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Eventos Estressores e a Resiliência em Estudantes de Medicina
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Muitos jovens quando ingressam no ensino superior, na maioria das vezes, deparam- se com a saída da casa dos pais, a distância das suas redes de apoio e referência, e uma série de novos desafios aos quais deverão adaptar-se. Esta experiência pode ser associada a estresse, ansiedade ou depressão, dependendo do modo como este jovem avalia e enfrenta as pressões e exigências. Estudos salientam a estreita ligação da ansiedade aos sintomas de depressão (RIBEIRO; HONRADO; LEAL, 2004), bem como, a relação entre resiliência e elevada percepção de estresse e depressão (WAGNILD; COLLINS, 2009). No contexto atual, os sentidos da resiliência têm a ver com o processo dinâmico de reconstrução de si mesmo, sob o aspecto potencial (MARTINEZ et al., 2016). Na experiência resiliente aponta-se a ressignificação do problema, o que facilita a construção, a reconstrução e o enfrentamento do estresse (SELYE, 1946). Sendo assim, Angst (2009) defende que não existe uma pessoa que é resiliente, mas que está resiliente, conforme as escolhas que faz em determinado contexto, podendo ter um papel ativo em busca de recursos em si mesmo e no ambiente que o rodeia para a resolução de conflitos. Na mesma linha de ideias, Masten e Wright (2009) defendem a resiliência como uma capacidade que resulta de um processo dinâmico e evolutivo, que varia conforme as circunstâncias, a natureza humana, o contexto e a etapa de vida, e cuja expressão varia de diferentes formas em diferentes culturas. Dentro deste contexto, sabe-se que a Medicina proporciona uma grande proximidade com a vida, a dor, o sofrimento humano, o morrer e a morte. A resiliência, nesta prática, será a habilidade de administrar e processar experiências, aprendendo com elas. Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar os eventos adversos mais estressantes que vêm sendo apontados pela literatura científica, que fazem com que os alunos de cursos de Medicina vivam a resiliência com maior ou menor grau. Trata-se de uma revisão narrativa, conduzida nas bases de dados Google Acadêmico, PubMed e na biblioteca virtual Scielo. Como critérios de elegibilidade, delimitamos que os trabalhos deveriam estar disponíveis online e na íntegra, de modo gratuito, nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que respondessem ao objetivo proposto. A literatura demonstra que algumas situações são mais frequentes e repetitivas, sendo elas, estresse ligado às provas e às vivências ao cuidar dos pacientes com doenças graves ou em fase terminal, no relacionamento interpessoal com superiores que se caracterizam por autoritarismo, rigidez e desumanidade e ao presenciar comportamentos não profissionais por parte de alguns médicos frente aos pacientes (TESTERMAN et al., 1996; WAGNILD, 2009). Segundo pesquisa realizada por Martinez e colaboradores (2016), pode ser observado um predomínio de resiliência moderada em todos os anos do curso e consequentemente, no total. A resiliência nos estudantes de Medicina, segundo os resultados dos estudos, demonstra-se como uma característica individual e que não guarda relações com gênero, idade, orientação sexual, cor e condições de habitação entre os vários anos do curso. Sendo assim, se por um lado as consequências dessas vivências podem gerar altos índices de ansiedade e depressão, o que pode influir na formação e no comportamento desses futuros médicos (DYRBYE et al., 2006), por outro, fatores relacionados à resiliência podem compensar essa exposição e possibilitar o desenvolvimento e o bem-estar dos estudantes, a saber da fé religiosa, apoio social e otimismo (SOUTHWICK; VYTHILINGAM; CHARNEY, 2005). Portanto, a necessidade de mais estudos sobre resiliência entre os estudantes de Medicina parece ser de grande importância, já que estudantes resilientes têm menos depressão, melhor qualidade de vida e melhores condições de aprendizagem. Fatores que podem ser modificados tanto no âmbito individual de estudantes e professores quanto em condições de ensino podem se relacionar com a vulnerabilidade dos estudantes a estressores (DYRBYE et al., 2010). Considerando-se que o estudante de Medicina se defronta com situações geradoras de estresse, que põem à prova a sua resiliência, depreende-se, portanto, de oportunidades únicas como estas realizadas pelo projeto de extensão em saúde mental, onde os alunos se reúnem para conversar, trocar experiências e vivenciar o novo, com isso podemos aprender que resiliência é o fato de como enfrentamos os nosso problemas, sendo assim, algumas das formas de combater os agentes estressores são: desenvolver a capacidade de se adaptar às mudanças; procurar ser flexível; exercitar o autocontrole, liberando tensões; encarar a vida com positividade e otimismo; utilizar as adversidades como fonte de força; aprender a ser paciente e otimista; manter a motivação em alta; manter-se conectado em relacionamentos afetuosos; aprender hábitos saudáveis e acreditar em si mesmo.
Revista Cientifica de Estetica e Cosmetologia
Title: Eventos Estressores e a Resiliência em Estudantes de Medicina
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Muitos jovens quando ingressam no ensino superior, na maioria das vezes, deparam- se com a saída da casa dos pais, a distância das suas redes de apoio e referência, e uma série de novos desafios aos quais deverão adaptar-se.
Esta experiência pode ser associada a estresse, ansiedade ou depressão, dependendo do modo como este jovem avalia e enfrenta as pressões e exigências.
Estudos salientam a estreita ligação da ansiedade aos sintomas de depressão (RIBEIRO; HONRADO; LEAL, 2004), bem como, a relação entre resiliência e elevada percepção de estresse e depressão (WAGNILD; COLLINS, 2009).
No contexto atual, os sentidos da resiliência têm a ver com o processo dinâmico de reconstrução de si mesmo, sob o aspecto potencial (MARTINEZ et al.
, 2016).
Na experiência resiliente aponta-se a ressignificação do problema, o que facilita a construção, a reconstrução e o enfrentamento do estresse (SELYE, 1946).
Sendo assim, Angst (2009) defende que não existe uma pessoa que é resiliente, mas que está resiliente, conforme as escolhas que faz em determinado contexto, podendo ter um papel ativo em busca de recursos em si mesmo e no ambiente que o rodeia para a resolução de conflitos.
Na mesma linha de ideias, Masten e Wright (2009) defendem a resiliência como uma capacidade que resulta de um processo dinâmico e evolutivo, que varia conforme as circunstâncias, a natureza humana, o contexto e a etapa de vida, e cuja expressão varia de diferentes formas em diferentes culturas.
Dentro deste contexto, sabe-se que a Medicina proporciona uma grande proximidade com a vida, a dor, o sofrimento humano, o morrer e a morte.
A resiliência, nesta prática, será a habilidade de administrar e processar experiências, aprendendo com elas.
Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar os eventos adversos mais estressantes que vêm sendo apontados pela literatura científica, que fazem com que os alunos de cursos de Medicina vivam a resiliência com maior ou menor grau.
Trata-se de uma revisão narrativa, conduzida nas bases de dados Google Acadêmico, PubMed e na biblioteca virtual Scielo.
Como critérios de elegibilidade, delimitamos que os trabalhos deveriam estar disponíveis online e na íntegra, de modo gratuito, nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que respondessem ao objetivo proposto.
A literatura demonstra que algumas situações são mais frequentes e repetitivas, sendo elas, estresse ligado às provas e às vivências ao cuidar dos pacientes com doenças graves ou em fase terminal, no relacionamento interpessoal com superiores que se caracterizam por autoritarismo, rigidez e desumanidade e ao presenciar comportamentos não profissionais por parte de alguns médicos frente aos pacientes (TESTERMAN et al.
, 1996; WAGNILD, 2009).
Segundo pesquisa realizada por Martinez e colaboradores (2016), pode ser observado um predomínio de resiliência moderada em todos os anos do curso e consequentemente, no total.
A resiliência nos estudantes de Medicina, segundo os resultados dos estudos, demonstra-se como uma característica individual e que não guarda relações com gênero, idade, orientação sexual, cor e condições de habitação entre os vários anos do curso.
Sendo assim, se por um lado as consequências dessas vivências podem gerar altos índices de ansiedade e depressão, o que pode influir na formação e no comportamento desses futuros médicos (DYRBYE et al.
, 2006), por outro, fatores relacionados à resiliência podem compensar essa exposição e possibilitar o desenvolvimento e o bem-estar dos estudantes, a saber da fé religiosa, apoio social e otimismo (SOUTHWICK; VYTHILINGAM; CHARNEY, 2005).
Portanto, a necessidade de mais estudos sobre resiliência entre os estudantes de Medicina parece ser de grande importância, já que estudantes resilientes têm menos depressão, melhor qualidade de vida e melhores condições de aprendizagem.
Fatores que podem ser modificados tanto no âmbito individual de estudantes e professores quanto em condições de ensino podem se relacionar com a vulnerabilidade dos estudantes a estressores (DYRBYE et al.
, 2010).
Considerando-se que o estudante de Medicina se defronta com situações geradoras de estresse, que põem à prova a sua resiliência, depreende-se, portanto, de oportunidades únicas como estas realizadas pelo projeto de extensão em saúde mental, onde os alunos se reúnem para conversar, trocar experiências e vivenciar o novo, com isso podemos aprender que resiliência é o fato de como enfrentamos os nosso problemas, sendo assim, algumas das formas de combater os agentes estressores são: desenvolver a capacidade de se adaptar às mudanças; procurar ser flexível; exercitar o autocontrole, liberando tensões; encarar a vida com positividade e otimismo; utilizar as adversidades como fonte de força; aprender a ser paciente e otimista; manter a motivação em alta; manter-se conectado em relacionamentos afetuosos; aprender hábitos saudáveis e acreditar em si mesmo.
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