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Revisitando Lilith: um estudo sobre indecência e libertinagem em diálogo com a Teologia Queer de Marcella Althaus-Reid

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Lilith: Mulher-demônio, primeira esposa de Adão, expulsa do paraíso por se recusar a ficar sob ele durante o ato sexual. Sentenciada a viver sozinha, vagando pelas trevas, atormentando crianças recém-nascidas. O mito de Lilith possui diversas nuances, que frequentemente convergem a um ponto – o da associação ao caos e ao libertino. Todo mito religioso é contextual e constitui-se enquanto uma linguagem da religião que conta e ensina sistemas e representações. Mas ele não é uma zona neutra. Ao contrário, o mito é uma poderosa ferramenta cujo sentido é atribuído a partir de crenças, valores, experiências e intenções de um grupo ou comunidade. Tradicionalmente, Lilith tem sido usada como um exemplo a não ser seguido. Especialmente para mulheres, ensina uma sexualidade e um comportamento que, mais do que evitado, deve ser temido. Mas por quê? Como chegou-se a essa intepretação? Quais os efeitos dela? E ainda, de que forma é possível reconstruir o mito de Lilith a partir de uma interpretação menos estática em termos de gênero e sexualidade? Partiu-se dessas perguntas para investigar as construções pedagógicas deste mito, sob a hipótese de que ele tem contado e ensinado determinadas pedagogias, especialmente pedagogias de gênero e sexualidade restritivas, que têm sido pouco investigadas nos estudos tradicionais, e que é possível contá-las de uma outra forma a partir de uma hermenêutica indecente, nos termos da Marcella AlthausReid. A dissertação utilizou-se de metodologia qualitativa, a saber, um levantamento documental parcial sobre mitologia mesopotâmica e lilithiana e um levantamento bibliográfico sobre a hermenêutica queer nos estudos em religião. A intenção é investigar como as pedagogias de gênero e sexualidade têm sido operadas no mito de Lilith e de que maneira podem ser subvertidas em uma proposta indecente.
Universidade Federal de Juiz de Fora
Title: Revisitando Lilith: um estudo sobre indecência e libertinagem em diálogo com a Teologia Queer de Marcella Althaus-Reid
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Lilith: Mulher-demônio, primeira esposa de Adão, expulsa do paraíso por se recusar a ficar sob ele durante o ato sexual.
Sentenciada a viver sozinha, vagando pelas trevas, atormentando crianças recém-nascidas.
O mito de Lilith possui diversas nuances, que frequentemente convergem a um ponto – o da associação ao caos e ao libertino.
Todo mito religioso é contextual e constitui-se enquanto uma linguagem da religião que conta e ensina sistemas e representações.
Mas ele não é uma zona neutra.
Ao contrário, o mito é uma poderosa ferramenta cujo sentido é atribuído a partir de crenças, valores, experiências e intenções de um grupo ou comunidade.
Tradicionalmente, Lilith tem sido usada como um exemplo a não ser seguido.
Especialmente para mulheres, ensina uma sexualidade e um comportamento que, mais do que evitado, deve ser temido.
Mas por quê? Como chegou-se a essa intepretação? Quais os efeitos dela? E ainda, de que forma é possível reconstruir o mito de Lilith a partir de uma interpretação menos estática em termos de gênero e sexualidade? Partiu-se dessas perguntas para investigar as construções pedagógicas deste mito, sob a hipótese de que ele tem contado e ensinado determinadas pedagogias, especialmente pedagogias de gênero e sexualidade restritivas, que têm sido pouco investigadas nos estudos tradicionais, e que é possível contá-las de uma outra forma a partir de uma hermenêutica indecente, nos termos da Marcella AlthausReid.
A dissertação utilizou-se de metodologia qualitativa, a saber, um levantamento documental parcial sobre mitologia mesopotâmica e lilithiana e um levantamento bibliográfico sobre a hermenêutica queer nos estudos em religião.
A intenção é investigar como as pedagogias de gênero e sexualidade têm sido operadas no mito de Lilith e de que maneira podem ser subvertidas em uma proposta indecente.

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