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MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DA RESPOSTA INATA FRENTE A INFECÇÕES POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À METICILINA (MRSA)

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Introdução: O corpo humano abriga uma vasta microbiota que tem o papel essencial na homeostase e na proteção a patógenos. Bactérias comensais como Lactobacillus spp. e bacteroides contribuem para o equilíbrio imunológico e metabólico. No entanto, microrganismos oportunistas como Staphylococcus aureus, comuns na pele e mucosa, podem ocasionar infecções graves em situações de imunossupressão. O surgimento de cepas resistentes à meticilina (MRSA), devido à expressão do gene MecA, representam um grave desafio à saúde pública, sendo associado a infecções hospitalares e comunitárias de difícil controle. Objetivo: Diante disso, este estudo buscou analisar os mecanismos da imunidade inata frente ao MRSA, abordando a atuação das células imunes, fatores de virulência e o impacto de comorbidades na eficiência da resposta imune. Metodologia: Caracterizado por revisão integrativa, realizada através de uma análise literária, para investigar os mecanismos da imunidade inata frente ao Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), considerando também seus fatores de virulência e comorbidades associadas. Foram selecionados artigos publicados entre 2010 e 2024 nas bases SciELO, PubMed, BDTD e CAPES, utilizando descritores como “imunidade inata”, “MRSA” e “fatores de virulência”. Após triagem por título, resumo e leitura completa, 35 artigos foram analisados qualitativamente por meio de análise de conteúdo, com foco na resposta imunológica e nas interações patógeno-hospedeiro. Um fluxograma foi elaborado para representar o processo de seleção dos estudos. Resultado: A resistência bacteriana, especialmente em ambientes hospitalares, representa um desafio crescente para a saúde pública no Brasil. O Staphylococcus aureus, em sua forma resistente à (MRSA), é um dos principais agentes etiológicos envolvidos em infecções nosocomiais, destacando-se por sua elevada patogenicidade, capacidade de adaptação e disseminação. A resposta imune inata é a primeira linha de defesa contra MRSA, envolvendo células como macrófagos, neutrófilos e células NK. O reconhecimento do patógeno ocorre via receptores de reconhecimento de padrões (PRRs), como os TLRs, que ativam a produção de citocinas inflamatórias e proteínas do sistema complemento. Contudo, o MRSA possui mecanismos que dificultam essa resposta, como a formação de biofilmes, inibição do complemento e produção de proteínas de evasão imune. Fatores de virulência, como a proteína A, coagulase e o gene MecA, favorecem a persistência do MRSA e sua resistência aos antibióticos beta-lactâmicos, complicando o tratamento e favorecendo infecções prolongadas. Além das condições comórbidas como diabetes, obesidade e insuficiência renal que comprometem significativamente a eficácia da imunidade inata, aumentando a suscetibilidade e gravidade das infecções por MRSA. A combinação desses fatores torna essencial o controle rigoroso das comorbidades e o fortalecimento das medidas preventivas em ambientes hospitalares. Conclusão: A compreensão dos mecanismos da imunidade inata frente ao MRSA é essencial para o enfrentamento das infecções resistentes. Células como neutrófilos e macrófagos atuam na contenção da infecção, mas fatores de virulência do patógeno e comorbidades do hospedeiro comprometem essa resposta. O aprofundamento nesse campo é crucial para o desenvolvimento de terapias, vacinas e estratégias eficazes de controle frente à resistência antimicrobiana. Palavras Chaves: Imunidade inata; Staphylococcus aureus resistente à meticilina; Fatores de virulência; Ação antimicrobiana; Comorbidades.
Title: MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DA RESPOSTA INATA FRENTE A INFECÇÕES POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À METICILINA (MRSA)
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Introdução: O corpo humano abriga uma vasta microbiota que tem o papel essencial na homeostase e na proteção a patógenos.
Bactérias comensais como Lactobacillus spp.
e bacteroides contribuem para o equilíbrio imunológico e metabólico.
No entanto, microrganismos oportunistas como Staphylococcus aureus, comuns na pele e mucosa, podem ocasionar infecções graves em situações de imunossupressão.
O surgimento de cepas resistentes à meticilina (MRSA), devido à expressão do gene MecA, representam um grave desafio à saúde pública, sendo associado a infecções hospitalares e comunitárias de difícil controle.
Objetivo: Diante disso, este estudo buscou analisar os mecanismos da imunidade inata frente ao MRSA, abordando a atuação das células imunes, fatores de virulência e o impacto de comorbidades na eficiência da resposta imune.
Metodologia: Caracterizado por revisão integrativa, realizada através de uma análise literária, para investigar os mecanismos da imunidade inata frente ao Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), considerando também seus fatores de virulência e comorbidades associadas.
Foram selecionados artigos publicados entre 2010 e 2024 nas bases SciELO, PubMed, BDTD e CAPES, utilizando descritores como “imunidade inata”, “MRSA” e “fatores de virulência”.
Após triagem por título, resumo e leitura completa, 35 artigos foram analisados qualitativamente por meio de análise de conteúdo, com foco na resposta imunológica e nas interações patógeno-hospedeiro.
Um fluxograma foi elaborado para representar o processo de seleção dos estudos.
Resultado: A resistência bacteriana, especialmente em ambientes hospitalares, representa um desafio crescente para a saúde pública no Brasil.
O Staphylococcus aureus, em sua forma resistente à (MRSA), é um dos principais agentes etiológicos envolvidos em infecções nosocomiais, destacando-se por sua elevada patogenicidade, capacidade de adaptação e disseminação.
A resposta imune inata é a primeira linha de defesa contra MRSA, envolvendo células como macrófagos, neutrófilos e células NK.
O reconhecimento do patógeno ocorre via receptores de reconhecimento de padrões (PRRs), como os TLRs, que ativam a produção de citocinas inflamatórias e proteínas do sistema complemento.
Contudo, o MRSA possui mecanismos que dificultam essa resposta, como a formação de biofilmes, inibição do complemento e produção de proteínas de evasão imune.
Fatores de virulência, como a proteína A, coagulase e o gene MecA, favorecem a persistência do MRSA e sua resistência aos antibióticos beta-lactâmicos, complicando o tratamento e favorecendo infecções prolongadas.
Além das condições comórbidas como diabetes, obesidade e insuficiência renal que comprometem significativamente a eficácia da imunidade inata, aumentando a suscetibilidade e gravidade das infecções por MRSA.
A combinação desses fatores torna essencial o controle rigoroso das comorbidades e o fortalecimento das medidas preventivas em ambientes hospitalares.
Conclusão: A compreensão dos mecanismos da imunidade inata frente ao MRSA é essencial para o enfrentamento das infecções resistentes.
Células como neutrófilos e macrófagos atuam na contenção da infecção, mas fatores de virulência do patógeno e comorbidades do hospedeiro comprometem essa resposta.
O aprofundamento nesse campo é crucial para o desenvolvimento de terapias, vacinas e estratégias eficazes de controle frente à resistência antimicrobiana.
Palavras Chaves: Imunidade inata; Staphylococcus aureus resistente à meticilina; Fatores de virulência; Ação antimicrobiana; Comorbidades.

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