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A luta coletiva em A marquesa de Vale Negro, de Maria O’Neill

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Resumo: Os romances de Maria O’Neill (1876-1932), escritora portuguesa feminista, espírita e socialista comprometida, eram considerados por muitos conservadores como propaganda de ideias perigosas. Em sua prolífica e diversificada carreira, O’Neill, efetivamente, registrou e deu publicidade à experiência feminina e feminista do início do século XX. Os seus textos apresentavam e discutiam não só os atores que subjugavam, diminuíam e limitavam a existência das mulheres, mas, sobretudo, as possibilidades e as potencialidades que elas dispunham para transgredir e superar tais impedimentos. Em A marquesa de Vale Negro, de 1914, Maria O’Neill aponta os efeitos nocivos da rivalidade feminina instaurada e mantida pelo patriarcado. Seguir os passos da escritora no Brasil também é revelar os percursos do feminismo e do espiritismo no país. Sem finais conciliatórios, seus textos afirmam a importância da mobilização e da luta coletiva para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa. Abstract: The novels of Maria O’Neill (1873-1932), a committed Portuguese feminist, spiritualist and socialist writer, were considered by many conservatives as propaganda for dangerous ideas. In her prolific and diverse career, O'Neill has effectively registered and publicized the feminine and feminist experience of the early 20th century. Her texts presented and discussed not only the actors who subjugated, diminished and limited the existence of women, but, above all, the possibilities and potential that they had to transgress and overcome such impediments. In A marquesa de Vale Negro, of 1914, Maria O'Neill points out the harmful effects of the female rivalry established and maintained by the patriarchy. Following in the footsteps of the writer in Brazil is also revealing the paths of feminism and spiritualism in the country. Without conciliatory endings, Her texts affirm the importance of mobilization and collective struggle for the construction of a more egalitarian and just society. Resumen: Las novelas de Maria O’Neill (1876-1932), escritora feminista, espiritista y socialista comprometida portuguesa, fueron consideradas por muchos conservadores como propaganda de ideas peligrosas. En su prolífica y diversa carrera, O'Neill registró y publicitó con eficacia la experiencia femenina y feminista de principios del siglo XX. Sus textos presentaban y discutían no sólo a los actores que subyugaron, menospreciaron y limitaron la existencia de las mujeres, sino, sobre todo, las posibilidades y potencias que tenían para transgredir y superar tales impedimentos. En A Marquesa de Vale Negro, de 1914, Maria O'Neill señala los efectos nocivos de la rivalidad femenina instaurada y sostenida por el patriarcado. Seguir los pasos de la escritora en Brasil es también revelar los caminos del feminismo y el espiritismo en el país. Sin finales conciliadores, sus textos afirman la importancia de la movilización y la lucha colectiva para la construcción de una sociedad más igualitaria y justa.
Universidade Estadual da Paraíba
Title: A luta coletiva em A marquesa de Vale Negro, de Maria O’Neill
Description:
Resumo: Os romances de Maria O’Neill (1876-1932), escritora portuguesa feminista, espírita e socialista comprometida, eram considerados por muitos conservadores como propaganda de ideias perigosas.
Em sua prolífica e diversificada carreira, O’Neill, efetivamente, registrou e deu publicidade à experiência feminina e feminista do início do século XX.
Os seus textos apresentavam e discutiam não só os atores que subjugavam, diminuíam e limitavam a existência das mulheres, mas, sobretudo, as possibilidades e as potencialidades que elas dispunham para transgredir e superar tais impedimentos.
Em A marquesa de Vale Negro, de 1914, Maria O’Neill aponta os efeitos nocivos da rivalidade feminina instaurada e mantida pelo patriarcado.
Seguir os passos da escritora no Brasil também é revelar os percursos do feminismo e do espiritismo no país.
Sem finais conciliatórios, seus textos afirmam a importância da mobilização e da luta coletiva para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa.
Abstract: The novels of Maria O’Neill (1873-1932), a committed Portuguese feminist, spiritualist and socialist writer, were considered by many conservatives as propaganda for dangerous ideas.
In her prolific and diverse career, O'Neill has effectively registered and publicized the feminine and feminist experience of the early 20th century.
Her texts presented and discussed not only the actors who subjugated, diminished and limited the existence of women, but, above all, the possibilities and potential that they had to transgress and overcome such impediments.
In A marquesa de Vale Negro, of 1914, Maria O'Neill points out the harmful effects of the female rivalry established and maintained by the patriarchy.
Following in the footsteps of the writer in Brazil is also revealing the paths of feminism and spiritualism in the country.
Without conciliatory endings, Her texts affirm the importance of mobilization and collective struggle for the construction of a more egalitarian and just society.
Resumen: Las novelas de Maria O’Neill (1876-1932), escritora feminista, espiritista y socialista comprometida portuguesa, fueron consideradas por muchos conservadores como propaganda de ideas peligrosas.
En su prolífica y diversa carrera, O'Neill registró y publicitó con eficacia la experiencia femenina y feminista de principios del siglo XX.
Sus textos presentaban y discutían no sólo a los actores que subyugaron, menospreciaron y limitaron la existencia de las mujeres, sino, sobre todo, las posibilidades y potencias que tenían para transgredir y superar tales impedimentos.
En A Marquesa de Vale Negro, de 1914, Maria O'Neill señala los efectos nocivos de la rivalidad femenina instaurada y sostenida por el patriarcado.
Seguir los pasos de la escritora en Brasil es también revelar los caminos del feminismo y el espiritismo en el país.
Sin finales conciliadores, sus textos afirman la importancia de la movilización y la lucha colectiva para la construcción de una sociedad más igualitaria y justa.

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