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Atuação do farmacêutico no gerenciamento do protocolo de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica: da expectativa a realidade
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Introdução: A antibioticoprofilaxia cirúrgica tem como finalidade a redução do risco de infecção no sítio cirúrgico. Estudos indicam que 60% das infecções poderiam ser evitáveis se houvesse o uso racional de antibióticos, com indicação e administração no “timing” determinado. A implementação de protocolos institucionais serve para orientação de condutas, podendo contribuir para a redução de custos e de eventos adversos relacionados a esses medicamentos. O gerenciamento de indicadores dos protocolos e a participação do farmacêutico nesse seguimento podem ser uma prática importante na otimização desse processo, na elaboração de sugestões de melhorias e principalmente para aprimorar a segurança do paciente, garantindo a qualidade assistencial. Objetivos: Avaliar a conformidade da antibioticoprofilaxia cirúrgica considerando o protocolo institucional. Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo transversal retrospectivo, realizado em um hospital de ensino no interior do Rio Grande do Sul, referência em Alta Complexidade em Traumatologia/Ortopedia. Foram coletados os dados das cirurgias de implante de prótese de joelho e de quadril, realizadas no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2022, por meio do sistema informatizado institucional e a tabulação feita por Microsoft® Excel 2013. Os dados obtidos foram comparados e avaliados quanto à adequação ao protocolo de profilaxia cirúrgica da instituição. Resultados: Foram realizados no período do estudo, 7.235 procedimentos no centro cirúrgico. Destes, 295 (4%) foram cirurgias de implante de prótese de joelho ou de quadril, consideradas com risco potencial de infecção. A antibioticoprofilaxia foi realizada em 94,5% (n=281) das cirurgias avaliadas. Deste total, a indicação e a escolha do antimicrobiano estavam em conformidade com o protocolo. O antimicrobiano mais utilizado foi a Cefazolina, cefalosporina de primeira geração, administrada em 92,5% (n=273) dos pacientes. Em 6 procedimentos não foi realizado ou registrado a realização da antibioticoprofilaxia. Em relação ao momento (timing) de administração do antimicrobiano, a maioria dos casos avaliados (83,3%) estavam de acordo com o protocolo, que estabelece o início da profilaxia em até 60 minutos antes de incisar o paciente. Discussão e Conclusões: Os resultados encontrados no estudo demonstram adesão satisfatória ao protocolo de profilaxia cirúrgica nos procedimentos analisados. A atuação do farmacêutico no gerenciamento desses indicadores permite realizar o acompanhamento do consumo de antibióticos, assim como criar estratégias de adesão ao protocolo e avaliar a necessidade de intervenções, garantindo a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada. No presente estudo, os resultados podem ser considerados positivos, entretanto, deve-se dar continuidade no acompanhamento dos indicadores e ao paciente no pós-cirúrgico, para verificar a incidência do desenvolvimento de infecções no sítio cirúrgico e a efetividade do protocolo.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Atuação do farmacêutico no gerenciamento do protocolo de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica: da expectativa a realidade
Description:
Introdução: A antibioticoprofilaxia cirúrgica tem como finalidade a redução do risco de infecção no sítio cirúrgico.
Estudos indicam que 60% das infecções poderiam ser evitáveis se houvesse o uso racional de antibióticos, com indicação e administração no “timing” determinado.
A implementação de protocolos institucionais serve para orientação de condutas, podendo contribuir para a redução de custos e de eventos adversos relacionados a esses medicamentos.
O gerenciamento de indicadores dos protocolos e a participação do farmacêutico nesse seguimento podem ser uma prática importante na otimização desse processo, na elaboração de sugestões de melhorias e principalmente para aprimorar a segurança do paciente, garantindo a qualidade assistencial.
Objetivos: Avaliar a conformidade da antibioticoprofilaxia cirúrgica considerando o protocolo institucional.
Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo transversal retrospectivo, realizado em um hospital de ensino no interior do Rio Grande do Sul, referência em Alta Complexidade em Traumatologia/Ortopedia.
Foram coletados os dados das cirurgias de implante de prótese de joelho e de quadril, realizadas no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2022, por meio do sistema informatizado institucional e a tabulação feita por Microsoft® Excel 2013.
Os dados obtidos foram comparados e avaliados quanto à adequação ao protocolo de profilaxia cirúrgica da instituição.
Resultados: Foram realizados no período do estudo, 7.
235 procedimentos no centro cirúrgico.
Destes, 295 (4%) foram cirurgias de implante de prótese de joelho ou de quadril, consideradas com risco potencial de infecção.
A antibioticoprofilaxia foi realizada em 94,5% (n=281) das cirurgias avaliadas.
Deste total, a indicação e a escolha do antimicrobiano estavam em conformidade com o protocolo.
O antimicrobiano mais utilizado foi a Cefazolina, cefalosporina de primeira geração, administrada em 92,5% (n=273) dos pacientes.
Em 6 procedimentos não foi realizado ou registrado a realização da antibioticoprofilaxia.
Em relação ao momento (timing) de administração do antimicrobiano, a maioria dos casos avaliados (83,3%) estavam de acordo com o protocolo, que estabelece o início da profilaxia em até 60 minutos antes de incisar o paciente.
Discussão e Conclusões: Os resultados encontrados no estudo demonstram adesão satisfatória ao protocolo de profilaxia cirúrgica nos procedimentos analisados.
A atuação do farmacêutico no gerenciamento desses indicadores permite realizar o acompanhamento do consumo de antibióticos, assim como criar estratégias de adesão ao protocolo e avaliar a necessidade de intervenções, garantindo a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada.
No presente estudo, os resultados podem ser considerados positivos, entretanto, deve-se dar continuidade no acompanhamento dos indicadores e ao paciente no pós-cirúrgico, para verificar a incidência do desenvolvimento de infecções no sítio cirúrgico e a efetividade do protocolo.
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