Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

BUROCRACIA E ACELERAÇÃO MINORITÁRIA EM DELEUZE, GUATTARI E SIMONDON

View through CrossRef
Este artigo busca expor em que consistiria uma perspectiva minoritária sobre a burocracia, isto é, uma compreensão que fosse não propriamente uma crítica externa à burocracia, mas uma reversão imanente de seus procedimentos pela aceleração de seus próprios critérios. É esta reversão que Deleuze e Guattari parecem ter exposto, processo cuja inteligibilidade, segundo a hipótese deste texto, pode ser esclarecida a partir da passagem pela concepção de angústia em Gilbert Simondon. Num primeiro momento, trata-se de realizar um sobrevoo específico da recepção que Deleuze e Guattari fazem da obra de Franz Kafka, iluminando essa recepção sob o ângulo da relação que haveria entre a burocracia e a questão minoritária. Nessa concepção, a escrita minoritária não buscaria denunciar um conteúdo oculto, mas expor aquilo que se desmonta e se transforma no ato mesmo de ser apresentado, posto que só funciona performaticamente quando não tematizado explicitamente. Em um segundo momento, recorreremos a Gilbert Simondon e aos conceitos de angústia e transindividual para pensar qual sentido pode ser dado à afirmação de Deleuze e Guattari deste poder de aceleração que residiria no encontro entre a escrita minoritária e a burocracia. Que essa relação diferencial possa gerar uma certa aceleração é o que, nos parece, pode ser esclarecido retroativamente por esse retorno à obra de Simondon. Defenderemos que a aceleração minoritária é inseparável de um regime transindividual de relações que nasce de sua própria precariedade, fazendo dessa precariedade não o obstáculo negativo mas o signo positivo de um potencial ainda não utilizado.
Faculdades Catolicas
Title: BUROCRACIA E ACELERAÇÃO MINORITÁRIA EM DELEUZE, GUATTARI E SIMONDON
Description:
Este artigo busca expor em que consistiria uma perspectiva minoritária sobre a burocracia, isto é, uma compreensão que fosse não propriamente uma crítica externa à burocracia, mas uma reversão imanente de seus procedimentos pela aceleração de seus próprios critérios.
É esta reversão que Deleuze e Guattari parecem ter exposto, processo cuja inteligibilidade, segundo a hipótese deste texto, pode ser esclarecida a partir da passagem pela concepção de angústia em Gilbert Simondon.
Num primeiro momento, trata-se de realizar um sobrevoo específico da recepção que Deleuze e Guattari fazem da obra de Franz Kafka, iluminando essa recepção sob o ângulo da relação que haveria entre a burocracia e a questão minoritária.
Nessa concepção, a escrita minoritária não buscaria denunciar um conteúdo oculto, mas expor aquilo que se desmonta e se transforma no ato mesmo de ser apresentado, posto que só funciona performaticamente quando não tematizado explicitamente.
Em um segundo momento, recorreremos a Gilbert Simondon e aos conceitos de angústia e transindividual para pensar qual sentido pode ser dado à afirmação de Deleuze e Guattari deste poder de aceleração que residiria no encontro entre a escrita minoritária e a burocracia.
Que essa relação diferencial possa gerar uma certa aceleração é o que, nos parece, pode ser esclarecido retroativamente por esse retorno à obra de Simondon.
Defenderemos que a aceleração minoritária é inseparável de um regime transindividual de relações que nasce de sua própria precariedade, fazendo dessa precariedade não o obstáculo negativo mas o signo positivo de um potencial ainda não utilizado.

Related Results

UM PODCAST SOBRE AS BIG TECHS E A BUROCRACIA: NARRATIVAS DE UMA REALIDADE AUMENTADA
UM PODCAST SOBRE AS BIG TECHS E A BUROCRACIA: NARRATIVAS DE UMA REALIDADE AUMENTADA
Introdução As grandes empresas de tecnologia, conhecidas como Big Techs, têm desempenhado um papel significativo na sociedade atual, moldando a forma como nos comunicamos, acessamo...
Cartografias da Arte: da Literatura à Imagem
Cartografias da Arte: da Literatura à Imagem
Este artigo é uma versão em português do primeiro capítulo do livro de Anne Sauvagnargues Deleuze et l’art, publicado em francês em 2005 pela Presses Universitaires de France. Mais...
The Politics of Desire
The Politics of Desire
In his preface to Deleuze and Guattari’s Anti-Oedipus, Michel Foucault notes that in the late sixties, there is a turn away from Freud anda movement toward what he calls an “experi...
Urban Free Flow: A Poetics of Parkour
Urban Free Flow: A Poetics of Parkour
Find your black holes and white walls, know them … it is the only way you will be able to dismantle them and draw your lines of flight.—Deleuze and Guattari, A Thousand Plateaus ...
Totalité, sens et structure : Gilles Deleuze, de l’histoire de la philosophie à la philosophie structuraliste (1954-1969)
Totalité, sens et structure : Gilles Deleuze, de l’histoire de la philosophie à la philosophie structuraliste (1954-1969)
Notre thèse vise à éclairer la relation de Gilles Deleuze (1925-1995) avec le structuralisme jusqu’à la fin des années 1960. Soulignons que Deleuze commence sa carrière académique ...
Felix Guattari's Schizoanalytic Ecology
Felix Guattari's Schizoanalytic Ecology
Félix Guattari’s Schizoanalytic Ecology argues that Guattari’s ecosophy, which it regards as a ‘schizoanalytic ecology’ or ‘schizoecology’ for short, is the mos...
Differenciating the Depths: A ‘Jungian Turn’ in Deleuze and Guattari Studies
Differenciating the Depths: A ‘Jungian Turn’ in Deleuze and Guattari Studies
Although it is not clear that Deleuze and Guattari were simply and unambiguously Jungians, they extensively engaged with Jung’s depth psychology in both affirmative and critical wa...
Monstrous Individuations: Deleuze, Simondon, and Relational Ontology
Monstrous Individuations: Deleuze, Simondon, and Relational Ontology
Starting with Gilbert Simondon's theory of the individual (singular and collective) and its genesis, developed in his book L'individuation psychique et collective, this article dis...

Back to Top