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Psoríase crônica em adultos: controle e tratamento
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Introdução: Psoríase é a hiperproliferação dos queratinócitos epidérmicos, combinada com inflamação da epiderme e derme. As estimativas da prevalência da psoríase variam amplamente entre as diferentes populações; é provável que a psoríase seja subnotificada entre pessoas com pele escura em comparação com aqueles de pele clara.
A psoríase em placas crônica, a apresentação mais comum de psoríase, normalmente se apresenta com placas inflamadas e bem demarcadas. A escala grossa geralmente está presente, com exceção das placas em áreas intertriginosas. O tratamento da psoríase crônica em placas é geralmente perseguido por causa dos efeitos negativos que a psoríase pode ter na qualidade de vida. As principais modalidades de tratamento incluem intervenções tópicas, sistêmicas e fototerapêuticas. Fatores como apresentação clínica, comorbidades do paciente, preferência do paciente e disponibilidade do tratamento influenciam a abordagem do tratamento. Objetivos: discutir aspectos clínicos da psoríase crônica em adultos, bem como possibilidades de tratamento. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de abril a junho de 2024, com descritores "psoriasis”, adults”,"treatment”, “medications". Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 68), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e discussão: As lesões são assintomáticas ou pruriginosas e, com mais frequência, localizadas no couro cabeludo, nas superfícies extensoras dos cotovelos e joelhos, na região sacral, nos glúteos (comumente no suco glúteo) e nos genitais. Também acometem as unhas, sobrancelhas, axilas, umbigo e/ou região perineal. As placas podem parecer violáceas em pacientes com pele escura, e rosa ou vermelha em pacientes com pele clara, mas características-chave como descamação e a distribuição das placas (p. ex., região extensora dos cotovelos, tronco, pernas e área periumbilical) são consistentes entre os diferentes tons de pele. Pode ser disseminada, acometendo áreas confluentes de pele, estendendo-se entre essas regiões. Entre os diversos subtipos de psoríase, a psoríase em placas (psoríase vulgar ou psoríase crônica em placas) é responsável por 90% dos casos; as lesões são pápulas eritematosas discretas, ou placas recobertas por escamas espessas, prateadas e brilhantes. As lesões surgem gradualmente, regredindo e recidivando de forma espontânea e dependente dos fatores desencadeantes. Biópsia raramente é necessária e pode não ser diagnóstica; entretanto, pode-se considerá-la nos casos em que os achados clínicos não são clássicos. A doença é classificada como leve, moderada ou grave, tendo por base a superfície corporal afetada e o efeito das lesões na qualidade de vida do paciente. Para ser considerada leve, geralmente < 10% da superfície da pele deve estar envolvida. A seleção de um tratamento de psoríase começa com a identificação do modo primário preferido de terapia (terapia tópica, terapia sistêmica ou fototerapia). A proporção da área de superfície corporal (BSA) envolvida e os locais das lesões da psoríase têm sido frequentemente usados para definir vagamente a gravidade da psoríase e para ajudar na seleção do tratamento. Há inúmeras opções de tratamento que vão de tratamentos tópicos (p. ex., corticoides, análogos de vitamina D3, inibidores de calcineurina, tazaroteno, roflumilaste, tapinarof, emolientes, ácido salicílico, alcatrão de carvão, antralina), passando por fototerapia UV e até tratamentos sistêmicos (p. ex., metotrexato, retinoides orais, ciclosporina, produtos biológicos, pequenas moléculas). Conclusão: Os achados cutâneos mais comuns geralmente são pápulas e placas eritematosas bem circunscritas e cobertas por escamas prateadas na psoríase em placas, mas as lesões diferem entre os outros subtipos menos comuns de psoríase. A escolha de agentes específicos e combinações requer estreita cooperação do paciente, sempre pensando nos efeitos inconvenientes dos tratamentos. Não há uma única combinação ideal ou sequência de agentes, mas o tratamento deverá ser o mais simples possível.
Nilton Lins University
Camilla Maganhin Luquetti
Maria Eugênia Costa Casagrande
Pedro Pomarico de Oliveira
Kelly Vivivane Ueda
Victória Campos Giongo
Virlana Marques Severo
Jesus Francisco Lopes Júnior
Gabriela Ludmyla Pereira Marques
Stéphane Apolinário Landim da Cruz
Ana Gabriella Medeiros
Deborah Maranhão Cordeiro Tenório
Fernanda Asfor Rocha Carvalho
Carla Cristina Maganhin
Title: Psoríase crônica em adultos: controle e tratamento
Description:
Introdução: Psoríase é a hiperproliferação dos queratinócitos epidérmicos, combinada com inflamação da epiderme e derme.
As estimativas da prevalência da psoríase variam amplamente entre as diferentes populações; é provável que a psoríase seja subnotificada entre pessoas com pele escura em comparação com aqueles de pele clara.
A psoríase em placas crônica, a apresentação mais comum de psoríase, normalmente se apresenta com placas inflamadas e bem demarcadas.
A escala grossa geralmente está presente, com exceção das placas em áreas intertriginosas.
O tratamento da psoríase crônica em placas é geralmente perseguido por causa dos efeitos negativos que a psoríase pode ter na qualidade de vida.
As principais modalidades de tratamento incluem intervenções tópicas, sistêmicas e fototerapêuticas.
Fatores como apresentação clínica, comorbidades do paciente, preferência do paciente e disponibilidade do tratamento influenciam a abordagem do tratamento.
Objetivos: discutir aspectos clínicos da psoríase crônica em adultos, bem como possibilidades de tratamento.
Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de abril a junho de 2024, com descritores "psoriasis”, adults”,"treatment”, “medications".
Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 68), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra.
Resultados e discussão: As lesões são assintomáticas ou pruriginosas e, com mais frequência, localizadas no couro cabeludo, nas superfícies extensoras dos cotovelos e joelhos, na região sacral, nos glúteos (comumente no suco glúteo) e nos genitais.
Também acometem as unhas, sobrancelhas, axilas, umbigo e/ou região perineal.
As placas podem parecer violáceas em pacientes com pele escura, e rosa ou vermelha em pacientes com pele clara, mas características-chave como descamação e a distribuição das placas (p.
ex.
, região extensora dos cotovelos, tronco, pernas e área periumbilical) são consistentes entre os diferentes tons de pele.
Pode ser disseminada, acometendo áreas confluentes de pele, estendendo-se entre essas regiões.
Entre os diversos subtipos de psoríase, a psoríase em placas (psoríase vulgar ou psoríase crônica em placas) é responsável por 90% dos casos; as lesões são pápulas eritematosas discretas, ou placas recobertas por escamas espessas, prateadas e brilhantes.
As lesões surgem gradualmente, regredindo e recidivando de forma espontânea e dependente dos fatores desencadeantes.
Biópsia raramente é necessária e pode não ser diagnóstica; entretanto, pode-se considerá-la nos casos em que os achados clínicos não são clássicos.
A doença é classificada como leve, moderada ou grave, tendo por base a superfície corporal afetada e o efeito das lesões na qualidade de vida do paciente.
Para ser considerada leve, geralmente < 10% da superfície da pele deve estar envolvida.
A seleção de um tratamento de psoríase começa com a identificação do modo primário preferido de terapia (terapia tópica, terapia sistêmica ou fototerapia).
A proporção da área de superfície corporal (BSA) envolvida e os locais das lesões da psoríase têm sido frequentemente usados para definir vagamente a gravidade da psoríase e para ajudar na seleção do tratamento.
Há inúmeras opções de tratamento que vão de tratamentos tópicos (p.
ex.
, corticoides, análogos de vitamina D3, inibidores de calcineurina, tazaroteno, roflumilaste, tapinarof, emolientes, ácido salicílico, alcatrão de carvão, antralina), passando por fototerapia UV e até tratamentos sistêmicos (p.
ex.
, metotrexato, retinoides orais, ciclosporina, produtos biológicos, pequenas moléculas).
Conclusão: Os achados cutâneos mais comuns geralmente são pápulas e placas eritematosas bem circunscritas e cobertas por escamas prateadas na psoríase em placas, mas as lesões diferem entre os outros subtipos menos comuns de psoríase.
A escolha de agentes específicos e combinações requer estreita cooperação do paciente, sempre pensando nos efeitos inconvenientes dos tratamentos.
Não há uma única combinação ideal ou sequência de agentes, mas o tratamento deverá ser o mais simples possível.
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