Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

A ciência da poesia da ciência em Augusto dos Anjos

View through CrossRef
Este artigo apresenta um estudo sobre o diálogo entre as ideias e a estética de Augusto dos Anjos. O que se pretende postular é que o poeta paraibano coloca sua vigorosa estética à serviço das ideias que eram expurgadas da cena literária e acadêmica sob o rótulo de vitalismo, a favor da hegemonia do mecanicismo. As imagens estéticas, o uso de uma linguagem científica quase completamente denotativa e a morbidez, como paroxismo desse projeto estético, não constituem propriamente uma iniciativa isolada do poeta, mas nem mesmo seus coetâneos compreenderam a grandeza de seu projeto e como foi necessário, para realizá-lo, que ele elevasse sua poética a um inusitado patamar estético. Augusto dos Anjos, mesmo à margem do epicentro elitista da rua do Ouvidor (onde seu sotaque e sua cor não teriam lugar), logrou construir uma verdadeira poética da denotação que se fez constituir um dos baluartes mais radicais de uma literatura que ali, por suas mãos, adentrava a modernidade.
Title: A ciência da poesia da ciência em Augusto dos Anjos
Description:
Este artigo apresenta um estudo sobre o diálogo entre as ideias e a estética de Augusto dos Anjos.
O que se pretende postular é que o poeta paraibano coloca sua vigorosa estética à serviço das ideias que eram expurgadas da cena literária e acadêmica sob o rótulo de vitalismo, a favor da hegemonia do mecanicismo.
As imagens estéticas, o uso de uma linguagem científica quase completamente denotativa e a morbidez, como paroxismo desse projeto estético, não constituem propriamente uma iniciativa isolada do poeta, mas nem mesmo seus coetâneos compreenderam a grandeza de seu projeto e como foi necessário, para realizá-lo, que ele elevasse sua poética a um inusitado patamar estético.
Augusto dos Anjos, mesmo à margem do epicentro elitista da rua do Ouvidor (onde seu sotaque e sua cor não teriam lugar), logrou construir uma verdadeira poética da denotação que se fez constituir um dos baluartes mais radicais de uma literatura que ali, por suas mãos, adentrava a modernidade.

Related Results

Colonialismo de dados em ciência cidadã:
Colonialismo de dados em ciência cidadã:
INTRODUÇÃO A ciência cidadã pode ser entendida como uma prática no campo da ciência aberta que promove a democratização do conhecimento científico e o fortalecimento de práticas co...
Apresentação - nº 29
Apresentação - nº 29
IV SEMINÁRIO DE POESIA E CRÍTICA:Do texto poético, do discurso crítico e do diálogo com o mundo APRESENTAÇÃO A Revista Travessias Interativas contempla, neste número especial, os...
OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
I. Organização do funcionalismo municipal1. A Autonomia dos Municípios e a organização de seu funcionalismo — A Constituição Federal assegura, aos Municípios, a autonomia de autogo...
Aqueles que anunciam a boa nova
Aqueles que anunciam a boa nova
Nas últimas décadas, o sistema de comunicação científica tem experimentado formas inovadoras de fazer ciência, já que os avanços tecnológicos se inserem nos processos e modificam a...
A poética indomável de Augusto dos Anjos: recepção e transgressão, o público do poeta de o “eu”
A poética indomável de Augusto dos Anjos: recepção e transgressão, o público do poeta de o “eu”
A Poética Indomável de Augusto dos Anjos levanta a fortuna crítica em torno da poesia e prosa angelina, seja do ponto de vista da crítica literária, seja na Internet. Rejeitado, no...
Poesia, filosofia e educação
Poesia, filosofia e educação
Resumo: Neste artigo pretende-se trabalhar o triálogo entre a Poesia, a Filosofia e a Educação numa perspectiva pedagógica e filosófica partindo-se do princípio de que a comunicaçã...
O PESSIMISMO NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS
O PESSIMISMO NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS
Augusto dos Anjos faz parte, em nossas letras, de um seleto grupo de escritores que, por ter mergulhado a fundo na existência humana, criou na Literatura Brasileira obras que fogem...

Back to Top