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Perfil e Caracterização de Reações Adversas a Medicamentos em Idosos Admitidos em um Pronto Atendimento
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Introdução: As reações adversas a medicamentos (RAM) em idosos são uma causa frequente de atendimentos em pronto-socorro. Elas podem estar associadas a mudanças fisiológicas da senilidade, presença de polifarmácia, coexistência de comorbidades e uso de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI). Esses eventos adversos podem aumentar os custos em saúde, internações hospitalares e/ou aumento do tempo de internação, redução da qualidade de vida e morte. Objetivo: Delinear o perfil de pacientes idosos que apresentaram RAM em um pronto atendimento de um hospital de grande de Salvador - Bahia. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, realizado entre jan/19 a jun/23. Foram incluídos pacientes com idade ≥ 60 anos que apresentaram RAM no serviço de pronto atendimento. As variáveis de interesse foram categorizadas em: idade e gênero do paciente, presença de disfunção renal, classe terapêutica, presença de MPI conforme os critérios de Beers (2023), classificação da RAM por órgãos e sistemas, causalidade da RAM conforme Naranjo e gravidade conforme Organização Mundial de Saúde. As informações foram extraídas do banco de dados do serviço de farmacovigilância. Para tratamento dos dados utilizou-se a ferramenta Microsoft Office Excel 365. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética, CAAE: 70731023.2.0000.5520. Resultado e Conclusão: Foram analisados 73 casos de RAM em pacientes idosos. A idade média dos pacientes foi 71 anos e o sexo feminino (58,9%) foi o mais frequente. Em 31,5% (23/73) dos casos a polifarmácia (≥5 medicamentos) foi identificada. Essa pode contribuir para o desenvolvimento de RAM seja pelo risco aumentado de interações medicamentosas e/ou pelas alterações metabólicas presentes nessa população. Em 17,8% (13/73) dos pacientes, a disfunção renal foi observada. Essa condição pode aumentar a probabilidade desses indivíduos apresentarem maior quantidade de metabólitos tóxicos e/ou redução da eliminação de fármacos pelo organismo. Vale ressaltar que em 75,3% (55/73) dos casos a RAM foi o motivo da internação. Destes, 61,8% (34/55) envolveram o sistema imune e 25,5% (14/55) dos pacientes estavam em uso de MPI. Esses medicamentos têm risco potencial que excede o benefício do uso por idosos. Considerando as classes terapêuticas que foram mais associados às RAM: 19,2% (14/73) eram anti-inflamatórios não esteroidais; 19,2% (14/73) antibióticos e 15% (11/73) anti-hipertensivos. Essas classes de medicamentos são amplamente utilizadas seja pela presença de doenças agudas ou crônicas. No que se refere a gravidade, 63% (46/73) foram classificados como moderada e não houve óbito por RAM. Quanto à causalidade, 64,4% (47/73) foram classificadas como prováveis, 30,1% (22/73) possível e 5,5% (4/73) definida. Nossos resultados são compatíveis com outros estudos, isso porque idosos estão propensos a um maior número de comorbidades, uso de polifarmácia e MPI. A identificação precoce da RAM possibilita o manejo adequado e evita custos desnecessários promovendo a segurança do paciente.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Perfil e Caracterização de Reações Adversas a Medicamentos em Idosos Admitidos em um Pronto Atendimento
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Introdução: As reações adversas a medicamentos (RAM) em idosos são uma causa frequente de atendimentos em pronto-socorro.
Elas podem estar associadas a mudanças fisiológicas da senilidade, presença de polifarmácia, coexistência de comorbidades e uso de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI).
Esses eventos adversos podem aumentar os custos em saúde, internações hospitalares e/ou aumento do tempo de internação, redução da qualidade de vida e morte.
Objetivo: Delinear o perfil de pacientes idosos que apresentaram RAM em um pronto atendimento de um hospital de grande de Salvador - Bahia.
Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, realizado entre jan/19 a jun/23.
Foram incluídos pacientes com idade ≥ 60 anos que apresentaram RAM no serviço de pronto atendimento.
As variáveis de interesse foram categorizadas em: idade e gênero do paciente, presença de disfunção renal, classe terapêutica, presença de MPI conforme os critérios de Beers (2023), classificação da RAM por órgãos e sistemas, causalidade da RAM conforme Naranjo e gravidade conforme Organização Mundial de Saúde.
As informações foram extraídas do banco de dados do serviço de farmacovigilância.
Para tratamento dos dados utilizou-se a ferramenta Microsoft Office Excel 365.
Estudo aprovado pelo Comitê de Ética, CAAE: 70731023.
2.
0000.
5520.
Resultado e Conclusão: Foram analisados 73 casos de RAM em pacientes idosos.
A idade média dos pacientes foi 71 anos e o sexo feminino (58,9%) foi o mais frequente.
Em 31,5% (23/73) dos casos a polifarmácia (≥5 medicamentos) foi identificada.
Essa pode contribuir para o desenvolvimento de RAM seja pelo risco aumentado de interações medicamentosas e/ou pelas alterações metabólicas presentes nessa população.
Em 17,8% (13/73) dos pacientes, a disfunção renal foi observada.
Essa condição pode aumentar a probabilidade desses indivíduos apresentarem maior quantidade de metabólitos tóxicos e/ou redução da eliminação de fármacos pelo organismo.
Vale ressaltar que em 75,3% (55/73) dos casos a RAM foi o motivo da internação.
Destes, 61,8% (34/55) envolveram o sistema imune e 25,5% (14/55) dos pacientes estavam em uso de MPI.
Esses medicamentos têm risco potencial que excede o benefício do uso por idosos.
Considerando as classes terapêuticas que foram mais associados às RAM: 19,2% (14/73) eram anti-inflamatórios não esteroidais; 19,2% (14/73) antibióticos e 15% (11/73) anti-hipertensivos.
Essas classes de medicamentos são amplamente utilizadas seja pela presença de doenças agudas ou crônicas.
No que se refere a gravidade, 63% (46/73) foram classificados como moderada e não houve óbito por RAM.
Quanto à causalidade, 64,4% (47/73) foram classificadas como prováveis, 30,1% (22/73) possível e 5,5% (4/73) definida.
Nossos resultados são compatíveis com outros estudos, isso porque idosos estão propensos a um maior número de comorbidades, uso de polifarmácia e MPI.
A identificação precoce da RAM possibilita o manejo adequado e evita custos desnecessários promovendo a segurança do paciente.
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