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A SELETIVIDADE ALIMENTAR DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA INSCRITAS NO NATEA CAETÉS

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Introdução: Entende-se o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma desordem neurológica caracterizada por uma heterogenia comportamental, embotamento afetivo e comportamentos estereotipados. Objetivo: Compreender os hábitos alimentares das crianças com Transtorno do Espectro Autista e quais os principais alimentos e restrição quanto a alimentação da criança. Metodologia: Constitui-se em um estudo observacional, transversal, com abordagem descritiva qualitativa, uma vez que o objetivo é observar e aprofundar-se na seletividade alimentar das crianças autistas. A população alvo será as mães de crianças com transtorno do espectro autista cadastradas no NATEA do município de Capanema. Resultados: A amostra consistiu em 42 participantes, dos quais 85,71% eram do sexo masculino, refletindo a predominância masculina frequentemente observada em diagnósticos de TEA. A faixa etária mais representada foi de 5 a 12 anos (61,90%), e a maioria dos participantes se identificou como parda (85,72%). Quanto ao diagnóstico, 64,29% das crianças foram diagnosticadas entre 1 e 5 anos de idade, e os níveis de suporte variaram entre suporte leve (33,33%), moderado (40,48%) e intenso (26,19%). No que tange à alimentação, 80,49% das crianças apresentaram seletividade alimentar, com maior preferência por carboidratos e doces, e baixa aceitação de vegetais e gorduras. Os momentos de refeição foram desafiadores para os cuidadores, com 70,97% relatando maior dificuldade no início das refeições, sugerindo resistência inicial ao engajamento alimentar. Além disso, 80% dos participantes relataram dificuldades com a consistência dos alimentos, destacando a importância de intervenções nutricionais adaptadas. Conclusão: Os resultados indicam a necessidade de estratégias integradas para melhorar a aceitação alimentar e fornecer suporte emocional aos cuidadores. Conclui-se que o perfil demográfico, associado à seletividade alimentar e às dificuldades socioeconômicas, reforça a importância de programas de apoio multidisciplinar para promover uma alimentação equilibrada e bem-estar para essa população.
Title: A SELETIVIDADE ALIMENTAR DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA INSCRITAS NO NATEA CAETÉS
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Introdução: Entende-se o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma desordem neurológica caracterizada por uma heterogenia comportamental, embotamento afetivo e comportamentos estereotipados.
Objetivo: Compreender os hábitos alimentares das crianças com Transtorno do Espectro Autista e quais os principais alimentos e restrição quanto a alimentação da criança.
Metodologia: Constitui-se em um estudo observacional, transversal, com abordagem descritiva qualitativa, uma vez que o objetivo é observar e aprofundar-se na seletividade alimentar das crianças autistas.
A população alvo será as mães de crianças com transtorno do espectro autista cadastradas no NATEA do município de Capanema.
Resultados: A amostra consistiu em 42 participantes, dos quais 85,71% eram do sexo masculino, refletindo a predominância masculina frequentemente observada em diagnósticos de TEA.
A faixa etária mais representada foi de 5 a 12 anos (61,90%), e a maioria dos participantes se identificou como parda (85,72%).
Quanto ao diagnóstico, 64,29% das crianças foram diagnosticadas entre 1 e 5 anos de idade, e os níveis de suporte variaram entre suporte leve (33,33%), moderado (40,48%) e intenso (26,19%).
No que tange à alimentação, 80,49% das crianças apresentaram seletividade alimentar, com maior preferência por carboidratos e doces, e baixa aceitação de vegetais e gorduras.
Os momentos de refeição foram desafiadores para os cuidadores, com 70,97% relatando maior dificuldade no início das refeições, sugerindo resistência inicial ao engajamento alimentar.
Além disso, 80% dos participantes relataram dificuldades com a consistência dos alimentos, destacando a importância de intervenções nutricionais adaptadas.
Conclusão: Os resultados indicam a necessidade de estratégias integradas para melhorar a aceitação alimentar e fornecer suporte emocional aos cuidadores.
Conclui-se que o perfil demográfico, associado à seletividade alimentar e às dificuldades socioeconômicas, reforça a importância de programas de apoio multidisciplinar para promover uma alimentação equilibrada e bem-estar para essa população.

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