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PÊNFIGO FOLIÁCEO EM CÃO JOVEM- RELATO DE CASO
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1 INTRODUÇÃO O pênfigo foliáceo (PF) é considerado uma dermatopatia imune que pode apresentar lesões com formação de pústulas ou crostas. É uma das dermatoses autoimunes mais comuns de ocorrer em cães e gatos de meia idade a idosos, sendo rara quando comparado as demais dermatopatias autoimunes apresentadas nos animais de companhia. Não há predisposição quanto ao sexo nem faixa etária, no entanto, existe predisposição racial em cães como, Cocker Spainel, Dachshund, Poodle, Akita, Chow Chow, Labrador, Collie, Pastor Alemão e Shar Pei. Sua etiologia ainda não é esclarecida, no entanto, inúmeros fatores associados (exposição aos raios ultravioleta, histórico de doenças cutâneas crônicas, administração prévia de determinados medicamento) predispõe à falhas terapêuticas e recidivas. 2 OBJETIVOS O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de pênfigo foliáceo em cão jovem e seu tratamento. 3 MATERIAL E METÓDOS Descreve um caso de um cão, macho inteiro, sem raça definida, 3 anos, pesando 25kg. Animal foi atendido com queixas de apatia, hiporexia e feridas em região de narinas e virilhas. Ao exame físico, o animal apresentava apatia, desidratação leve 5%, febre de 41ºC, na avaliação dermatológica foram observadas lesões alopécicas, eritematosas, crostosas em região de plano nasal, periocular, inguinal e regiões interdigitais de todos os membros. A partir do histórico do animal e das lesões de pele, suspeitou de diagnósticos diferenciais de pênfigo foliáceo, lúpus eritematoso, leishmaniose cutânea, demodicose, dermatofitose. O paciente foi submetido a exames hematológicos que apresentaram leucocitose 23.800 sem desvio a esquerda, bioquímicos sem alterações, exame parasitógico de raspado de pele negativo, micológico negativo, pesquisa de células LE negativas, teste rápido imunocromatográfico de antígeno para o vírus da cinomose canina negativo e sorologia de leishmaniose também negativo. Foi então solicitado exame de histopatológico das regiões de lesões de pele que revelaram dermatite intraepidermal pustular subcorneal com acantólise compatível com pênfigo foliáceo. 4 RESULTADOS Devido diagnóstico de pênfigo foliáceo foi instituído tratamento com corticoide em dose imunossupressora com prednisona na dose de 2mg/Kg a cada 12 horas até novas recomendações, antibioticoterapia com amoxicilina + clavulanato de potássio na dose 22mg/Kg a cada 8 horas por 30 dias. Animal veio em retorno em 20 dias de início de tratamento, no entanto não houve melhoras significativas das lesões e persistia quadro febril. Foi então associado novo imunossupressor a azatioprina na dose de 2mg/Kg a cada 24 horas e banhos com permangato de potássio o qual auxiliam na cicatrização das lesões de pele. Após 20 dias da associação do corticoide à azatioprina notou-se melhora das lesões dermatológicas e ausência dos demais sinais clínicos. Foi então suspendido azatioprina e reduzida a dose do corticoide de forma gradativa até 0,5 mg/kg a cada 24 horas para a manutenção e/ou remissão da doença. 5 CONCLUSÃO Conclui-se que a conduta clínica diagnóstica juntamente com o tratamento com imunossupressores foram fundamentais para estabilização do paciente e prognóstico favorável da doença. PALAVRAS-CHAVE: pênfigo, autoimune, imunossupressão, cão
Title: PÊNFIGO FOLIÁCEO EM CÃO JOVEM- RELATO DE CASO
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1 INTRODUÇÃO O pênfigo foliáceo (PF) é considerado uma dermatopatia imune que pode apresentar lesões com formação de pústulas ou crostas.
É uma das dermatoses autoimunes mais comuns de ocorrer em cães e gatos de meia idade a idosos, sendo rara quando comparado as demais dermatopatias autoimunes apresentadas nos animais de companhia.
Não há predisposição quanto ao sexo nem faixa etária, no entanto, existe predisposição racial em cães como, Cocker Spainel, Dachshund, Poodle, Akita, Chow Chow, Labrador, Collie, Pastor Alemão e Shar Pei.
Sua etiologia ainda não é esclarecida, no entanto, inúmeros fatores associados (exposição aos raios ultravioleta, histórico de doenças cutâneas crônicas, administração prévia de determinados medicamento) predispõe à falhas terapêuticas e recidivas.
2 OBJETIVOS O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de pênfigo foliáceo em cão jovem e seu tratamento.
3 MATERIAL E METÓDOS Descreve um caso de um cão, macho inteiro, sem raça definida, 3 anos, pesando 25kg.
Animal foi atendido com queixas de apatia, hiporexia e feridas em região de narinas e virilhas.
Ao exame físico, o animal apresentava apatia, desidratação leve 5%, febre de 41ºC, na avaliação dermatológica foram observadas lesões alopécicas, eritematosas, crostosas em região de plano nasal, periocular, inguinal e regiões interdigitais de todos os membros.
A partir do histórico do animal e das lesões de pele, suspeitou de diagnósticos diferenciais de pênfigo foliáceo, lúpus eritematoso, leishmaniose cutânea, demodicose, dermatofitose.
O paciente foi submetido a exames hematológicos que apresentaram leucocitose 23.
800 sem desvio a esquerda, bioquímicos sem alterações, exame parasitógico de raspado de pele negativo, micológico negativo, pesquisa de células LE negativas, teste rápido imunocromatográfico de antígeno para o vírus da cinomose canina negativo e sorologia de leishmaniose também negativo.
Foi então solicitado exame de histopatológico das regiões de lesões de pele que revelaram dermatite intraepidermal pustular subcorneal com acantólise compatível com pênfigo foliáceo.
4 RESULTADOS Devido diagnóstico de pênfigo foliáceo foi instituído tratamento com corticoide em dose imunossupressora com prednisona na dose de 2mg/Kg a cada 12 horas até novas recomendações, antibioticoterapia com amoxicilina + clavulanato de potássio na dose 22mg/Kg a cada 8 horas por 30 dias.
Animal veio em retorno em 20 dias de início de tratamento, no entanto não houve melhoras significativas das lesões e persistia quadro febril.
Foi então associado novo imunossupressor a azatioprina na dose de 2mg/Kg a cada 24 horas e banhos com permangato de potássio o qual auxiliam na cicatrização das lesões de pele.
Após 20 dias da associação do corticoide à azatioprina notou-se melhora das lesões dermatológicas e ausência dos demais sinais clínicos.
Foi então suspendido azatioprina e reduzida a dose do corticoide de forma gradativa até 0,5 mg/kg a cada 24 horas para a manutenção e/ou remissão da doença.
5 CONCLUSÃO Conclui-se que a conduta clínica diagnóstica juntamente com o tratamento com imunossupressores foram fundamentais para estabilização do paciente e prognóstico favorável da doença.
PALAVRAS-CHAVE: pênfigo, autoimune, imunossupressão, cão.
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