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Gentílicos e topónimos portugueses
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Gentílicos são adjetivos ou substantivos que referem uma relação com um topónimo nacional ou regional. Há várias formas de obter este tipo de palavras em português e não há regra claras que permitam tornar a escolha previsível. Na verdade, os gentílicos sofrem um efeito de tradição que pode torná-los muito diferentes dos topónimos a que se referem (por exemplo, a utilização de formas latinas ou latinizadas para um gentílico, mas não para o topónimo, resulta num par pouco transparente, como Castelo-Branco/albicastrense). Por outro lado, o português dispõe de um grande número de sufixos para a derivação deste tipo de palavras: Polónia-polaco; México-mexicano; França-francês; Espanha-espanhol. Esta multiplicidade de escolhas gera contrastes entre o português europeu e o português brasileiro: por exemplo, polaco e polonês ou canadiano e canadense. O estudo dos gentílicos não tem atraído a atenção dos linguistas portugueses. Existe um antigo vocabulário geográfico (BERGSTROM e REIS), publicado desde 1955, que enumera cerca de 200 gentílicos portugueses e define formas portuguesas para gentílicos estrangeiros (como Oxónia ou Ausburgo). Um vocabulário mais recente, o Dicionário de Gentílicos e Topónimos, levanta novamente a questão da normalização dos gentílicos e altera alguns deles. No entanto, nem todas as palavras listadas neste dicionário estão realmente presentes no uso contemporâneo do português. O presente trabalho consiste numa descrição e análise crítica deste léxico (por amostragem), procurando encontrar padrões dominantes e fatores de variação, nomeadamente históricos.
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Title: Gentílicos e topónimos portugueses
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Gentílicos são adjetivos ou substantivos que referem uma relação com um topónimo nacional ou regional.
Há várias formas de obter este tipo de palavras em português e não há regra claras que permitam tornar a escolha previsível.
Na verdade, os gentílicos sofrem um efeito de tradição que pode torná-los muito diferentes dos topónimos a que se referem (por exemplo, a utilização de formas latinas ou latinizadas para um gentílico, mas não para o topónimo, resulta num par pouco transparente, como Castelo-Branco/albicastrense).
Por outro lado, o português dispõe de um grande número de sufixos para a derivação deste tipo de palavras: Polónia-polaco; México-mexicano; França-francês; Espanha-espanhol.
Esta multiplicidade de escolhas gera contrastes entre o português europeu e o português brasileiro: por exemplo, polaco e polonês ou canadiano e canadense.
O estudo dos gentílicos não tem atraído a atenção dos linguistas portugueses.
Existe um antigo vocabulário geográfico (BERGSTROM e REIS), publicado desde 1955, que enumera cerca de 200 gentílicos portugueses e define formas portuguesas para gentílicos estrangeiros (como Oxónia ou Ausburgo).
Um vocabulário mais recente, o Dicionário de Gentílicos e Topónimos, levanta novamente a questão da normalização dos gentílicos e altera alguns deles.
No entanto, nem todas as palavras listadas neste dicionário estão realmente presentes no uso contemporâneo do português.
O presente trabalho consiste numa descrição e análise crítica deste léxico (por amostragem), procurando encontrar padrões dominantes e fatores de variação, nomeadamente históricos.
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