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A preparação das instituições do ensino superior para receber alunos da terceira idade
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Este trabalho diz respeito à Terceira Idade e teve como objetivo verificar a preparação (física, psicológica e pedagógica) de três Instituições de Ensino Superior para receber, em seus cursos, alunos desta faixa etária. Atualmente, a população da terceira idade tem crescido consideravelmente e, no Brasil, a melhoria das condições de desenvolvimento da população proporcionou um aumento da expectativa média de vida. Apesar de ser um ponto positivo, pode também ser um problema, já que o país e o mercado produtivo não estão adaptados para atender a essa população, em seus problemas ligados à saúde, educação, comércio, indústria, lazer, esportista e cultural, o que se constitui em um grande desafio. O método utilizado neste estudo foi a pesquisa qualitativa, e para análise e discussão dos dados foram utilizados os pressupostos da epistemologia qualitativa proposta por González Rey. O instrumento de pesquisa utilizado foi a entrevista semiestruturada, realizada com 15 alunos (de três Instituições de Ensino Superior Particular) e com três gestores (2 de Instituições de Ensino Superior Particular e 1 da pública), todos do Distrito Federal. Não houve seleção prévia dos participantes da pesquisa, sendo o critério para participação o de conveniência. Devido à Covid-19, as perguntas foram feitas por telefone e as respostas gravadas. Antes, foi lido o TCLE e solicitada a aquiescência ou não, de forma oral. Todos os participantes afirmaram se sentir bem, estando na terceira idade, e interessados em aprender. As opiniões sobre o fato de as instituições estarem ou não preparadas para receber alunos da terceira idade foram divergentes. Entretanto, como problemas apontados: muitos idosos não sabem lidar com computador; não há atendimento dos professores de que a cognição do aluno é mais baixa; há pessoas com problemas emocionais; necessidade de mais espaços no estacionamento e letras pequenas nas provas. Apenas um gestor sabia o número de alunos idosos da instituição. Apesar de os gestores dizerem que a instituição está preparada para receber alunos da terceira idade, somente duas das instituições têm bolsa para estes alunos. Notou-se com este trabalho que ainda não há a preocupação das IES com os alunos idosos. Não existe a percepção de que, com o aumento da expectativa de vida, eles estão cursando o ensino superior, como uma segunda graduação ou como a primeira. Os idosos sentem necessidade de voltar a estudar até porque, segundo um deles, o cérebro tem que ficar em atividade. Com relação à adaptação física, pedagógica e psicológica, todos deram a entender que as adaptações não foram realizadas especificamente aos alunos desta faixa etária, mas a todos com problemas, e até afirmaram que eles não diferem dos outros estudantes, sendo tratados como qualquer aluno. Uma instituição afirmou que existem grupos de pesquisa, disciplinas e ações de extensão na área. É muito importante este tipo de pesquisa, para gerar informação para as escolas e para que se preparem. Uma afirmação muito séria percebida foi que alguns disseram que de uma forma geral as universidades não estão preparadas para lidar com as diferenças.
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: A preparação das instituições do ensino superior para receber alunos da terceira idade
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Este trabalho diz respeito à Terceira Idade e teve como objetivo verificar a preparação (física, psicológica e pedagógica) de três Instituições de Ensino Superior para receber, em seus cursos, alunos desta faixa etária.
Atualmente, a população da terceira idade tem crescido consideravelmente e, no Brasil, a melhoria das condições de desenvolvimento da população proporcionou um aumento da expectativa média de vida.
Apesar de ser um ponto positivo, pode também ser um problema, já que o país e o mercado produtivo não estão adaptados para atender a essa população, em seus problemas ligados à saúde, educação, comércio, indústria, lazer, esportista e cultural, o que se constitui em um grande desafio.
O método utilizado neste estudo foi a pesquisa qualitativa, e para análise e discussão dos dados foram utilizados os pressupostos da epistemologia qualitativa proposta por González Rey.
O instrumento de pesquisa utilizado foi a entrevista semiestruturada, realizada com 15 alunos (de três Instituições de Ensino Superior Particular) e com três gestores (2 de Instituições de Ensino Superior Particular e 1 da pública), todos do Distrito Federal.
Não houve seleção prévia dos participantes da pesquisa, sendo o critério para participação o de conveniência.
Devido à Covid-19, as perguntas foram feitas por telefone e as respostas gravadas.
Antes, foi lido o TCLE e solicitada a aquiescência ou não, de forma oral.
Todos os participantes afirmaram se sentir bem, estando na terceira idade, e interessados em aprender.
As opiniões sobre o fato de as instituições estarem ou não preparadas para receber alunos da terceira idade foram divergentes.
Entretanto, como problemas apontados: muitos idosos não sabem lidar com computador; não há atendimento dos professores de que a cognição do aluno é mais baixa; há pessoas com problemas emocionais; necessidade de mais espaços no estacionamento e letras pequenas nas provas.
Apenas um gestor sabia o número de alunos idosos da instituição.
Apesar de os gestores dizerem que a instituição está preparada para receber alunos da terceira idade, somente duas das instituições têm bolsa para estes alunos.
Notou-se com este trabalho que ainda não há a preocupação das IES com os alunos idosos.
Não existe a percepção de que, com o aumento da expectativa de vida, eles estão cursando o ensino superior, como uma segunda graduação ou como a primeira.
Os idosos sentem necessidade de voltar a estudar até porque, segundo um deles, o cérebro tem que ficar em atividade.
Com relação à adaptação física, pedagógica e psicológica, todos deram a entender que as adaptações não foram realizadas especificamente aos alunos desta faixa etária, mas a todos com problemas, e até afirmaram que eles não diferem dos outros estudantes, sendo tratados como qualquer aluno.
Uma instituição afirmou que existem grupos de pesquisa, disciplinas e ações de extensão na área.
É muito importante este tipo de pesquisa, para gerar informação para as escolas e para que se preparem.
Uma afirmação muito séria percebida foi que alguns disseram que de uma forma geral as universidades não estão preparadas para lidar com as diferenças.
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