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Desafios da Autogestão na Reciclagem Popular

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Este artigo tem por objetivo sistematizar os principais fatores no processo de autogestão das associações e cooperativas de catadoras/es de materiais recicláveis identificando desafios e estratégias adotadas. Será apresentado o conceito e o processo de construção da reciclagem popular. A mobilização das/os catadoras/es através do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), resultou em avanços nas políticas públicas no Brasil na última década. O conceito de reciclagem popular, elaborado pelo MNCR, aborda o modelo de gestão integrada de resíduos sólidos onde a reciclagem é feita por catadoras/es organizadas/os em associações e cooperativas autogestionárias. O 1º Plano Nacional de Economia Solidária (2015-2019) afirma que as práticas autogestionárias estão contribuindo para a emancipação das/os trabalhadoras/es associadas/os. De acordo com Antônio Cruz (2013) a autogestão resulta na construção de novas relações sociais de produção igualitárias. Neusa Maria Dal Ri e Candido Giraldez Vieitez (2013) realçam o protagonismo das/os trabalhadoras/es coletivas/os no processo de produção e reprodução da vida social. A análise das características sócio-políticas e econômicas de 36 empreendimentos de catadoras/es no Estado do Rio Grande do Sul, abordando vários aspectos da autogestão como participação das catadoras, processos de formação, inclusão socioeconômica de catadoras/es e atuação em rede, apresenta desafios da autogestão e capacidades potenciais. A análise da experiência de catadoras/es em Gravataí/RS aponta o desafio de combinar a prestação de serviços de qualidade, com autogestão, cultivando relações baseadas em princípios de cooperação e solidariedade. O artigo finaliza com considerações sobre avanços e desafios para as práticas autogestionárias na reciclagem popular.
Title: Desafios da Autogestão na Reciclagem Popular
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Este artigo tem por objetivo sistematizar os principais fatores no processo de autogestão das associações e cooperativas de catadoras/es de materiais recicláveis identificando desafios e estratégias adotadas.
Será apresentado o conceito e o processo de construção da reciclagem popular.
A mobilização das/os catadoras/es através do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), resultou em avanços nas políticas públicas no Brasil na última década.
O conceito de reciclagem popular, elaborado pelo MNCR, aborda o modelo de gestão integrada de resíduos sólidos onde a reciclagem é feita por catadoras/es organizadas/os em associações e cooperativas autogestionárias.
O 1º Plano Nacional de Economia Solidária (2015-2019) afirma que as práticas autogestionárias estão contribuindo para a emancipação das/os trabalhadoras/es associadas/os.
De acordo com Antônio Cruz (2013) a autogestão resulta na construção de novas relações sociais de produção igualitárias.
Neusa Maria Dal Ri e Candido Giraldez Vieitez (2013) realçam o protagonismo das/os trabalhadoras/es coletivas/os no processo de produção e reprodução da vida social.
A análise das características sócio-políticas e econômicas de 36 empreendimentos de catadoras/es no Estado do Rio Grande do Sul, abordando vários aspectos da autogestão como participação das catadoras, processos de formação, inclusão socioeconômica de catadoras/es e atuação em rede, apresenta desafios da autogestão e capacidades potenciais.
A análise da experiência de catadoras/es em Gravataí/RS aponta o desafio de combinar a prestação de serviços de qualidade, com autogestão, cultivando relações baseadas em princípios de cooperação e solidariedade.
O artigo finaliza com considerações sobre avanços e desafios para as práticas autogestionárias na reciclagem popular.

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