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Ensino de línguas (Vol 02)

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"Minha história no Congresso Nacional de Educação foi iniciada na primeira edição, que aconteceu em Campina Grande/PB. Nessa primeira, me dediquei a ouvir palestrantes e outros(as) colegas que, de uma forma ou de outra, estavam discutindo sobre ensino de Línguas. Desde lá, já foram mais 8 edições. Cresci academicamente entre as edições do maior congresso de educação do país. Em algumas só de ouvinte, em outras como monitor, outras como apresentador de trabalho, umas como avaliador de artigos e essa última, a nona, como coordenador do grupo de trabalho 15 “Ensino de Línguas” (de agora em diante, GT 15). Na ocasião, não foquei somente na minha área, que é Linguística e Língua Portuguesa, me detive a ouvir colegas que trabalham, direta ou indiretamente, com ensino de Línguas no Brasil. Nos 3 dias de congresso, que aconteceu em João Pessoa/PB, a palavra de ordem foi “transgressão”. Pensando no significado para a Língua Portuguesa, transgressão quer dizer “ação de transgredir, de ultrapassar o limite de alguma coisa”. A palavra também é comum na geologia. Nesta área, transgressão significa “avanço do mar sobre áreas litorâneas, em virtude da elevação do nível do mar ou de movimentos de afundamento da zona costeira”. Entre esses significados, destaco duas palavras: “ultrapassar” e “avançar”. Essas duas palavras, consequentemente, caracterizaram o GT 15 que sinalizou, por meio dos trabalhos apresentados, para uma necessidade de ultrapassar o que já temos em vigência como representativo para o ensino de Línguas, seja língua materna ou línguas estrangeiras, bem como de avançar nas discussões sobre a aplicabilidade dessas línguas, nas suas mais diversas vertentes, em sala de aula. A idealização dessas ultrapassagens e avanços funcionam como a tecitura de uma colcha de retalhos em que cada um, ao seu modo, possui o seu papel na educação básica, seja em escolas públicas seja em escolas privadas brasileiras. Essa colcha é montada, então, de igual modo, pelos alunos de graduação, mestrandos, doutorandos e professoras da rede básica que idealizaram as discussões do GT 15. E um dos resultados desse GT é o conjunto de trabalhos que são publicados nessa coletânea que vos é apresentada. Trabalhos que pretendem discutir para além do que tradicionalmente esperamos para o ensino de língua materna e estrangeira. Ao pensar nesse conjunto de trabalho publicados, lanço mão de um trecho do livro A princesa e a costureira, de Janaína Leslão: “Na costura da vida, a agulha do tempo alinha o tecido dos acontecimentos com a linha de nossas atitudes. Por vezes, precisamos de uma linha mais firme para coser panos mais ásperos, acontecimentos duros. Em outros momentos, o ideal é uma linha brilhante ou multicolorida para bordar as tramas singelas dos dias de felicidade. E, assim, o tempo vai nos transpassando, cerzindo os laços de existência (e resistência) no encontro com outras histórias, lugares e pessoas. Ele costura, em cada um, uma exclusiva colcha de retalho: colcha contendo muitas linhas, textos, cores, tamanhos e formas”. Nesse momento, os trabalhos aqui publicados representam os pedaços que montam a colcha que forma o ensino de Línguas que foi discutido no IX Congresso Nacional de Educação."
Title: Ensino de línguas (Vol 02)
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"Minha história no Congresso Nacional de Educação foi iniciada na primeira edição, que aconteceu em Campina Grande/PB.
Nessa primeira, me dediquei a ouvir palestrantes e outros(as) colegas que, de uma forma ou de outra, estavam discutindo sobre ensino de Línguas.
Desde lá, já foram mais 8 edições.
Cresci academicamente entre as edições do maior congresso de educação do país.
Em algumas só de ouvinte, em outras como monitor, outras como apresentador de trabalho, umas como avaliador de artigos e essa última, a nona, como coordenador do grupo de trabalho 15 “Ensino de Línguas” (de agora em diante, GT 15).
Na ocasião, não foquei somente na minha área, que é Linguística e Língua Portuguesa, me detive a ouvir colegas que trabalham, direta ou indiretamente, com ensino de Línguas no Brasil.
Nos 3 dias de congresso, que aconteceu em João Pessoa/PB, a palavra de ordem foi “transgressão”.
Pensando no significado para a Língua Portuguesa, transgressão quer dizer “ação de transgredir, de ultrapassar o limite de alguma coisa”.
A palavra também é comum na geologia.
Nesta área, transgressão significa “avanço do mar sobre áreas litorâneas, em virtude da elevação do nível do mar ou de movimentos de afundamento da zona costeira”.
Entre esses significados, destaco duas palavras: “ultrapassar” e “avançar”.
Essas duas palavras, consequentemente, caracterizaram o GT 15 que sinalizou, por meio dos trabalhos apresentados, para uma necessidade de ultrapassar o que já temos em vigência como representativo para o ensino de Línguas, seja língua materna ou línguas estrangeiras, bem como de avançar nas discussões sobre a aplicabilidade dessas línguas, nas suas mais diversas vertentes, em sala de aula.
A idealização dessas ultrapassagens e avanços funcionam como a tecitura de uma colcha de retalhos em que cada um, ao seu modo, possui o seu papel na educação básica, seja em escolas públicas seja em escolas privadas brasileiras.
Essa colcha é montada, então, de igual modo, pelos alunos de graduação, mestrandos, doutorandos e professoras da rede básica que idealizaram as discussões do GT 15.
E um dos resultados desse GT é o conjunto de trabalhos que são publicados nessa coletânea que vos é apresentada.
Trabalhos que pretendem discutir para além do que tradicionalmente esperamos para o ensino de língua materna e estrangeira.
Ao pensar nesse conjunto de trabalho publicados, lanço mão de um trecho do livro A princesa e a costureira, de Janaína Leslão: “Na costura da vida, a agulha do tempo alinha o tecido dos acontecimentos com a linha de nossas atitudes.
Por vezes, precisamos de uma linha mais firme para coser panos mais ásperos, acontecimentos duros.
Em outros momentos, o ideal é uma linha brilhante ou multicolorida para bordar as tramas singelas dos dias de felicidade.
E, assim, o tempo vai nos transpassando, cerzindo os laços de existência (e resistência) no encontro com outras histórias, lugares e pessoas.
Ele costura, em cada um, uma exclusiva colcha de retalho: colcha contendo muitas linhas, textos, cores, tamanhos e formas”.
Nesse momento, os trabalhos aqui publicados representam os pedaços que montam a colcha que forma o ensino de Línguas que foi discutido no IX Congresso Nacional de Educação.
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