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Índice tornozelo-braquial na doença renal crônica não dialítica

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A doença renal crônica representa um desafio de saúde pública de abrangência global, devido suas elevadas taxas de morbidade e mortalidade com um significativo impacto socioeconômico, apresentando altos custos ao longo do tratamento, além de ser um importante fator de risco para a presença, gravidade e progressão das doenças cardiovasculares. Este estudo objetiva avaliar a associação do índice tornozelo-braquial como preditor de doença cardiovascular em portadores de doença renal crônica não dialítica acompanhados no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão. Estudo analítico, longitudinal, do tipo coorte com 128 indivíduos nos estágios 3a, 3b e 4, avaliados em três momentos: t1 (inclusão), t2 (12 meses), t3 (24 meses). A coleta de dados foi obtida por aplicação de um questionário para obter informações referentes aos dados demográficos, socioeconômicos e clínicos. Para avaliar a relação do índice tornozelo-braquial e escore de cálcio foi ajustado o modelo linear de efeitos mistos, considerando o escore de cálcio como variável dependente e tendo como variáveis independentes o índice tornozelo-braquial e algumas características clínicas dos pacientes nos diferentes momentos do estudo. Para realização dos testes estatísticos e ajuste dos modelos foi utilizado o programa R. O nível de significância considerado foi de 5%. Houve predominância de indivíduos no estágio 3b da doença renal crônica, observou-se tendência de diminuição do índice tornozelo-braquial e elevação do escore de cálcio em todos os estágios da doença. O índice tornozelo-braquial nos três momentos não apresentou diferença entre os grupos (p-valor 0,685). Entretanto, houve diferença em relação ao tempo (p-valor 0,045). O escore de cálcio também não apresentou diferença entre os grupos, apenas no tocante ao tempo (p-valor < 0,001). Na relação do índice tornozelo-braquial com o Escore de Cálcio, a glicemia apresentou correlação positiva (r 0,99 e p-valor 0,0004) e o índice tornozelo-braquial apresentou correlação negativa (p-valor 0,0047). Houve uma tendência a redução do índice tornozelo-braquial, que permaneceu nos estágios da doença renal crônica. O escore de cálcio, aumentou, principalmente no estágio 4 da doença renal.
Title: Índice tornozelo-braquial na doença renal crônica não dialítica
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A doença renal crônica representa um desafio de saúde pública de abrangência global, devido suas elevadas taxas de morbidade e mortalidade com um significativo impacto socioeconômico, apresentando altos custos ao longo do tratamento, além de ser um importante fator de risco para a presença, gravidade e progressão das doenças cardiovasculares.
Este estudo objetiva avaliar a associação do índice tornozelo-braquial como preditor de doença cardiovascular em portadores de doença renal crônica não dialítica acompanhados no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.
Estudo analítico, longitudinal, do tipo coorte com 128 indivíduos nos estágios 3a, 3b e 4, avaliados em três momentos: t1 (inclusão), t2 (12 meses), t3 (24 meses).
A coleta de dados foi obtida por aplicação de um questionário para obter informações referentes aos dados demográficos, socioeconômicos e clínicos.
Para avaliar a relação do índice tornozelo-braquial e escore de cálcio foi ajustado o modelo linear de efeitos mistos, considerando o escore de cálcio como variável dependente e tendo como variáveis independentes o índice tornozelo-braquial e algumas características clínicas dos pacientes nos diferentes momentos do estudo.
Para realização dos testes estatísticos e ajuste dos modelos foi utilizado o programa R.
O nível de significância considerado foi de 5%.
Houve predominância de indivíduos no estágio 3b da doença renal crônica, observou-se tendência de diminuição do índice tornozelo-braquial e elevação do escore de cálcio em todos os estágios da doença.
O índice tornozelo-braquial nos três momentos não apresentou diferença entre os grupos (p-valor 0,685).
Entretanto, houve diferença em relação ao tempo (p-valor 0,045).
O escore de cálcio também não apresentou diferença entre os grupos, apenas no tocante ao tempo (p-valor < 0,001).
Na relação do índice tornozelo-braquial com o Escore de Cálcio, a glicemia apresentou correlação positiva (r 0,99 e p-valor 0,0004) e o índice tornozelo-braquial apresentou correlação negativa (p-valor 0,0047).
Houve uma tendência a redução do índice tornozelo-braquial, que permaneceu nos estágios da doença renal crônica.
O escore de cálcio, aumentou, principalmente no estágio 4 da doença renal.

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