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TRANSIÇÃO DE LIDERANÇA E POLÍTICA EXTERNA: O UZBEQUISTÃO NOS GOVERNOS DE ISLAM KARIMOV E SHAVKAT MIRZIYOYEV (1991-2023)
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Este artigo busca analisar a política externa uzbeque nas administrações de Islam Karimov e Shavkat Mirziyoyev. O método utilizado é a análise comparativa da política externa. O estudo se justifica pela escassez de trabalhos em português sobre o tema e, em segundo lugar, pela certeza de que o Uzbequistão ocupa um papel de destaque nas discussões relevantes para as Relações Internacionais no continente asiático e na Ásia Central. Questiona-se se a busca por legitimar sua soberania e projetar sua influência em um cenário inicialmente desfavorável mostra que a política externa do Uzbequistão teria sido oportunista, principalmente na primeira metade dos anos 2000, utilizando-se do espaço de negociação proposto pelo Sistema Internacional, e não simplesmente errática no período. Além disso, pretende-se testar a hipótese de que o vácuo de poder deixado pela URSS, diante da torrente onde de violência regional, e o temor da desintegração territorial uzbeque, foram fatores fundamentais para o comportamento adotado pelo país no ambiente interno e externo. Nesse sentido, tanto os macroprocessos estruturais quanto os eventos conjunturais em nível regional e internacional justificam os movimentos descontínuos, instáveis e voláteis e as posições antagônicas da política externa uzbeque. A investigação também argumenta que a ação externa ativa do país sob Mirziyoyev foi, na verdade, a concretização de uma intenção anterior, elaborada por Karimov, mas limitada pela conjuntura do seu período.
Title: TRANSIÇÃO DE LIDERANÇA E POLÍTICA EXTERNA: O UZBEQUISTÃO NOS GOVERNOS DE ISLAM KARIMOV E SHAVKAT MIRZIYOYEV (1991-2023)
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Este artigo busca analisar a política externa uzbeque nas administrações de Islam Karimov e Shavkat Mirziyoyev.
O método utilizado é a análise comparativa da política externa.
O estudo se justifica pela escassez de trabalhos em português sobre o tema e, em segundo lugar, pela certeza de que o Uzbequistão ocupa um papel de destaque nas discussões relevantes para as Relações Internacionais no continente asiático e na Ásia Central.
Questiona-se se a busca por legitimar sua soberania e projetar sua influência em um cenário inicialmente desfavorável mostra que a política externa do Uzbequistão teria sido oportunista, principalmente na primeira metade dos anos 2000, utilizando-se do espaço de negociação proposto pelo Sistema Internacional, e não simplesmente errática no período.
Além disso, pretende-se testar a hipótese de que o vácuo de poder deixado pela URSS, diante da torrente onde de violência regional, e o temor da desintegração territorial uzbeque, foram fatores fundamentais para o comportamento adotado pelo país no ambiente interno e externo.
Nesse sentido, tanto os macroprocessos estruturais quanto os eventos conjunturais em nível regional e internacional justificam os movimentos descontínuos, instáveis e voláteis e as posições antagônicas da política externa uzbeque.
A investigação também argumenta que a ação externa ativa do país sob Mirziyoyev foi, na verdade, a concretização de uma intenção anterior, elaborada por Karimov, mas limitada pela conjuntura do seu período.
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