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CONSIDERAÇÕES FARMACOLÓGICAS ACERCA DA ANESTESIA EM ANIMAIS CARDIOPATAS – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

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Introdução: Devido ao aumento da longevidade dos animais de companhia, verifica-se, hoje, um aumento do número de animais cardiopatas, que por vezes precisam ser submetidos à anestesia. Entretanto, muitos fármacos utilizados causam depressão cardiovascular, tornando a anestesia um risco para estes pacientes. Visando minimizar os efeitos deletérios, a farmacologia dos anestésicos deve ser bem conhecida, para que se possa escolher cuidadosamente quais fármacos serão utilizados em cada caso específico. Objetivo: O presente trabalho, tem como objetivos reconhecer e identificar as características dos fármacos que limitam ou não sua utilização em cardiopatas. Material e Método: Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica, utilizando os descritores “anestesia”, “cardiopatas” e “veterinária”, em português e inglês, nas bases de dados PubMed e Google Scholar, selecionando artigos que explanassem sobre as implicações da anestesia em animais cardiopatas. Inicialmente, dentre os medicamentos utilizados como medicação pré-anestésica, a acepromazina (fenotiazínico), em geral, deve ser evitada em cardiopatas, pois causa significativas alterações nos parâmetros hemodinâmicos. Resultados: Os agonistas alfa-2-adrenérgicos, também causam alterações hemodinâmicas variadas, com depressão cardiovascular intensa, sendo geralmente contraindicados em cardiopatas. Os benzodiazepínicos, por sua vez, constituem-se como uma ótima escolha para cardiopatas, pois causam mínimas alterações no sistema cardiovascular. Dentre os analgésicos, os opioides constituem-se como excelente escolha para cardiopatas, pois além de possuírem efeitos cardiovasculares mínimos, permitem a redução das concentrações dos anestésicos inalatórios e injetáveis, reduzindo a depressão sobre o sistema cardiovascular. Em relação aos anestésicos gerais intravenosos, o tiopental é contraindicado em cardiopatas, pois causa depressão cardiovascular. O propofol causa hipotensão sistêmica, gerando redução do débito cardíaco, mas quando associado a analgésicos, permite diminuição de dose e dos seus efeitos sobre o sistema cardiovascular. O etomidato é o anestésico de escolha para cardiopatas, pois provoca mínimas alterações no sistema cardiovascular. Em relação aos anestésicos inalatórios, todos causam redução do débito cardíaco, mas estes efeitos depressores podem ser corrigidos pela diminuição da dose do fármaco, através do uso de MPA e infusão de opioides. Conclusão: Conclui-se que, é necessário ter cuidado na escolha do protocolo, considerando os efeitos dos fármacos utilizados, para promover o mínimo comprometimento do sistema cardiovascular, aumentando a segurança do procedimento anestésico para o animal cardiopata.
Title: CONSIDERAÇÕES FARMACOLÓGICAS ACERCA DA ANESTESIA EM ANIMAIS CARDIOPATAS – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
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Introdução: Devido ao aumento da longevidade dos animais de companhia, verifica-se, hoje, um aumento do número de animais cardiopatas, que por vezes precisam ser submetidos à anestesia.
Entretanto, muitos fármacos utilizados causam depressão cardiovascular, tornando a anestesia um risco para estes pacientes.
Visando minimizar os efeitos deletérios, a farmacologia dos anestésicos deve ser bem conhecida, para que se possa escolher cuidadosamente quais fármacos serão utilizados em cada caso específico.
Objetivo: O presente trabalho, tem como objetivos reconhecer e identificar as características dos fármacos que limitam ou não sua utilização em cardiopatas.
Material e Método: Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica, utilizando os descritores “anestesia”, “cardiopatas” e “veterinária”, em português e inglês, nas bases de dados PubMed e Google Scholar, selecionando artigos que explanassem sobre as implicações da anestesia em animais cardiopatas.
Inicialmente, dentre os medicamentos utilizados como medicação pré-anestésica, a acepromazina (fenotiazínico), em geral, deve ser evitada em cardiopatas, pois causa significativas alterações nos parâmetros hemodinâmicos.
Resultados: Os agonistas alfa-2-adrenérgicos, também causam alterações hemodinâmicas variadas, com depressão cardiovascular intensa, sendo geralmente contraindicados em cardiopatas.
Os benzodiazepínicos, por sua vez, constituem-se como uma ótima escolha para cardiopatas, pois causam mínimas alterações no sistema cardiovascular.
Dentre os analgésicos, os opioides constituem-se como excelente escolha para cardiopatas, pois além de possuírem efeitos cardiovasculares mínimos, permitem a redução das concentrações dos anestésicos inalatórios e injetáveis, reduzindo a depressão sobre o sistema cardiovascular.
Em relação aos anestésicos gerais intravenosos, o tiopental é contraindicado em cardiopatas, pois causa depressão cardiovascular.
O propofol causa hipotensão sistêmica, gerando redução do débito cardíaco, mas quando associado a analgésicos, permite diminuição de dose e dos seus efeitos sobre o sistema cardiovascular.
O etomidato é o anestésico de escolha para cardiopatas, pois provoca mínimas alterações no sistema cardiovascular.
Em relação aos anestésicos inalatórios, todos causam redução do débito cardíaco, mas estes efeitos depressores podem ser corrigidos pela diminuição da dose do fármaco, através do uso de MPA e infusão de opioides.
Conclusão: Conclui-se que, é necessário ter cuidado na escolha do protocolo, considerando os efeitos dos fármacos utilizados, para promover o mínimo comprometimento do sistema cardiovascular, aumentando a segurança do procedimento anestésico para o animal cardiopata.

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