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CORRELAÇÃO ENTRE FATORES SOCIOCOMPORTAMENTAIS E PREVALÊNCIA DE ELEVAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA MÉDIA NO MUNDO

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Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma patologia que pode ser definida como uma elevação da Pressão Arterial Sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e/ou um aumento na pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg. A condição apresenta diversos fatores de risco, como IMC, etilismo e até fatores econômicos. Além disso, sabe-se que outros fatores sociais podem tanto contribuir com o surgimento da condição, quanto por desfechos cardiovasculares outros. Assim, por conta da etiologia multifatorial da condição, faz-se necessário entender se fatores sociocomportamentais estão relacionados com os níveis de PAS da população. Objetivo: Analisar se fatores sociocomportamentais apresentam correlação com níveis da Pressão Arterial Sistólica média (PASm) de diferentes países. Métodos: O presente trabalho apresenta como de caráter ecológico, sendo utilizada a base de dados do Gapminder Tools, entre 1990 e 2008, de 41 países diferentes. Como fatores sociocomportamentais, estudou-se suicídios e homicídios intencionais, ambos por 100.000 habitantes. Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para analisar a normalidade das variáveis. A análise estatística foi realizada utilizando o R 4.3.2. Resultados: A partir dos dados analisados, observou-se que a PASm e o número de suicídios apresentaram uma distribuição paramétrica (valor-p = 0,79 e 0,53, respectivamente), enquanto o número de homicídios foi não paramétrico (valor-p < 0,05). Ao realizar o teste de correlação de Pearson entre PASm e suicídios, observou-se uma correlação positiva moderada ρ = 0,4 (IC 95%: 0,10 – 0,63), com um valor-p = 0,01. Ao analisar a correlação de Spearman entre PASm e homicídios, encontrou-se uma correção negativa muito fraca ρ = -0,04 (IC 95%: -0,36 – 0,28), apresentando um valor-p = 0,78. Conclusão: A partir dos dados aqui encontrados, observou-se uma correlação positiva moderada entre PASm e números de suicídios. Entretanto, ao correlacionar PASm com homicídios, não foi possível rejeitar a hipótese nula, ou seja, provavelmente não há correlação. Vale ressaltar que o relacionamento entre as variáveis não representa causalidade, onde deve-se levar em consideração fatores não estudados ou controlados no presente estudo.
Title: CORRELAÇÃO ENTRE FATORES SOCIOCOMPORTAMENTAIS E PREVALÊNCIA DE ELEVAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA MÉDIA NO MUNDO
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Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma patologia que pode ser definida como uma elevação da Pressão Arterial Sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e/ou um aumento na pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg.
A condição apresenta diversos fatores de risco, como IMC, etilismo e até fatores econômicos.
Além disso, sabe-se que outros fatores sociais podem tanto contribuir com o surgimento da condição, quanto por desfechos cardiovasculares outros.
Assim, por conta da etiologia multifatorial da condição, faz-se necessário entender se fatores sociocomportamentais estão relacionados com os níveis de PAS da população.
Objetivo: Analisar se fatores sociocomportamentais apresentam correlação com níveis da Pressão Arterial Sistólica média (PASm) de diferentes países.
Métodos: O presente trabalho apresenta como de caráter ecológico, sendo utilizada a base de dados do Gapminder Tools, entre 1990 e 2008, de 41 países diferentes.
Como fatores sociocomportamentais, estudou-se suicídios e homicídios intencionais, ambos por 100.
000 habitantes.
Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para analisar a normalidade das variáveis.
A análise estatística foi realizada utilizando o R 4.
3.
2.
Resultados: A partir dos dados analisados, observou-se que a PASm e o número de suicídios apresentaram uma distribuição paramétrica (valor-p = 0,79 e 0,53, respectivamente), enquanto o número de homicídios foi não paramétrico (valor-p < 0,05).
Ao realizar o teste de correlação de Pearson entre PASm e suicídios, observou-se uma correlação positiva moderada ρ = 0,4 (IC 95%: 0,10 – 0,63), com um valor-p = 0,01.
Ao analisar a correlação de Spearman entre PASm e homicídios, encontrou-se uma correção negativa muito fraca ρ = -0,04 (IC 95%: -0,36 – 0,28), apresentando um valor-p = 0,78.
Conclusão: A partir dos dados aqui encontrados, observou-se uma correlação positiva moderada entre PASm e números de suicídios.
Entretanto, ao correlacionar PASm com homicídios, não foi possível rejeitar a hipótese nula, ou seja, provavelmente não há correlação.
Vale ressaltar que o relacionamento entre as variáveis não representa causalidade, onde deve-se levar em consideração fatores não estudados ou controlados no presente estudo.

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