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Automedicação com psicoestimulantes durante a vida acadêmica
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A automedicação com substâncias psicoestimulantes entre estudantes universitários tem se tornado um problema emergente de saúde pública, especialmente em cursos da área da saúde, como Medicina, nos quais as exigências cognitivas e emocionais são intensas. O uso não prescrito de fármacos como metilfenidato, lisdexanfetamina e modafinil tem sido impulsionado por fatores como o estresse acadêmico, a pressão por desempenho e a busca por aprimoramento cognitivo, configurando um fenômeno de “doping intelectual”. Nesse contexto, compreender as motivações e consequências associadas a essa prática é essencial para subsidiar ações de prevenção e promoção da saúde mental no ambiente universitário. O presente estudo teve como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas acerca da automedicação com psicoestimulantes durante a vida acadêmica, identificando os principais fatores motivacionais, os riscos à saúde e as implicações éticas e sociais decorrentes dessa conduta. A metodologia consistiu em uma revisão integrativa realizada nas bases SciELO, PubMed, Scopus, Medline/BVS e Google Acadêmico, utilizando descritores controlados e palavras-chave livres em português e inglês, referentes ao uso não médico de psicoestimulantes por universitários, especialmente estudantes de Medicina. Após os critérios de inclusão e exclusão, 15 artigos compuseram a amostra final. Os principais resultados apontaram prevalência crescente do uso de psicoestimulantes, motivado por fatores psicológicos, sociais e acadêmicos, além de efeitos adversos importantes, como ansiedade, insônia, taquicardia e dependência. Também foram evidenciadas implicações éticas, relacionadas à competitividade e à desigualdade de oportunidades no meio acadêmico. Conclui-se que a automedicação com psicoestimulantes reflete a cultura da performance e a fragilidade do suporte institucional à saúde mental, tornando urgente a implementação de estratégias educativas e de acolhimento psicológico que favoreçam o uso racional de medicamentos e uma formação acadêmica mais ética e saudável.
Title: Automedicação com psicoestimulantes durante a vida acadêmica
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A automedicação com substâncias psicoestimulantes entre estudantes universitários tem se tornado um problema emergente de saúde pública, especialmente em cursos da área da saúde, como Medicina, nos quais as exigências cognitivas e emocionais são intensas.
O uso não prescrito de fármacos como metilfenidato, lisdexanfetamina e modafinil tem sido impulsionado por fatores como o estresse acadêmico, a pressão por desempenho e a busca por aprimoramento cognitivo, configurando um fenômeno de “doping intelectual”.
Nesse contexto, compreender as motivações e consequências associadas a essa prática é essencial para subsidiar ações de prevenção e promoção da saúde mental no ambiente universitário.
O presente estudo teve como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas acerca da automedicação com psicoestimulantes durante a vida acadêmica, identificando os principais fatores motivacionais, os riscos à saúde e as implicações éticas e sociais decorrentes dessa conduta.
A metodologia consistiu em uma revisão integrativa realizada nas bases SciELO, PubMed, Scopus, Medline/BVS e Google Acadêmico, utilizando descritores controlados e palavras-chave livres em português e inglês, referentes ao uso não médico de psicoestimulantes por universitários, especialmente estudantes de Medicina.
Após os critérios de inclusão e exclusão, 15 artigos compuseram a amostra final.
Os principais resultados apontaram prevalência crescente do uso de psicoestimulantes, motivado por fatores psicológicos, sociais e acadêmicos, além de efeitos adversos importantes, como ansiedade, insônia, taquicardia e dependência.
Também foram evidenciadas implicações éticas, relacionadas à competitividade e à desigualdade de oportunidades no meio acadêmico.
Conclui-se que a automedicação com psicoestimulantes reflete a cultura da performance e a fragilidade do suporte institucional à saúde mental, tornando urgente a implementação de estratégias educativas e de acolhimento psicológico que favoreçam o uso racional de medicamentos e uma formação acadêmica mais ética e saudável.
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