucos fragmentos mostrando-se adequados para a reintrodução de auritas, das considerando métricas de paisagem.
Devido à proximidade dos fragmentos, a elaboração de corredores ecológicos interligando os mesmos se torna uma opção viável para auxiliar na dispersão dos indivíduos.
Ademais, é importante ressaltar que a reintrodução de auritas está condicionada ao controle de híbridos na região, enquanto que para a implantação dos corredores é importante que haja uma recuperação da vegetação nativa e adaptação à paisagem local.
Palavras-chave: Ecologia.
Floresta Atlântica.
Geoprocessamento.
Primatas.
Saguis.
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