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A HIDROGRAFIA DE NOBRES: INTERFACES ENTRE LÉXICO E AMBIENTE NA TOPONÍMIA DE MATO GROSSO
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A atividade de nomear, específica da espécie humana, configura-se como uma necessidade de delimitar, referenciar e apreender uma realidade extralinguística. O topônimo, nome de lugar, por sua vez, reflete traços do ambiente físico e sócio-histórico-cultural de determinado espaço geográfico. O signo toponímico, portanto, pode ser analisado a partir de fatores linguísticos como a etimologia, a estrutura formal e taxionomia. Na perspectiva dos fatores extralinguísticos podem ser considerados traços do ambiente físico como fauna, da flora, do relevo e social como influências étnicas, mitológicas, históricas, culturais. O topônimo tem, pois, como função denominar lugares como cidades, bairros, praças, ruas, alamedas, dentre outros, e rios, córregos, cachoeiras, cabeceiras, cordilheiras, montanhas, etc. Nesse contexto, a Toponímia, subárea da Onomástica, tem como objeto de estudo os nomes de lugares. Este trabalho discute resultados de estudo dos 135 topônimos que nomeiam córregos, rios, ribeirões, lagos, lagoas, cachoeiras e cabeceiras do município de Nobres em Mato Grosso quanto à taxionomia, estrutura morfológica e língua de origem (DICK, 1992) e busca evidenciar interfaces entre léxico e ambiente físico e sócio-histórico-cultural na denominação de acidentes hidrográficos da região. O estudo evidenciou que, entre os 135 topônimos examinados, há um índice significativo de nomes que se reportam a aspectos da cultura indígena (Quebó, Guanadi, Borá); à ideia de pertencimento (... do Sérgio, do Tomás); à homenagem ao colonizador (Nobres), a elementos da cultura material (Planchão, Chapéu, Pilão). Quanto à base linguística, os 135 topônimos estão assim distribuídos: 31 (23,13%) são de origem indígena e quatro (2,96%) são nomes híbridos com um formante de base indígena. Os outros 99 (73,88%) topônimos são oriundos da língua vernácula. Os topônimos de origem indígena relacionam-se essencialmente à fauna, à flora e à hidrografia. Registre-se, por fim, que os zootopônimos e os ergotopônimos representam as taxes com maior índice de ocorrências no corpus analisado.
State University of Mato Grosso do Sul
Title: A HIDROGRAFIA DE NOBRES: INTERFACES ENTRE LÉXICO E AMBIENTE NA TOPONÍMIA DE MATO GROSSO
Description:
A atividade de nomear, específica da espécie humana, configura-se como uma necessidade de delimitar, referenciar e apreender uma realidade extralinguística.
O topônimo, nome de lugar, por sua vez, reflete traços do ambiente físico e sócio-histórico-cultural de determinado espaço geográfico.
O signo toponímico, portanto, pode ser analisado a partir de fatores linguísticos como a etimologia, a estrutura formal e taxionomia.
Na perspectiva dos fatores extralinguísticos podem ser considerados traços do ambiente físico como fauna, da flora, do relevo e social como influências étnicas, mitológicas, históricas, culturais.
O topônimo tem, pois, como função denominar lugares como cidades, bairros, praças, ruas, alamedas, dentre outros, e rios, córregos, cachoeiras, cabeceiras, cordilheiras, montanhas, etc.
Nesse contexto, a Toponímia, subárea da Onomástica, tem como objeto de estudo os nomes de lugares.
Este trabalho discute resultados de estudo dos 135 topônimos que nomeiam córregos, rios, ribeirões, lagos, lagoas, cachoeiras e cabeceiras do município de Nobres em Mato Grosso quanto à taxionomia, estrutura morfológica e língua de origem (DICK, 1992) e busca evidenciar interfaces entre léxico e ambiente físico e sócio-histórico-cultural na denominação de acidentes hidrográficos da região.
O estudo evidenciou que, entre os 135 topônimos examinados, há um índice significativo de nomes que se reportam a aspectos da cultura indígena (Quebó, Guanadi, Borá); à ideia de pertencimento (.
do Sérgio, do Tomás); à homenagem ao colonizador (Nobres), a elementos da cultura material (Planchão, Chapéu, Pilão).
Quanto à base linguística, os 135 topônimos estão assim distribuídos: 31 (23,13%) são de origem indígena e quatro (2,96%) são nomes híbridos com um formante de base indígena.
Os outros 99 (73,88%) topônimos são oriundos da língua vernácula.
Os topônimos de origem indígena relacionam-se essencialmente à fauna, à flora e à hidrografia.
Registre-se, por fim, que os zootopônimos e os ergotopônimos representam as taxes com maior índice de ocorrências no corpus analisado.
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