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Syphilis sive morbus perpetua, uma entidade que não cansa de enganar: exposição de arte, ciência, história, memória

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Introdução: Quer entender o presente? Comece conhecendo o passado. A sífilis é uma doença imitadora. Pode estar em diferentes partes do corpo, nas artes, na ciência, na história, nas memórias. Objetivo: Apresentar uma exposição na área dos estandes com dados e peças da história, da ciência e das artes sobre sífilis. Métodos: Foram realizados desdobramentos da exposição “Sífilis: História, Ciência, Arte”, ocorrida no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022. Essa exposição foi conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e com o Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os desdobramentos das exposições ocorreram na Associação Médica Fluminense, em Niterói (2022/2023), no Congresso Brasileiro e Latino-Americano de DST/Aids, em Florianópolis (2023), e no congresso Infecto Rio (2024). Resultados: A exposição, inaugurada em outubro de 2022 na Associação Médica Fluminense, em Niterói, estado do Rio de Janeiro, é aberta ao público todos os dias, das 9h às 20h, gratuitamente. Exibe peças raras, como: ampolas de neosalvarsan (derivado arsenical) da década de 1910, de sulfa (1930) e de penicilina (1940); o busto de Girolamo Fracastoro; réplicas de quadros de Edvard Munch (A Herança) e de Toulouse-Lautrec (Inspeção Médica); réplica de forno do século XVI para suadouro de pacientes com sífilis; livro Syphilis Sive Morbus Gallicus (“Sífilis ou mal Francês”) de Girolamo Fracastoro (1530) — única obra completa da versão em português; releitura do quadro A Herança, de Munch, feita por Airá Ocrespo com concepção de Mauro Romero. A exposição apresenta, ainda, filmes sobre cintos de proteção para prostitutas europeias com sífilis que se negavam a tratar-se, e sobre a dança dos treponemas com Fernanda Passos, mostrando exame em campo escuro com treponemas e seus movimentos. Além disso, há um quadro, óleo sobre tela, retratando vulva e pênis com lesões de sífilis. A exposição reúne também dados sobre filmes, canções, poemas, livros, folhetos, dados estatísticos e ações jurídicas sobre sífilis. As duas itinerâncias dessa exposição — Florianópolis e Rio de Janeiro (Infecto Rio) — seguiram a mesma direção. Agora, em 2025, serão apresentados materiais jamais expostos e citados. Assim, será apresentada uma exposição em permanente construção. Conclusão: A sífilis consome a humanidade há séculos. A sífilis nos inebria de história, arte e cultura. É possível enxergar a sífilis além de suas lesões, por meio da exposição de diversas peças de arte, ciência, história e dados de memórias. Pois só assim será possível combatê-la de modo efetivo.
Title: Syphilis sive morbus perpetua, uma entidade que não cansa de enganar: exposição de arte, ciência, história, memória
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Introdução: Quer entender o presente? Comece conhecendo o passado.
A sífilis é uma doença imitadora.
Pode estar em diferentes partes do corpo, nas artes, na ciência, na história, nas memórias.
Objetivo: Apresentar uma exposição na área dos estandes com dados e peças da história, da ciência e das artes sobre sífilis.
Métodos: Foram realizados desdobramentos da exposição “Sífilis: História, Ciência, Arte”, ocorrida no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022.
Essa exposição foi conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e com o Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Os desdobramentos das exposições ocorreram na Associação Médica Fluminense, em Niterói (2022/2023), no Congresso Brasileiro e Latino-Americano de DST/Aids, em Florianópolis (2023), e no congresso Infecto Rio (2024).
Resultados: A exposição, inaugurada em outubro de 2022 na Associação Médica Fluminense, em Niterói, estado do Rio de Janeiro, é aberta ao público todos os dias, das 9h às 20h, gratuitamente.
Exibe peças raras, como: ampolas de neosalvarsan (derivado arsenical) da década de 1910, de sulfa (1930) e de penicilina (1940); o busto de Girolamo Fracastoro; réplicas de quadros de Edvard Munch (A Herança) e de Toulouse-Lautrec (Inspeção Médica); réplica de forno do século XVI para suadouro de pacientes com sífilis; livro Syphilis Sive Morbus Gallicus (“Sífilis ou mal Francês”) de Girolamo Fracastoro (1530) — única obra completa da versão em português; releitura do quadro A Herança, de Munch, feita por Airá Ocrespo com concepção de Mauro Romero.
A exposição apresenta, ainda, filmes sobre cintos de proteção para prostitutas europeias com sífilis que se negavam a tratar-se, e sobre a dança dos treponemas com Fernanda Passos, mostrando exame em campo escuro com treponemas e seus movimentos.
Além disso, há um quadro, óleo sobre tela, retratando vulva e pênis com lesões de sífilis.
A exposição reúne também dados sobre filmes, canções, poemas, livros, folhetos, dados estatísticos e ações jurídicas sobre sífilis.
As duas itinerâncias dessa exposição — Florianópolis e Rio de Janeiro (Infecto Rio) — seguiram a mesma direção.
Agora, em 2025, serão apresentados materiais jamais expostos e citados.
Assim, será apresentada uma exposição em permanente construção.
Conclusão: A sífilis consome a humanidade há séculos.
A sífilis nos inebria de história, arte e cultura.
É possível enxergar a sífilis além de suas lesões, por meio da exposição de diversas peças de arte, ciência, história e dados de memórias.
Pois só assim será possível combatê-la de modo efetivo.

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