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Biomarcadores como ferramenta diagnóstica de pré-eclâmpsia durante o pré-natal
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Objetivo: Descrever como os biomarcadores podem ser utilizados no diagnóstico de pré-eclâmpsia durante o pré-natal. Fontes de dados: Realizou-se uma revisão sistematizada da literatura, com base em artigos científicos nos bancos de dados indexados United States National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os termos para busca de artigos foram determinados por meio dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), sendo eles: “biomarcadores”, “pré-eclâmpsia” e “diagnóstico pré-natal”. Seleção de estudos: Os critérios de inclusão foram artigos com texto completo disponíveis gratuitamente; entre 2019 e 2024; e, posteriormente, incluindo estudos transversais, descritivos, coorte retrospectivo e um estudo bibliográfico descritivo; nos idiomas português e inglês. Coleta de dados: Dentre os 16 artigos encontrados, 4 foram excluídos pelos títulos e 2 por não abordarem o tema. Os 10 artigos restantes ficaram para leitura e construção do presente estudo. Resultados: Após a análise dos estudos selecionados, foi possível verificar que em todo o decorrer da gestação há o aumento das concentrações plasmáticas de fatores pró-angiogênicos, como o fator de crescimento placentário (PIGF), e antiangiogênicos, como a proteína tirosinaquinase fms solúvel tipo 1 (sFlt-1), que são liberados pela placenta. Nos quadros de pré-eclâmpsia (PE), os níveis de sFIt-1 estão aumentados, enquanto os de PIGF estão diminuídos. A razão sFlt-1/PlGF se encontra aumentada antes e durante o curso da doença e, logo, pode ser utilizada para rastreamento de gestantes de 20 a 36 semanas e com suspeita clínica de PE. Dos dez artigos selecionados, três destacam que os resultados da razão sFlt-1/PlGF, quando associados aos dados coletados da história clínica das pacientes, têm alta sensibilidade e valor preditivo negativo para diagnóstico de pré-eclâmpsia no pré-natal. Também foi possível constatar que quando os biomarcadores são medidos em mulheres com fatores de risco, mas sem proteinúria, disfunção orgânica materna e/ou disfunção uteroplacentária, podem ajudar na estratificação de risco e no planejamento de cuidados gestacionais como forma de prevenir a PE. Outros estudos demonstram que, independentemente da idade gestacional, o valor de corte da razão sFlt-1/PlGF foi de ≤38, ajudando a descartar o possível desenvolvimento de PE em até 4 semanas, e que valores ≥85 e ≥110 têm finalidade diagnóstica para PE precoce e PE tardia, respectivamente. Conclusão: O uso de biomarcadores na prática clínica obstétrica não substitui os exames diagnósticos tradicionais, mas é um excelente preditor do prognóstico em curto prazo, podendo auxiliar na conduta clínica e no manejo de casos de pacientes de risco, além de evitar complicações, como eclâmpsia iminente, hipertensão grave e internações hospitalares desnecessárias.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: Biomarcadores como ferramenta diagnóstica de pré-eclâmpsia durante o pré-natal
Description:
Objetivo: Descrever como os biomarcadores podem ser utilizados no diagnóstico de pré-eclâmpsia durante o pré-natal.
Fontes de dados: Realizou-se uma revisão sistematizada da literatura, com base em artigos científicos nos bancos de dados indexados United States National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).
Os termos para busca de artigos foram determinados por meio dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), sendo eles: “biomarcadores”, “pré-eclâmpsia” e “diagnóstico pré-natal”.
Seleção de estudos: Os critérios de inclusão foram artigos com texto completo disponíveis gratuitamente; entre 2019 e 2024; e, posteriormente, incluindo estudos transversais, descritivos, coorte retrospectivo e um estudo bibliográfico descritivo; nos idiomas português e inglês.
Coleta de dados: Dentre os 16 artigos encontrados, 4 foram excluídos pelos títulos e 2 por não abordarem o tema.
Os 10 artigos restantes ficaram para leitura e construção do presente estudo.
Resultados: Após a análise dos estudos selecionados, foi possível verificar que em todo o decorrer da gestação há o aumento das concentrações plasmáticas de fatores pró-angiogênicos, como o fator de crescimento placentário (PIGF), e antiangiogênicos, como a proteína tirosinaquinase fms solúvel tipo 1 (sFlt-1), que são liberados pela placenta.
Nos quadros de pré-eclâmpsia (PE), os níveis de sFIt-1 estão aumentados, enquanto os de PIGF estão diminuídos.
A razão sFlt-1/PlGF se encontra aumentada antes e durante o curso da doença e, logo, pode ser utilizada para rastreamento de gestantes de 20 a 36 semanas e com suspeita clínica de PE.
Dos dez artigos selecionados, três destacam que os resultados da razão sFlt-1/PlGF, quando associados aos dados coletados da história clínica das pacientes, têm alta sensibilidade e valor preditivo negativo para diagnóstico de pré-eclâmpsia no pré-natal.
Também foi possível constatar que quando os biomarcadores são medidos em mulheres com fatores de risco, mas sem proteinúria, disfunção orgânica materna e/ou disfunção uteroplacentária, podem ajudar na estratificação de risco e no planejamento de cuidados gestacionais como forma de prevenir a PE.
Outros estudos demonstram que, independentemente da idade gestacional, o valor de corte da razão sFlt-1/PlGF foi de ≤38, ajudando a descartar o possível desenvolvimento de PE em até 4 semanas, e que valores ≥85 e ≥110 têm finalidade diagnóstica para PE precoce e PE tardia, respectivamente.
Conclusão: O uso de biomarcadores na prática clínica obstétrica não substitui os exames diagnósticos tradicionais, mas é um excelente preditor do prognóstico em curto prazo, podendo auxiliar na conduta clínica e no manejo de casos de pacientes de risco, além de evitar complicações, como eclâmpsia iminente, hipertensão grave e internações hospitalares desnecessárias.
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