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Perfil e Caracterização de Interconsultas Solicitadas a um Serviço de Farmacovigilância
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Introdução: As ações de farmacovigilância muitas vezes são associadas como cumprimento de obrigações regulatórias relacionadas à notificação de eventos adversos (EA). Entretanto, a farmacovigilância transcende essa visão limitada ao desempenhar um papel proativo e de valor agregado na segurança do paciente. Objetivo: Caracterizar o perfil de solicitações de interconsultas recebidas por um serviço de farmacovigilância. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, realizado entre jun/22 a jun/23 em um hospital de alta complexidade de Salvador/BA. Foram realizadas análises das solicitações de interconsultas realizadas ao serviço de farmacovigilância, considerando o notificador, os medicamentos associados e a gravidade do EA de acordo de acordo com a Organização Mundial de Saúde. As informações foram extraídas do banco de dados do serviço de farmacovigilância. Para tratamento dos dados utilizou-se a ferramenta Microsoft Office Excel 365. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética, CAAE: 70731023.2.0000.5520. Resultado e Conclusão: No período do estudo, houve 21 solicitações de interconsulta ao serviço de farmacovigilância. Destas, 38,1% (8/21) foram classificadas como reações adversas a medicamentos (RAM), das quais 25% (2/8) foram reações graves, ambas classificada como síndrome de dress, sendo os medicamentos causadores: fenitoína (1/2) e dipirona (1/2). Ambas RAM aumentaram o tempo de hospitalização dos pacientes. Os demais casos de RAM foram classificados como flebite química e todos apresentaram gravidade moderada. Treze solicitações recebidas (61,9%) tiveram a suspeita de RAM descartada e revelou conflitos entre a diferenciação de flebite, infiltração e extravasamento por parte da equipe assistencial. No que se refere ao solicitante da interconsulta: 76,2% (16/21) foram enfermeiros e 23,8% (5/21) por médicos. A interconsulta ao Farmacêutico do serviço de farmacovigilância é uma estratégia que foi implantada para possibilitar que o Farmacêutico participe ativamente da elucidação de EA, uma vez que se trata de uma instituição de grande porte e o serviço de farmacovigilância dispõe de apenas um farmacêutico. Na instituição, notificações de suspeita de RAM ocorrem em plataforma própria, mas a solicitação de interconsulta sinaliza ao Farmacêutico que a equipe assistencial identificou potencial gravidade do caso necessita da participação do farmacêutico no caso com maior brevidade. Essa solicitação ocorre através do prontuário eletrônico e o Farmacêutico tem um prazo de até 72 horas para iniciar o acompanhamento. A atuação do Farmacêutico em interconsultas possibilita permite uma análise mais detalhada dos casos, a identificação de fatores de risco e a implementação de medidas preventivas, elevando o serviço a um patamar de cuidado integral e personalizado.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Perfil e Caracterização de Interconsultas Solicitadas a um Serviço de Farmacovigilância
Description:
Introdução: As ações de farmacovigilância muitas vezes são associadas como cumprimento de obrigações regulatórias relacionadas à notificação de eventos adversos (EA).
Entretanto, a farmacovigilância transcende essa visão limitada ao desempenhar um papel proativo e de valor agregado na segurança do paciente.
Objetivo: Caracterizar o perfil de solicitações de interconsultas recebidas por um serviço de farmacovigilância.
Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, realizado entre jun/22 a jun/23 em um hospital de alta complexidade de Salvador/BA.
Foram realizadas análises das solicitações de interconsultas realizadas ao serviço de farmacovigilância, considerando o notificador, os medicamentos associados e a gravidade do EA de acordo de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
As informações foram extraídas do banco de dados do serviço de farmacovigilância.
Para tratamento dos dados utilizou-se a ferramenta Microsoft Office Excel 365.
Estudo aprovado pelo Comitê de Ética, CAAE: 70731023.
2.
0000.
5520.
Resultado e Conclusão: No período do estudo, houve 21 solicitações de interconsulta ao serviço de farmacovigilância.
Destas, 38,1% (8/21) foram classificadas como reações adversas a medicamentos (RAM), das quais 25% (2/8) foram reações graves, ambas classificada como síndrome de dress, sendo os medicamentos causadores: fenitoína (1/2) e dipirona (1/2).
Ambas RAM aumentaram o tempo de hospitalização dos pacientes.
Os demais casos de RAM foram classificados como flebite química e todos apresentaram gravidade moderada.
Treze solicitações recebidas (61,9%) tiveram a suspeita de RAM descartada e revelou conflitos entre a diferenciação de flebite, infiltração e extravasamento por parte da equipe assistencial.
No que se refere ao solicitante da interconsulta: 76,2% (16/21) foram enfermeiros e 23,8% (5/21) por médicos.
A interconsulta ao Farmacêutico do serviço de farmacovigilância é uma estratégia que foi implantada para possibilitar que o Farmacêutico participe ativamente da elucidação de EA, uma vez que se trata de uma instituição de grande porte e o serviço de farmacovigilância dispõe de apenas um farmacêutico.
Na instituição, notificações de suspeita de RAM ocorrem em plataforma própria, mas a solicitação de interconsulta sinaliza ao Farmacêutico que a equipe assistencial identificou potencial gravidade do caso necessita da participação do farmacêutico no caso com maior brevidade.
Essa solicitação ocorre através do prontuário eletrônico e o Farmacêutico tem um prazo de até 72 horas para iniciar o acompanhamento.
A atuação do Farmacêutico em interconsultas possibilita permite uma análise mais detalhada dos casos, a identificação de fatores de risco e a implementação de medidas preventivas, elevando o serviço a um patamar de cuidado integral e personalizado.
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