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APROXIMAÇÕES ENTRE A NOÇÃO FREUDIANA DE LUTO E O SENTIMENTO ANTECIPATÓRIO DA PERDA NA CONTEMPORANEIDADE
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A experiência do luto, compreendida por Freud em Luto e Melancolia (1917/2013) como um trabalho psíquico de desligamento do objeto perdido, constitui um fenômeno ao mesmo tempo universal e singular. Com o avanço dos cuidados paliativos, emergiu o conceito de luto antecipatório, vivenciado por pacientes em terminalidade e por seus familiares diante da perda iminente. Este estudo teve como objetivo analisar de que modo a noção freudiana de luto contribui para compreender o luto antecipatório na contemporaneidade, considerando suas implicações subjetivas, clínicas e relacionais. Metodologicamente, trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, com recorte temporal entre os anos de 2000 e 2024. Foram consultadas as bases de dados científicas SciELO, PubMed, Redalyc e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave “luto”, “luto antecipatório”, “cuidados paliativos”, “psicanálise” e “Freud”. A análise iniciou-se a partir de leituras críticas, fichamentos e organização das referências, tratando-se de uma síntese interpretativa. Os resultados evidenciaram que, embora o luto antecipatório seja pouco explorado no cenário brasileiro, ele apresenta relevância significativa na prática clínica e nos estudos sobre a finitude. A perspectiva freudiana mostrou-se fundamental para compreender os mecanismos de elaboração da perda, mas limitada diante de contextos em que o próprio corpo se torna objeto de perda. A interlocução com diferentes autores permitiu ampliar a compreensão do fenômeno, revelando seu caráter paradoxal: propicia a reorganização emocional, mas também intensifica a dor da despedida. Conclui-se que o luto antecipatório constitui um processo ativo de ressignificação e requer uma escuta interdisciplinar e humanizada.
Acta Scientific Sciences
Title: APROXIMAÇÕES ENTRE A NOÇÃO FREUDIANA DE LUTO E O SENTIMENTO ANTECIPATÓRIO DA PERDA NA CONTEMPORANEIDADE
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A experiência do luto, compreendida por Freud em Luto e Melancolia (1917/2013) como um trabalho psíquico de desligamento do objeto perdido, constitui um fenômeno ao mesmo tempo universal e singular.
Com o avanço dos cuidados paliativos, emergiu o conceito de luto antecipatório, vivenciado por pacientes em terminalidade e por seus familiares diante da perda iminente.
Este estudo teve como objetivo analisar de que modo a noção freudiana de luto contribui para compreender o luto antecipatório na contemporaneidade, considerando suas implicações subjetivas, clínicas e relacionais.
Metodologicamente, trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, com recorte temporal entre os anos de 2000 e 2024.
Foram consultadas as bases de dados científicas SciELO, PubMed, Redalyc e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave “luto”, “luto antecipatório”, “cuidados paliativos”, “psicanálise” e “Freud”.
A análise iniciou-se a partir de leituras críticas, fichamentos e organização das referências, tratando-se de uma síntese interpretativa.
Os resultados evidenciaram que, embora o luto antecipatório seja pouco explorado no cenário brasileiro, ele apresenta relevância significativa na prática clínica e nos estudos sobre a finitude.
A perspectiva freudiana mostrou-se fundamental para compreender os mecanismos de elaboração da perda, mas limitada diante de contextos em que o próprio corpo se torna objeto de perda.
A interlocução com diferentes autores permitiu ampliar a compreensão do fenômeno, revelando seu caráter paradoxal: propicia a reorganização emocional, mas também intensifica a dor da despedida.
Conclui-se que o luto antecipatório constitui um processo ativo de ressignificação e requer uma escuta interdisciplinar e humanizada.
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