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Hábitos bucais deletérios estão associados a resiliência materna entre em pré-escolares?

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Introdução: Hábitos orais são comportamentos repetitivos e tornam-se deletérios quando têm ação desnecessária e não funcional. De acordo com sua duração, frequência e intensidade podem causar alterações nos tecidos musculares, ósseos e dentários. Por isso são considerados fatores etiológicos ambientais ao desenvolvimento de más-oclusões em crianças. Fatores emocionais, necessidade de sucção prolongada e influência familiar podem estar associados à inserção e a continuidade desses hábitos. A influência psicológica da mãe, que é essencial para a formação de uma criança e que consciente ou inconscientemente pode influenciar na instalação, desenvolvimento e remoção dos hábitos do seu filho. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre resiliência materna e a presença de hábitos deletérios em pré-escolares. Metodologia: Este é um estudo transversal de base populacional, realizado com quatrocentos e vinte e oito crianças com idades entre 3 e 5 anos matriculadas em creches e pré-escolas públicas e particulares da cidade de Diamantina, Minas Gerais, Brasil. A resiliência materna foi avaliada por meio da Escala de Resiliência que foi traduzida e adaptada para o idioma português do Brasil e foi validada para mensurar resiliência em indivíduos brasileiros. Foram enviados questionários pré-estruturados para os pais das crianças que abordavam sobre a presença de hábitos e variáveis sociodemográficas da família, como questões relacionadas ao estado civil, idade, escolaridade e fatores relacionados ao grupo familiar. Os hábitos bucais deletérios avaliados foram os de onicofagia, sucção digital, sucção de chupeta e uso de mamadeira. Os dados foram analisados através do Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 22.0. Foram realizadas análises de frequência, qui-quadrado, análises de regressão de Poisson e regressão logística. Resultados: Um total de 428 (97%) crianças participou até o fim do estudo. Do total de participantes, 51,6% (n= 221) eram do sexo feminino. Crianças de quatro anos de idade representavam 36,4% (n= 156) da amostra e 32% (n= 137) tinham três anos.  O hábito mais frequente era o de chupar chupeta (31,3%), seguido do hábito de onicofagia (28,7%). O hábito de tomar mamadeira estava presente em 19,2% (n=82) das crianças e o de sucção digital em 11,2% (n=48). A resiliência materna estava distribuída nas seguintes proporções: 28,8% (n=123) alta resiliência; 39,5% (n=169) moderada e 31,7% (n=136) baixa resiliência. As tabelas de 1 a 4 mostram a distribuição das variáveis independentes para os hábitos de onicofagia, sucção digital, uso de chupeta e mamadeira, respectivamente. Para o hábito de onicofagia, o sexo feminino (RP: 1,66; IC 95%: 1,22-2,25; p=0,001), idade de 5 anos (RP: 1,83; IC 95%: 1,24-2,71; p=0,002) e baixa resiliência materna (RP: 1,66; IC 95%: 1,15-2,40; p=0,006) foram associados no modelo final de regressão.  A única variável associada ao hábito de sucção digital foi a criança nunca ter ido ao dentista (RP:  1,92; IC  95%: 1,02-3,59; p=0,04).   O hábito de chupar chupeta foi associado à baixa resiliência (RP: 1,68; IC 95%: 1,14-2,47; p=0,009) e à mãe trabalhar fora de casa (RP: 1,54; IC 95%: 1,07-2,23; p=0,02).  O hábito de tomar mamadeira foi associado à idade (4 anos: (RP: 0,58; IC 95%: 0,37-0,90; p=0,017; 5 anos: RP: 0,44; IC 95%: 0,26-0,74; p=0,002). Conclusão: A baixa resiliência materna foi associada à maior prevalência de hábitos de onicofagia e sucção de chupeta em pré-escolares. No entanto, não houve associação com sucção digital e uso de mamadeira.
Title: Hábitos bucais deletérios estão associados a resiliência materna entre em pré-escolares?
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Introdução: Hábitos orais são comportamentos repetitivos e tornam-se deletérios quando têm ação desnecessária e não funcional.
De acordo com sua duração, frequência e intensidade podem causar alterações nos tecidos musculares, ósseos e dentários.
Por isso são considerados fatores etiológicos ambientais ao desenvolvimento de más-oclusões em crianças.
Fatores emocionais, necessidade de sucção prolongada e influência familiar podem estar associados à inserção e a continuidade desses hábitos.
A influência psicológica da mãe, que é essencial para a formação de uma criança e que consciente ou inconscientemente pode influenciar na instalação, desenvolvimento e remoção dos hábitos do seu filho.
Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre resiliência materna e a presença de hábitos deletérios em pré-escolares.
Metodologia: Este é um estudo transversal de base populacional, realizado com quatrocentos e vinte e oito crianças com idades entre 3 e 5 anos matriculadas em creches e pré-escolas públicas e particulares da cidade de Diamantina, Minas Gerais, Brasil.
A resiliência materna foi avaliada por meio da Escala de Resiliência que foi traduzida e adaptada para o idioma português do Brasil e foi validada para mensurar resiliência em indivíduos brasileiros.
Foram enviados questionários pré-estruturados para os pais das crianças que abordavam sobre a presença de hábitos e variáveis sociodemográficas da família, como questões relacionadas ao estado civil, idade, escolaridade e fatores relacionados ao grupo familiar.
Os hábitos bucais deletérios avaliados foram os de onicofagia, sucção digital, sucção de chupeta e uso de mamadeira.
Os dados foram analisados através do Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 22.
Foram realizadas análises de frequência, qui-quadrado, análises de regressão de Poisson e regressão logística.
Resultados: Um total de 428 (97%) crianças participou até o fim do estudo.
Do total de participantes, 51,6% (n= 221) eram do sexo feminino.
Crianças de quatro anos de idade representavam 36,4% (n= 156) da amostra e 32% (n= 137) tinham três anos.
  O hábito mais frequente era o de chupar chupeta (31,3%), seguido do hábito de onicofagia (28,7%).
O hábito de tomar mamadeira estava presente em 19,2% (n=82) das crianças e o de sucção digital em 11,2% (n=48).
A resiliência materna estava distribuída nas seguintes proporções: 28,8% (n=123) alta resiliência; 39,5% (n=169) moderada e 31,7% (n=136) baixa resiliência.
As tabelas de 1 a 4 mostram a distribuição das variáveis independentes para os hábitos de onicofagia, sucção digital, uso de chupeta e mamadeira, respectivamente.
Para o hábito de onicofagia, o sexo feminino (RP: 1,66; IC 95%: 1,22-2,25; p=0,001), idade de 5 anos (RP: 1,83; IC 95%: 1,24-2,71; p=0,002) e baixa resiliência materna (RP: 1,66; IC 95%: 1,15-2,40; p=0,006) foram associados no modelo final de regressão.
  A única variável associada ao hábito de sucção digital foi a criança nunca ter ido ao dentista (RP:  1,92; IC  95%: 1,02-3,59; p=0,04).
   O hábito de chupar chupeta foi associado à baixa resiliência (RP: 1,68; IC 95%: 1,14-2,47; p=0,009) e à mãe trabalhar fora de casa (RP: 1,54; IC 95%: 1,07-2,23; p=0,02).
  O hábito de tomar mamadeira foi associado à idade (4 anos: (RP: 0,58; IC 95%: 0,37-0,90; p=0,017; 5 anos: RP: 0,44; IC 95%: 0,26-0,74; p=0,002).
Conclusão: A baixa resiliência materna foi associada à maior prevalência de hábitos de onicofagia e sucção de chupeta em pré-escolares.
No entanto, não houve associação com sucção digital e uso de mamadeira.

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