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Zaratustra retórico e sofista,
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Resumo O artigo pretende explorar o lugar que a retórica ocupa no pensamento de Nietzsche. Partindo do posicionamento que o filósofo tem em sua época, e pela luta que trava contra o desprezo que os alemães e os modernos têm da arte retórica, pretende-se mostrar as formas pelas quais Nietzsche revaloriza a retórica. Retomando o caráter positivo que Aristóteles atribuia à retórica como uma dynamis, Nietzsche a considera como uma disposição biológica e natural, e que a própria linguagem é resultado de artes retóricas. Apelando, ainda, à tradição dos antigos sofistas, com quem compartilha a visão sobre a íntima relação entre linguagem e retórica, e por isso mesmo desconfia da capacidade de atingir a verdade, o filósofo alemão cria a figura de Zaratustra para responder ao apelo de uma época de superação dos valores religiosos e metafísicos graças ao declínio da vontade de verdade. Assim falou Zaratustra deve, portanto, ser compreendido junto ao contexto de um ceticismo renovado, no qual a verdade não é algo já dado, mas aquilo que toda vez o discurso cria e impõe como tal, em um suceder-se infinito de perspectivas.
Title: Zaratustra retórico e sofista,
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Resumo O artigo pretende explorar o lugar que a retórica ocupa no pensamento de Nietzsche.
Partindo do posicionamento que o filósofo tem em sua época, e pela luta que trava contra o desprezo que os alemães e os modernos têm da arte retórica, pretende-se mostrar as formas pelas quais Nietzsche revaloriza a retórica.
Retomando o caráter positivo que Aristóteles atribuia à retórica como uma dynamis, Nietzsche a considera como uma disposição biológica e natural, e que a própria linguagem é resultado de artes retóricas.
Apelando, ainda, à tradição dos antigos sofistas, com quem compartilha a visão sobre a íntima relação entre linguagem e retórica, e por isso mesmo desconfia da capacidade de atingir a verdade, o filósofo alemão cria a figura de Zaratustra para responder ao apelo de uma época de superação dos valores religiosos e metafísicos graças ao declínio da vontade de verdade.
Assim falou Zaratustra deve, portanto, ser compreendido junto ao contexto de um ceticismo renovado, no qual a verdade não é algo já dado, mas aquilo que toda vez o discurso cria e impõe como tal, em um suceder-se infinito de perspectivas.
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