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Luto, sensibilidade e ativismo: o feminino de Eunice Paiva em Ainda estou aqui
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Este trabalho aborda a temática do feminino em Eunice Paiva, no premiado filme Ainda estou aqui (de Walter Salles), pela ótica de duas articulistas: Conceição Freitas (“Metrópoles”) e Júlia Pessôa (“#Colabora”), que refletem sobre a ascensão do filme e sua vitória, especialmente no Globo de Ouro de 2025, colocando em projeção a imagem de Paiva. Para a avaliação da tomada de posição das articulistas, examinamos tanto o dispositivo argumentativo próprio dos artigos focalizados, quanto alguns procedimentos discursivos de identificação e qualificação presentes no corpus. Assim, buscamos averiguar a emergência de um feminino que deságua num ativismo amoroso – lugar de superação de lutos – tomado como ação e construção, e não apenas como sentimento. Nesse sentido, apontamos para a quebra de estereótipos e imaginários vinculados à ideia de feminismo como sinônimo de luta enquanto violência. Como desdobramento, objetivamos, ainda, desnudar a argumentação implícita presente na obra ficcional, conforme sugerido nos artigos avaliados. Assim, este trabalho se justifica como uma reflexão sobre a construção da memória coletiva brasileira, no tocante às relações entre política e feminino, e como uma colaboração para a leitura crítica de novas gerações acerca do tema e de seus atravessamentos. Em termos teórico-metodológicos, buscamos o apoio não só da Análise Semiolinguística do Discurso (Charaudeau, 2008; 2016; 2019), focalizando-se o modo de organização argumentativo e as operações de identificação e qualificação, como também de pesquisas acerca do feminino, ajustando o olhar para a relação entre feminino/feminismo e política, no quadro de um ativismo amoroso (hooks, 2021; Perrot, 2007; Muraro, 1969; entre outros). Os resultados indicam, pelo exame da argumentação focalizada, (i) que o feminino vai se construindo como reivindicação de uma sensibilidade amorosa e, colateralmente, (ii) que a arte é importante espaço de defesa de uma tomada de consciência política e de ressignificação de dada memória coletiva.
Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV
Title: Luto, sensibilidade e ativismo: o feminino de Eunice Paiva em Ainda estou aqui
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Este trabalho aborda a temática do feminino em Eunice Paiva, no premiado filme Ainda estou aqui (de Walter Salles), pela ótica de duas articulistas: Conceição Freitas (“Metrópoles”) e Júlia Pessôa (“#Colabora”), que refletem sobre a ascensão do filme e sua vitória, especialmente no Globo de Ouro de 2025, colocando em projeção a imagem de Paiva.
Para a avaliação da tomada de posição das articulistas, examinamos tanto o dispositivo argumentativo próprio dos artigos focalizados, quanto alguns procedimentos discursivos de identificação e qualificação presentes no corpus.
Assim, buscamos averiguar a emergência de um feminino que deságua num ativismo amoroso – lugar de superação de lutos – tomado como ação e construção, e não apenas como sentimento.
Nesse sentido, apontamos para a quebra de estereótipos e imaginários vinculados à ideia de feminismo como sinônimo de luta enquanto violência.
Como desdobramento, objetivamos, ainda, desnudar a argumentação implícita presente na obra ficcional, conforme sugerido nos artigos avaliados.
Assim, este trabalho se justifica como uma reflexão sobre a construção da memória coletiva brasileira, no tocante às relações entre política e feminino, e como uma colaboração para a leitura crítica de novas gerações acerca do tema e de seus atravessamentos.
Em termos teórico-metodológicos, buscamos o apoio não só da Análise Semiolinguística do Discurso (Charaudeau, 2008; 2016; 2019), focalizando-se o modo de organização argumentativo e as operações de identificação e qualificação, como também de pesquisas acerca do feminino, ajustando o olhar para a relação entre feminino/feminismo e política, no quadro de um ativismo amoroso (hooks, 2021; Perrot, 2007; Muraro, 1969; entre outros).
Os resultados indicam, pelo exame da argumentação focalizada, (i) que o feminino vai se construindo como reivindicação de uma sensibilidade amorosa e, colateralmente, (ii) que a arte é importante espaço de defesa de uma tomada de consciência política e de ressignificação de dada memória coletiva.
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