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Perfil metabólico de caprinos sob restrição alimentar e realimentação

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O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da restrição alimentar e da realimentação sobre o perfil metabólico de caprinos. No experimento, foram utilizados 25 caprinos castrados, separados em baias coletivas. O período experimental foi de 114 dias, compreendido por uma adaptação de 30 dias, onde receberam alimento volumoso e concentrado, além de água à vontade, 42 dias de restrição alimentar e 42 dias de realimentação. Os animais foram divididos em 5 grupos de 5 (G1, G2, G3, G4 e G5) e submetidos a restrição alimentar isoproteica / hipoenergética (40% - G1); isoenergética / hipoproteica (20% - G2) isoproteica / hipoenergética (20% - G3); isoenergética / hipoproteica (40% - G4) e hipoproteica / hipoenergética (30% - G5), posteriormente realimentados com dietas hiperproteicas e hiperenergeticas. As amostras de sangue foram coletadas nos dias 0, 1, 3, 7, 14, 21, 28, 35 e 42, de restrição e 0, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 da realimentação. Na análise hematológica foram feitas contagem total de hemácias, contagem global de leucócitos, hematócrito e proteínas plasmáticas. Já para avaliação do perfil metabólico dos animais, as variáveis energéticas analisadas foram: glicose, colesterol e triglicerídeos; enquanto que as variáveis proteicas foram: proteína total, ureia, albumina, creatinina, globulinas, e metabolitos de ação enzimática creatina quinase (CK), aspartato transaminase (AST) e gama glutamiltrasferase (GGT). Durante o período de restrição, a glicose não apresentou diferenças entre os tratamentos. No entanto, observou-se aumento significativo (p<0,05) entre os tempos T0 e T1. Grande parte dos valores obtidos para o colesterol, se manteve dentro dos valores de referência e apenas os grupos G3, G4 e G5 diferiram entres os tempos. Com relação ao triglicerídeos, observou-se diferença (p<0,05) entre G4 e G5 no T7. Já no T42, os grupos G2 e G3 diferiram entre si, assim como os tratamentos G3 e G5. Para os valores de ureia os grupos G2 e G4 apresentaram os menores valores entre todos, ao longo do experimento. Para as proteínas totais, o tratamento G5, apresentou diminuição (p<0,05) dos valores séricos, após o 21º dia do experimento. As alterações metabólicas aos quais os animais foram submetidos neste estudo, não foram suficientes para causar lesão hepática nos mesmos, de acordo com os valores de AST, GGT. Já na fase de realimentação, mesmo após a readequação do nível de energia e proteína, não houve retorno aos níveis normais de colesterol, nos tratamentos G4 e G5. O G2 e G5 apresentaram médias abaixo dos valores de referência, para a variável glicose. No momento T1, o grupo G3 apresentou menores concentrações de ureia. A albumina voltou aos valores normais após 28 dias, e assim permaneceu até o fim. Já os níveis de CK foram normalizados a partir do T1, com exceção do G4, cuja a normalização se deu no T7. Dentre as variáveis analisadas, a glicose, a proteína total e albumina, não se mostraram eficientes para detectar as carências propostas nas dietas restritivas, enquanto que o colesterol, triglicerídeos, ureia e globulinas permitiram a identificação de carências proteico-energéticas de curto e médio prazo. A realimentação promoveu, em alguns grupos, o reestabelecimento dos níveis de alguns metabolitos de caráter proteicos e energéticos. Os grupos mantidos com dietas hipoproteicas ou hipoproteicas e hipoenergéticas apresentaram maiores dificuldades para tal reestabelecimento.
Editora da Universidade Federal Rural do Semi-Arido - EdUFERSA
Title: Perfil metabólico de caprinos sob restrição alimentar e realimentação
Description:
O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da restrição alimentar e da realimentação sobre o perfil metabólico de caprinos.
No experimento, foram utilizados 25 caprinos castrados, separados em baias coletivas.
O período experimental foi de 114 dias, compreendido por uma adaptação de 30 dias, onde receberam alimento volumoso e concentrado, além de água à vontade, 42 dias de restrição alimentar e 42 dias de realimentação.
Os animais foram divididos em 5 grupos de 5 (G1, G2, G3, G4 e G5) e submetidos a restrição alimentar isoproteica / hipoenergética (40% - G1); isoenergética / hipoproteica (20% - G2) isoproteica / hipoenergética (20% - G3); isoenergética / hipoproteica (40% - G4) e hipoproteica / hipoenergética (30% - G5), posteriormente realimentados com dietas hiperproteicas e hiperenergeticas.
As amostras de sangue foram coletadas nos dias 0, 1, 3, 7, 14, 21, 28, 35 e 42, de restrição e 0, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 da realimentação.
Na análise hematológica foram feitas contagem total de hemácias, contagem global de leucócitos, hematócrito e proteínas plasmáticas.
Já para avaliação do perfil metabólico dos animais, as variáveis energéticas analisadas foram: glicose, colesterol e triglicerídeos; enquanto que as variáveis proteicas foram: proteína total, ureia, albumina, creatinina, globulinas, e metabolitos de ação enzimática creatina quinase (CK), aspartato transaminase (AST) e gama glutamiltrasferase (GGT).
Durante o período de restrição, a glicose não apresentou diferenças entre os tratamentos.
No entanto, observou-se aumento significativo (p<0,05) entre os tempos T0 e T1.
Grande parte dos valores obtidos para o colesterol, se manteve dentro dos valores de referência e apenas os grupos G3, G4 e G5 diferiram entres os tempos.
Com relação ao triglicerídeos, observou-se diferença (p<0,05) entre G4 e G5 no T7.
Já no T42, os grupos G2 e G3 diferiram entre si, assim como os tratamentos G3 e G5.
Para os valores de ureia os grupos G2 e G4 apresentaram os menores valores entre todos, ao longo do experimento.
Para as proteínas totais, o tratamento G5, apresentou diminuição (p<0,05) dos valores séricos, após o 21º dia do experimento.
As alterações metabólicas aos quais os animais foram submetidos neste estudo, não foram suficientes para causar lesão hepática nos mesmos, de acordo com os valores de AST, GGT.
Já na fase de realimentação, mesmo após a readequação do nível de energia e proteína, não houve retorno aos níveis normais de colesterol, nos tratamentos G4 e G5.
O G2 e G5 apresentaram médias abaixo dos valores de referência, para a variável glicose.
No momento T1, o grupo G3 apresentou menores concentrações de ureia.
A albumina voltou aos valores normais após 28 dias, e assim permaneceu até o fim.
Já os níveis de CK foram normalizados a partir do T1, com exceção do G4, cuja a normalização se deu no T7.
Dentre as variáveis analisadas, a glicose, a proteína total e albumina, não se mostraram eficientes para detectar as carências propostas nas dietas restritivas, enquanto que o colesterol, triglicerídeos, ureia e globulinas permitiram a identificação de carências proteico-energéticas de curto e médio prazo.
A realimentação promoveu, em alguns grupos, o reestabelecimento dos níveis de alguns metabolitos de caráter proteicos e energéticos.
Os grupos mantidos com dietas hipoproteicas ou hipoproteicas e hipoenergéticas apresentaram maiores dificuldades para tal reestabelecimento.

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