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Avaliação da eficácia e segurança de pegaspargase, em comparação à L-asparaginase, e sua viabilidade econômica no tratamento de leucemia linfoblástica aguda

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Introdução: O tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA) é relacionado a eventos adversos (EA) e mortalidade por toxicidade dos medicamentos utilizados. Protocolos com L-asparaginase (L-Asp) têm demonstrado melhor prognóstico, porém podem causar hipersensibilidade e desenvolvimento de anticorpos neutralizantes por ser produzida a partir da Escherichia coli. A conjugação de E. coli L-Asp com monometoxipolietilenoglicol resulta na PEG-Asp, com menor imunogenicidade e maior meia-vida. Objetivo: Avaliar eficácia e segurança da PEG-Asp, em comparação à L-Asp, no tratamento de LLA, e sua viabilidade econômica para subsidiar a tomada de decisão quanto à sua incorporação. Material e Métodos: Estudo descritivo de síntese de evidências e avaliação econômica. Busca de evidências foi realizada no MEDLINE, Cochrane Library, Embase, Epistemonikos e agências de avaliação de tecnologias em saúde. Foram considerados elegíveis revisões sistemáticas, ensaios clínicos e estudos observacionais, publicados em inglês, espanhol e português, independente da data. Viabilidade econômica foi calculada a partir do custo do uso da PEG-Asp no protocolo GRAALL – 2003 frente ao valor faturado via Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade. Resultados: Evidências demonstraram eficácia semelhante entre PEG-Asp e L-Asp para maioria dos desfechos de interesse, com superioridade na prevenção de leucemia no sistema nervoso central em adultos e comodidade posológica. PEG-Asp demonstrou maior frequência de EA em adultos recém diagnosticados e ausência de diferença na toxicidade e mortalidade nos recidivados. Incorporação da PEG-Asp se mostrou economicamente viável para pacientes adultos e desvantajosa naqueles com 18 e 19 anos incompletos, considerando superfície corpórea média de 1,7m2. Conclusão: Recomendou-se a incorporação de PEG-Asp para tratamento de LLA em pacientes acima de 18 anos e naqueles com 18 a 19 anos incompletos, deve-se avaliar a viabilidade econômica em função da superfície corpórea. Além do perfil de eficácia e segurança da PEG-Asp, não há medicamentos dessa classe terapêutica com registro para adultos na Anvisa.
Title: Avaliação da eficácia e segurança de pegaspargase, em comparação à L-asparaginase, e sua viabilidade econômica no tratamento de leucemia linfoblástica aguda
Description:
Introdução: O tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA) é relacionado a eventos adversos (EA) e mortalidade por toxicidade dos medicamentos utilizados.
Protocolos com L-asparaginase (L-Asp) têm demonstrado melhor prognóstico, porém podem causar hipersensibilidade e desenvolvimento de anticorpos neutralizantes por ser produzida a partir da Escherichia coli.
A conjugação de E.
coli L-Asp com monometoxipolietilenoglicol resulta na PEG-Asp, com menor imunogenicidade e maior meia-vida.
Objetivo: Avaliar eficácia e segurança da PEG-Asp, em comparação à L-Asp, no tratamento de LLA, e sua viabilidade econômica para subsidiar a tomada de decisão quanto à sua incorporação.
Material e Métodos: Estudo descritivo de síntese de evidências e avaliação econômica.
Busca de evidências foi realizada no MEDLINE, Cochrane Library, Embase, Epistemonikos e agências de avaliação de tecnologias em saúde.
Foram considerados elegíveis revisões sistemáticas, ensaios clínicos e estudos observacionais, publicados em inglês, espanhol e português, independente da data.
Viabilidade econômica foi calculada a partir do custo do uso da PEG-Asp no protocolo GRAALL – 2003 frente ao valor faturado via Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade.
Resultados: Evidências demonstraram eficácia semelhante entre PEG-Asp e L-Asp para maioria dos desfechos de interesse, com superioridade na prevenção de leucemia no sistema nervoso central em adultos e comodidade posológica.
PEG-Asp demonstrou maior frequência de EA em adultos recém diagnosticados e ausência de diferença na toxicidade e mortalidade nos recidivados.
Incorporação da PEG-Asp se mostrou economicamente viável para pacientes adultos e desvantajosa naqueles com 18 e 19 anos incompletos, considerando superfície corpórea média de 1,7m2.
Conclusão: Recomendou-se a incorporação de PEG-Asp para tratamento de LLA em pacientes acima de 18 anos e naqueles com 18 a 19 anos incompletos, deve-se avaliar a viabilidade econômica em função da superfície corpórea.
Além do perfil de eficácia e segurança da PEG-Asp, não há medicamentos dessa classe terapêutica com registro para adultos na Anvisa.

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