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Rachar as palavras em aulas de matemática: (com)posições de sentidos
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Este texto tem como objetivo tensionar o uso das palavras em aulas de matemática. Discute-se a potência de rachar as palavras, discuti-las em âmbito etimológico, léxico-semântico, histórico. Para isso, trabalha-se com o procedimento genealógico no exercício de debruçar-se sobre as palavras e seus significados. Dos lugares provisórios de estar docente, docenciar-se, questiona-se quais os efeitos produzidos pelo deslocamento de uma posição estruturalista para um âmbito pós-estruturalista, especialmente com autores das filosofias da diferença, para pensar o atravessamento da linguagem – e atravessar a linguagem, em imanência – em aulas de matemática. Sob angulações do filósofo Friedrich Nietzsche, distanciamo-nos da concepção neutra e transparente da linguagem a fim de estabelecer relações menos estreitas e criar condições outras de pensamento com aulas de matemática. A ampliação de vocabulário, a formação de palavras por meio de um radical comum ou por prefixação/sufixação e a polissemia se apresentam como ferramentas para pensar um uso menos automático e mais compositivo das palavras, tomado aqui como uma atitude ética de inserção da docência em solo movente, no dinamismo que lhe é próprio.
Universidade do Estado de Santa Catarina
Title: Rachar as palavras em aulas de matemática: (com)posições de sentidos
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Este texto tem como objetivo tensionar o uso das palavras em aulas de matemática.
Discute-se a potência de rachar as palavras, discuti-las em âmbito etimológico, léxico-semântico, histórico.
Para isso, trabalha-se com o procedimento genealógico no exercício de debruçar-se sobre as palavras e seus significados.
Dos lugares provisórios de estar docente, docenciar-se, questiona-se quais os efeitos produzidos pelo deslocamento de uma posição estruturalista para um âmbito pós-estruturalista, especialmente com autores das filosofias da diferença, para pensar o atravessamento da linguagem – e atravessar a linguagem, em imanência – em aulas de matemática.
Sob angulações do filósofo Friedrich Nietzsche, distanciamo-nos da concepção neutra e transparente da linguagem a fim de estabelecer relações menos estreitas e criar condições outras de pensamento com aulas de matemática.
A ampliação de vocabulário, a formação de palavras por meio de um radical comum ou por prefixação/sufixação e a polissemia se apresentam como ferramentas para pensar um uso menos automático e mais compositivo das palavras, tomado aqui como uma atitude ética de inserção da docência em solo movente, no dinamismo que lhe é próprio.
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