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Alteridade em Platão

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Neste artigo, apresentarei a noção de alteridade em Platão. Trata-se de descrever algumas ressonâncias platônicas a partir do artigo da professora Maria Clara Bingemer sobre a subjetividade mística cristã. Trata-se de pensar a dimensão da alteridade presente na filosofia de Platão e correlacioná-la com o modo como Bingemer trabalha esta mesma noção em seu artigo. São três pontos a serem trabalhados: no primeiro, desenvolverei os argumentos utilizados por Platão no diálogo o Sofista, em que a noção de alteridade aparece. A necessidade da alteridade provém da tentativa de superar a impossibilidade de se afirmar algo falso a partir de um paradoxo sofístico em que a categoria do “outro do ser” aparece unicamente como um nada absoluto; em um segundo momento, será apresentada a necessidade de o filosofo platônico voltar para a caverna depois de já haver contemplado as ideias. Este aspecto descreve o cuidado com o outro na sua dimensão filosófica em A República; depois, por fim, apresentarei uma noção de alteridade inerentes ao cosmos a partir de uma leitura do Timeu de Platão. Assim, este artigo apresenta a noção de alteridade no Sofista, na Alegoria da Caverna da República e no Timeu de Platão.
Cadernos de Fe e Cultura, Oculum Ensaios, Reflexao, Revista de Ciencias Medicas e Revista de Educacao da PUC-Campinas
Title: Alteridade em Platão
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Neste artigo, apresentarei a noção de alteridade em Platão.
Trata-se de descrever algumas ressonâncias platônicas a partir do artigo da professora Maria Clara Bingemer sobre a subjetividade mística cristã.
Trata-se de pensar a dimensão da alteridade presente na filosofia de Platão e correlacioná-la com o modo como Bingemer trabalha esta mesma noção em seu artigo.
São três pontos a serem trabalhados: no primeiro, desenvolverei os argumentos utilizados por Platão no diálogo o Sofista, em que a noção de alteridade aparece.
A necessidade da alteridade provém da tentativa de superar a impossibilidade de se afirmar algo falso a partir de um paradoxo sofístico em que a categoria do “outro do ser” aparece unicamente como um nada absoluto; em um segundo momento, será apresentada a necessidade de o filosofo platônico voltar para a caverna depois de já haver contemplado as ideias.
Este aspecto descreve o cuidado com o outro na sua dimensão filosófica em A República; depois, por fim, apresentarei uma noção de alteridade inerentes ao cosmos a partir de uma leitura do Timeu de Platão.
Assim, este artigo apresenta a noção de alteridade no Sofista, na Alegoria da Caverna da República e no Timeu de Platão.

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