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A forma difícil: verso, corte e montagem nas poéticas de Carlito Azevedo e Edimilson de Almeida Pereira
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Resumo Uma das linhas de força da poesia brasileira contemporânea diz respeito aos modos de sobrevivência da tradição da modernidade na contemporaneidade. O reconhecimento dos modos de permanência e ruptura entre o moderno e o contemporâneo pode ser analisado a partir do estudo da forma composicional do poema. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é analisar, nas poéticas de Carlito Azevedo e Edimilson de Almeida Pereira, a elaboração formal do verso, destacando, de um lado, como os dois poetas dialogam com a tradição da modernidade a partir da noção de “crise de/do verso”, à luz das reflexões teóricas de Mallarmé, Valéry e Siscar, e de outro analisar a construção do verso em ambos os poetas desde os modos de agenciamento do corte e da montagem. Sobre as noções de corte e montagem, a principal referência teórica é o pensamento crítico de Georges Didi-Huberman, a partir do qual, aventa-se a hipótese de que o corte e a montagem dos versos operam pela lógica da fragmentação, da disjunção e da desestabilização da forma. A partir da análise dos poemas, pode-se concluir, ainda que parcialmente, que a escolha formal de elaboração do verso coloca em xeque os discursos que acusam a poesia brasileira contemporânea de uma linguagem que despreza a forma, mas também abre a possibilidade de pensar o corte e a montagem do verso como o lugar de convergência das imagens.
Title: A forma difícil: verso, corte e montagem nas poéticas de Carlito Azevedo e Edimilson de Almeida Pereira
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Resumo Uma das linhas de força da poesia brasileira contemporânea diz respeito aos modos de sobrevivência da tradição da modernidade na contemporaneidade.
O reconhecimento dos modos de permanência e ruptura entre o moderno e o contemporâneo pode ser analisado a partir do estudo da forma composicional do poema.
Nesse sentido, o objetivo deste artigo é analisar, nas poéticas de Carlito Azevedo e Edimilson de Almeida Pereira, a elaboração formal do verso, destacando, de um lado, como os dois poetas dialogam com a tradição da modernidade a partir da noção de “crise de/do verso”, à luz das reflexões teóricas de Mallarmé, Valéry e Siscar, e de outro analisar a construção do verso em ambos os poetas desde os modos de agenciamento do corte e da montagem.
Sobre as noções de corte e montagem, a principal referência teórica é o pensamento crítico de Georges Didi-Huberman, a partir do qual, aventa-se a hipótese de que o corte e a montagem dos versos operam pela lógica da fragmentação, da disjunção e da desestabilização da forma.
A partir da análise dos poemas, pode-se concluir, ainda que parcialmente, que a escolha formal de elaboração do verso coloca em xeque os discursos que acusam a poesia brasileira contemporânea de uma linguagem que despreza a forma, mas também abre a possibilidade de pensar o corte e a montagem do verso como o lugar de convergência das imagens.
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