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A soberania à luz do construtivismo

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Este artigo explora a perspectiva do construtivismo em Relações Internacionais para compreender a soberania. Por meio de uma revisão teórica, abordaram-se as definições construtivistas de alguns conceitos das Relações Internacionais. Em seguida, por meio da análise de teóricos construtivistas, Nicholas Onuf, Alexander Wendt e Martha Finnemore, examinamos como a soberania é conceituada na perspectiva Construtivista. O Construtivismo desafia as visões tradicionais de soberania como um conceito fixo e absoluto, destacando sua natureza negociada e adaptativa, moldada por ideias, normas e identidades. A pesquisa revisa intervenções humanitárias na Somália, Kosovo, Líbia e Síria, evidenciando como essas práticas desafiaram o conceito clássico de soberania, introduzindo a Responsabilidade de Proteger (R2P). Essa norma reconfigura a soberania, vinculando-a à proteção de populações vulneráveis, ainda que a sua aplicação revele seletividade e desafios geopolíticos. A abordagem construtivista contribui para compreender as transformações da soberania, conciliando autoridade estatal com responsabilidade internacional. Conclui-se que a soberania é dinâmica, negociada por meio de interações globais e essencial para enfrentar desafios contemporâneos.
Title: A soberania à luz do construtivismo
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Este artigo explora a perspectiva do construtivismo em Relações Internacionais para compreender a soberania.
Por meio de uma revisão teórica, abordaram-se as definições construtivistas de alguns conceitos das Relações Internacionais.
Em seguida, por meio da análise de teóricos construtivistas, Nicholas Onuf, Alexander Wendt e Martha Finnemore, examinamos como a soberania é conceituada na perspectiva Construtivista.
O Construtivismo desafia as visões tradicionais de soberania como um conceito fixo e absoluto, destacando sua natureza negociada e adaptativa, moldada por ideias, normas e identidades.
A pesquisa revisa intervenções humanitárias na Somália, Kosovo, Líbia e Síria, evidenciando como essas práticas desafiaram o conceito clássico de soberania, introduzindo a Responsabilidade de Proteger (R2P).
Essa norma reconfigura a soberania, vinculando-a à proteção de populações vulneráveis, ainda que a sua aplicação revele seletividade e desafios geopolíticos.
A abordagem construtivista contribui para compreender as transformações da soberania, conciliando autoridade estatal com responsabilidade internacional.
Conclui-se que a soberania é dinâmica, negociada por meio de interações globais e essencial para enfrentar desafios contemporâneos.

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