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Biomarcadores Inflamatórios na Predição de Resposta a Imunoterapia em Pacientes com Dermatite Atópica
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A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, lesões eczematosas e disfunção da barreira epidérmica, associada a uma resposta imune Th2 predominante. Afeta 10-20% das crianças e 1-3% dos adultos em países industrializados, com impactos psicossociais e comorbidades alérgicas. Terapias convencionais, como corticosteroides, apresentam limitações, enquanto imunobiológicos e imunoterapia alérgeno-específica (ITA) surgem como opções promissoras, mas com resposta variável, destacando a importância de biomarcadores inflamatórios. Este estudo realizou uma revisão abrangente da literatura para investigar o papel dos biomarcadores inflamatórios na predição de resposta à imunoterapia em pacientes com DA, visando contribuir para a personalização do tratamento. Foi conduzida uma revisão exploratória e qualitativa nas bases PubMed, MedlinePlus, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando descritores do DeCS ("Dermatite Atópica", "Biomarcadores", "Imunoterapia", "Inflamação", "Citocinas", "Imunobiológicos"). Foram incluídos artigos, revisões sistemáticas, dissertações e teses em inglês ou português, de 2015 a 2024, que abordassem biomarcadores como IgE, IL-13, IL-31 e CCL17/TARC. Após identificar 38 estudos, 25 foram selecionados para análise detalhada. Biomarcadores como IL-13, IL-31, CCL17/TARC e IgE sérica são cruciais para avaliar a gravidade da DA e prever a resposta à ITA e imunobiológicos, como dupilumabe, que alcançou até 75% de redução no EASI. A heterogeneidade da DA e a falta de padronização na mensuração de biomarcadores limitam sua aplicação clínica. Tecnologias ômicas e inteligência artificial mostram potencial para integrar dados e melhorar a estratificação de pacientes. A revisão destaca a relevância de biomarcadores inflamatórios para personalizar o tratamento da DA. Apesar dos avanços, desafios como a variabilidade interindividual e a falta de padronização persistem. Pesquisas futuras devem focar na validação de painéis de biomarcadores e no desenvolvimento de novos imunobiológicos para otimizar a medicina de precisão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Nilton Lins University
Title: Biomarcadores Inflamatórios na Predição de Resposta a Imunoterapia em Pacientes com Dermatite Atópica
Description:
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, lesões eczematosas e disfunção da barreira epidérmica, associada a uma resposta imune Th2 predominante.
Afeta 10-20% das crianças e 1-3% dos adultos em países industrializados, com impactos psicossociais e comorbidades alérgicas.
Terapias convencionais, como corticosteroides, apresentam limitações, enquanto imunobiológicos e imunoterapia alérgeno-específica (ITA) surgem como opções promissoras, mas com resposta variável, destacando a importância de biomarcadores inflamatórios.
Este estudo realizou uma revisão abrangente da literatura para investigar o papel dos biomarcadores inflamatórios na predição de resposta à imunoterapia em pacientes com DA, visando contribuir para a personalização do tratamento.
Foi conduzida uma revisão exploratória e qualitativa nas bases PubMed, MedlinePlus, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando descritores do DeCS ("Dermatite Atópica", "Biomarcadores", "Imunoterapia", "Inflamação", "Citocinas", "Imunobiológicos").
Foram incluídos artigos, revisões sistemáticas, dissertações e teses em inglês ou português, de 2015 a 2024, que abordassem biomarcadores como IgE, IL-13, IL-31 e CCL17/TARC.
Após identificar 38 estudos, 25 foram selecionados para análise detalhada.
Biomarcadores como IL-13, IL-31, CCL17/TARC e IgE sérica são cruciais para avaliar a gravidade da DA e prever a resposta à ITA e imunobiológicos, como dupilumabe, que alcançou até 75% de redução no EASI.
A heterogeneidade da DA e a falta de padronização na mensuração de biomarcadores limitam sua aplicação clínica.
Tecnologias ômicas e inteligência artificial mostram potencial para integrar dados e melhorar a estratificação de pacientes.
A revisão destaca a relevância de biomarcadores inflamatórios para personalizar o tratamento da DA.
Apesar dos avanços, desafios como a variabilidade interindividual e a falta de padronização persistem.
Pesquisas futuras devem focar na validação de painéis de biomarcadores e no desenvolvimento de novos imunobiológicos para otimizar a medicina de precisão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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