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Análise da atividade física, força muscular, composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama
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O câncer de mama é uma das principais causas de morte entre mulheres em todo o mundo. A prática de atividade física tem sido associada a benefícios significativos na qualidade de vida e na recuperação de pacientes oncológicos. O objetivo deste estudo foi analisar o nível de atividade física, força muscular, composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama. Este foi um estudo transversal realizado com 12 mulheres com idade média de 52,50 (± 9,39 anos) diagnosticadas com câncer de mama. As participantes preencheram um questionário de anamnese que coletou dados sobre variáveis sociodemográficas (idade, estado civil, escolaridade), clínicas (comorbidades) e hábitos de vida (tabagismo, etilismo). O Questionário Internacional de Atividade Física (versão curta) foi utilizado para avaliar os níveis de atividade física. A qualidade de vida foi avaliada através do questionário WHOQOL-BREF. A força muscular foi avaliada por um dinamômetro hidráulico e a funcionalidade através do teste de sentar-se e levantar de 30 segundos. A maioria das mulheres tinha até 59 anos (66,67%), eram casadas (66,67%), com ensino médio (41,67%) ou pós-graduação (41,67%). Quanto às características do câncer, a maioria encontra-se em remissão (58,33%) e com até 9 anos de tempo de diagnóstico (66,67%) variando entre 6 e 24 anos com média de 10,7 anos e com idade de diagnóstico acima dos 40 anos (66,67%). Não foram observadas diferenças significativas para percepção da qualidade de vida, satisfação com a saúde e para os demais domínios entre mulheres irregularmente ativas em comparação com aquelas ativas ou muito ativas (p0,05). Foram verificadas correlações positivas da idade no diagnóstico com satisfação com a saúde (r=0,582; p=0,047) e com domínio psicológico (r=0,606; p=0,037), da idade com satisfação com a saúde (r=0,637; p=0,026) e com domínio físico (r=0,619; p=0,032), positiva entre IMC e %GC (r=0,876; p0,001), positiva do %MM com FPMR (r=0,729; p=0,007), correlação negativa do IMC com %MM (r=-0,581; p=0,047) assim como entre FPMR e %GC (r=-0,681; p=0,015). Neste estudo foi possível identificar que a prática regular de exercícios físicos esteve mais presente nas mulheres mais velhas. As principais considerações indicam que, maior idade no diagnóstico esteve associada com satisfação com a saúde e com domínio psicológico, assim como maior idade com satisfação com a saúde e com domínio físico. Além disso, a composição corporal das mulheres evidenciou uma relação positiva da massa magra com a força muscular relativa, enquanto maior percentual de gordura associou-se a menores valores de força muscular relativa. Por fim, torna-se relevante o acompanhamento dos parâmetros antropométricos, composição corporal, força e funcionais no contexto da verificação dos índices de saúde em mulheres sobreviventes de câncer de mama.
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: Análise da atividade física, força muscular, composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama
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O câncer de mama é uma das principais causas de morte entre mulheres em todo o mundo.
A prática de atividade física tem sido associada a benefícios significativos na qualidade de vida e na recuperação de pacientes oncológicos.
O objetivo deste estudo foi analisar o nível de atividade física, força muscular, composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama.
Este foi um estudo transversal realizado com 12 mulheres com idade média de 52,50 (± 9,39 anos) diagnosticadas com câncer de mama.
As participantes preencheram um questionário de anamnese que coletou dados sobre variáveis sociodemográficas (idade, estado civil, escolaridade), clínicas (comorbidades) e hábitos de vida (tabagismo, etilismo).
O Questionário Internacional de Atividade Física (versão curta) foi utilizado para avaliar os níveis de atividade física.
A qualidade de vida foi avaliada através do questionário WHOQOL-BREF.
A força muscular foi avaliada por um dinamômetro hidráulico e a funcionalidade através do teste de sentar-se e levantar de 30 segundos.
A maioria das mulheres tinha até 59 anos (66,67%), eram casadas (66,67%), com ensino médio (41,67%) ou pós-graduação (41,67%).
Quanto às características do câncer, a maioria encontra-se em remissão (58,33%) e com até 9 anos de tempo de diagnóstico (66,67%) variando entre 6 e 24 anos com média de 10,7 anos e com idade de diagnóstico acima dos 40 anos (66,67%).
Não foram observadas diferenças significativas para percepção da qualidade de vida, satisfação com a saúde e para os demais domínios entre mulheres irregularmente ativas em comparação com aquelas ativas ou muito ativas (p0,05).
Foram verificadas correlações positivas da idade no diagnóstico com satisfação com a saúde (r=0,582; p=0,047) e com domínio psicológico (r=0,606; p=0,037), da idade com satisfação com a saúde (r=0,637; p=0,026) e com domínio físico (r=0,619; p=0,032), positiva entre IMC e %GC (r=0,876; p0,001), positiva do %MM com FPMR (r=0,729; p=0,007), correlação negativa do IMC com %MM (r=-0,581; p=0,047) assim como entre FPMR e %GC (r=-0,681; p=0,015).
Neste estudo foi possível identificar que a prática regular de exercícios físicos esteve mais presente nas mulheres mais velhas.
As principais considerações indicam que, maior idade no diagnóstico esteve associada com satisfação com a saúde e com domínio psicológico, assim como maior idade com satisfação com a saúde e com domínio físico.
Além disso, a composição corporal das mulheres evidenciou uma relação positiva da massa magra com a força muscular relativa, enquanto maior percentual de gordura associou-se a menores valores de força muscular relativa.
Por fim, torna-se relevante o acompanhamento dos parâmetros antropométricos, composição corporal, força e funcionais no contexto da verificação dos índices de saúde em mulheres sobreviventes de câncer de mama.
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