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SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: UM OLHAR SOBRE INFERTILIDADE, DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO
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Introdução: A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino, comumente diagnosticado em mulheres em idade reprodutiva, sendo considerada uma das principais causas de infertilidade feminina. Caracteriza-se por uma combinação de sinais e sintomas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo clinico ou bioquímico e ovários policísticos identificados por ultrassonografia. Essa condição de etiologia multifatorial, está associada a alterações metabólicas, reprodutivas e psicológicas, impactando significativamente a saúde e a qualidade de vida das pacientes. Objetivo: Sintetizar evidências recentes acerca da prevalência, fisiopatologia, manifestações clínicas, repercussões sistêmicas e estratégias diagnósticas e terapêuticas relacionadas à SOP, destacando avanços e lacunas no manejo da síndrome. Métodos: Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de literatura transversal com abordagem qualitativa, abordando temas importantes sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) por meio de buscas realizadas nas bases de dados da Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e a Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences (BJIHS) no período de 2016 a 2025. Resultados: Os estudos revisados confirmam a elevada prevalência da SOP e sua associação com infertilidade (70-80% das pacientes), resistência à insulina, hiperandrogenismo e irregularidade menstrual. Evidenciou-se também maior risco para diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares. Avanços diagnósticos incluem o uso da ultrassonografia com contagem de folículos antrais e o hormônio antimülleriano (AMH) como marcador. No manejo, destacam-se intervenções multidisciplinares, que vão desde mudanças no estilo de vida até terapias farmacológicas e hormonais, com benefícios comprovados do exercício físico sobre parâmetros metabólicos, hormonais e reprodutivos. Conclusão: A SOP configura-se como condição sistêmica e multifatorial, exigindo diagnóstico precoce e abordagem terapêutica integrada. Apesar dos avanços, persistem lacunas na compreensão da fisiopatologia e na associação com comorbidades cardiovasculares, reforçando a necessidade de pesquisas adicionais. O manejo eficaz requer estratégias personalizadas e multidisciplinares, capazes de mitigar complicações e promover melhor qualidade de vida às pacientes.
Palavras-chave: Ovários policísticos; Repercussão clínica; Tratamento.
Revista Interdisciplinar em saude
Title: SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: UM OLHAR SOBRE INFERTILIDADE, DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO
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Introdução: A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino, comumente diagnosticado em mulheres em idade reprodutiva, sendo considerada uma das principais causas de infertilidade feminina.
Caracteriza-se por uma combinação de sinais e sintomas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo clinico ou bioquímico e ovários policísticos identificados por ultrassonografia.
Essa condição de etiologia multifatorial, está associada a alterações metabólicas, reprodutivas e psicológicas, impactando significativamente a saúde e a qualidade de vida das pacientes.
Objetivo: Sintetizar evidências recentes acerca da prevalência, fisiopatologia, manifestações clínicas, repercussões sistêmicas e estratégias diagnósticas e terapêuticas relacionadas à SOP, destacando avanços e lacunas no manejo da síndrome.
Métodos: Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de literatura transversal com abordagem qualitativa, abordando temas importantes sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) por meio de buscas realizadas nas bases de dados da Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e a Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences (BJIHS) no período de 2016 a 2025.
Resultados: Os estudos revisados confirmam a elevada prevalência da SOP e sua associação com infertilidade (70-80% das pacientes), resistência à insulina, hiperandrogenismo e irregularidade menstrual.
Evidenciou-se também maior risco para diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Avanços diagnósticos incluem o uso da ultrassonografia com contagem de folículos antrais e o hormônio antimülleriano (AMH) como marcador.
No manejo, destacam-se intervenções multidisciplinares, que vão desde mudanças no estilo de vida até terapias farmacológicas e hormonais, com benefícios comprovados do exercício físico sobre parâmetros metabólicos, hormonais e reprodutivos.
Conclusão: A SOP configura-se como condição sistêmica e multifatorial, exigindo diagnóstico precoce e abordagem terapêutica integrada.
Apesar dos avanços, persistem lacunas na compreensão da fisiopatologia e na associação com comorbidades cardiovasculares, reforçando a necessidade de pesquisas adicionais.
O manejo eficaz requer estratégias personalizadas e multidisciplinares, capazes de mitigar complicações e promover melhor qualidade de vida às pacientes.
Palavras-chave: Ovários policísticos; Repercussão clínica; Tratamento.
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