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A CIDADE E A RUÍNA: MELANCOLIA E FRAGMENTAÇÃO NA LINGUAGEM DE RUBEM FONSECA
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A obra de Rubem Fonseca, marcada pela violência e pelo desencanto urbano, apresenta uma linguagem que traduz o esgotamento da experiência moderna e o colapso simbólico das metrópoles brasileiras. Este artigo propõe uma leitura filológica e estética da ruína como categoria expressiva na narrativa fonsequiana, tomando a melancolia como sintoma da fragmentação do sujeito e da cidade. Por meio da análise de conto O Cobrador, busca-se compreender como o autor articula um discurso em que o espaço urbano se converte em espelho de uma subjetividade desintegrada. O texto fonsequiano revela-se como campo de tensão entre a norma e o excesso, entre o silêncio e o grito, compondo uma poética da desagregação. A reflexão dialoga com Walter Benjamin, Sigmund Freud e Giorgio Agamben, explorando as relações entre ruína, linguagem e experiência moderna. Conclui-se que, em Fonseca, a ruína não é mero tema, mas forma e gesto: o próprio modo como a linguagem se desgasta ao tentar dizer a cidade.
Academia Brasileira de Filologia
Title: A CIDADE E A RUÍNA: MELANCOLIA E FRAGMENTAÇÃO NA LINGUAGEM DE RUBEM FONSECA
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A obra de Rubem Fonseca, marcada pela violência e pelo desencanto urbano, apresenta uma linguagem que traduz o esgotamento da experiência moderna e o colapso simbólico das metrópoles brasileiras.
Este artigo propõe uma leitura filológica e estética da ruína como categoria expressiva na narrativa fonsequiana, tomando a melancolia como sintoma da fragmentação do sujeito e da cidade.
Por meio da análise de conto O Cobrador, busca-se compreender como o autor articula um discurso em que o espaço urbano se converte em espelho de uma subjetividade desintegrada.
O texto fonsequiano revela-se como campo de tensão entre a norma e o excesso, entre o silêncio e o grito, compondo uma poética da desagregação.
A reflexão dialoga com Walter Benjamin, Sigmund Freud e Giorgio Agamben, explorando as relações entre ruína, linguagem e experiência moderna.
Conclui-se que, em Fonseca, a ruína não é mero tema, mas forma e gesto: o próprio modo como a linguagem se desgasta ao tentar dizer a cidade.
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